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Início Língua Portuguesa

20 palavras portuguesas que os espanhóis nos “roubaram”

Descubra 20 palavras espanholas que chegaram através do português, da mermelada à jangada, e conheça as histórias curiosas por trás deste intercâmbio histórico.

José Ferreira Por José Ferreira
11/10/2026
em Língua Portuguesa, Português
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20 palavras portuguesas que os espanhóis nos “roubaram”

20 palavras portuguesas que os espanhóis nos “roubaram”

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Portugal e Espanha partilham muito mais do que uma fronteira, séculos de história e uma longa lista de rivalidades. Partilham também palavras que atravessaram fronteiras, entraram no vocabulário do país vizinho e passaram a fazer parte da sua língua, muitas vezes sem que os próprios falantes conheçam a sua origem.

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É possível encontrar vestígios desta proximidade em palavras relacionadas com a comida, os animais, a navegação, os objetos do quotidiano e até a música. Algumas são praticamente iguais em português e em espanhol. Outras sofreram alterações na escrita, na pronúncia ou no significado, tornando-se tão naturais na língua espanhola que poucos suspeitariam da sua ligação ao português.

A palavra espanhola mermelada, por exemplo, vem do português marmelada. E este é apenas um dos casos identificados nos estudos sobre a influência portuguesa no vocabulário espanhol.

Mas há uma ressalva importante: dizer que os espanhóis “roubaram” palavras aos portugueses é uma forma provocadora de apresentar o tema, não uma descrição rigorosa do fenómeno linguístico. As línguas evoluem através do contacto entre povos, das viagens, do comércio, da literatura e das migrações. Além disso, algumas palavras passaram pelo português antes de chegarem ao espanhol, embora tenham uma origem ainda mais antiga noutra língua.

Conheça 20 exemplos curiosos desta influência e descubra quantos reconhece.

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1. Mermelada: a palavra que veio da marmelada portuguesa

A palavra espanhola mermelada, utilizada para designar uma conserva de fruta, tem uma ligação direta ao português marmelada. A própria Real Academia Española identifica a origem portuguesa do termo no seu dicionário.

A história torna-se ainda mais interessante quando se comparam os significados atuais. Em Portugal, a marmelada tradicional é sobretudo o doce preparado com marmelos e açúcar, frequentemente cortado em fatias depois de endurecer. Em Espanha, mermelada designa, de forma geral, uma conserva doce de fruta.

Uma palavra atravessou a fronteira, mas o seu significado acabou por abranger uma realidade culinária mais ampla.

É um dos exemplos mais claros de como uma língua pode incorporar um termo estrangeiro e adaptá-lo aos seus próprios hábitos alimentares.

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2. Biombo: uma palavra com uma viagem muito mais longa

A palavra biombo existe em português e em espanhol e designa um painel dobrável que permite dividir espaços ou criar alguma privacidade. O termo espanhol é tradicionalmente associado ao português, mas a história do objeto e da palavra não começa na Península Ibérica. A designação portuguesa está ligada ao japonês byōbu, nome de um tipo de painel utilizado para separar espaços.

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As rotas comerciais e os contactos entre culturas ajudaram a transportar objetos, técnicas e vocabulário de uma região para outra.

Assim, o biombo é um exemplo especialmente interessante: não se trata simplesmente de uma palavra portuguesa que passou para o espanhol, mas de uma palavra cuja circulação reflete uma história internacional de intercâmbios.

3. Jangada: uma palavra ligada ao mar

A jangada é uma embarcação rudimentar, tradicionalmente construída com troncos ou outros materiais unidos para formar uma plataforma flutuante.

O termo português passou também para o espanhol, onde jangada designa este tipo de embarcação.

A navegação desempenhou um papel fundamental na circulação de palavras entre os dois idiomas. Marinheiros, comerciantes e exploradores entravam em contacto com embarcações, técnicas e realidades desconhecidas, transportando consigo as respetivas designações.

Neste caso, a palavra conserva uma ligação evidente com o mundo marítimo, uma área em que o vocabulário português deixou marcas noutras línguas.

4. Garrafa: praticamente igual nas duas línguas

Em português, dizemos garrafa. Em espanhol, utiliza-se garrafa para designar um recipiente destinado a conter líquidos, embora a utilização exata possa variar conforme o contexto e o tipo de recipiente.

A semelhança é tão grande que a palavra pode passar despercebida numa lista de curiosidades linguísticas.

Estudos sobre os portuguesismos presentes no espanhol incluem garrafa entre os vocábulos associados à influência portuguesa. O caso mostra como uma palavra pode integrar-se numa língua e conservar uma forma muito próxima da original.

É também um exemplo de como a história do vocabulário não se resume às diferenças entre português e espanhol: por vezes, as semelhanças revelam percursos de contacto que remontam a séculos.

5. Lancha: do vocabulário marítimo para o espanhol

A palavra lancha está presente nas duas línguas e, no contexto náutico, identifica uma embarcação de pequeno ou médio porte, embora a classificação concreta dependa do uso regional.

A sua presença no espanhol está associada à circulação de vocabulário marítimo de origem portuguesa.

Durante séculos, as embarcações foram essenciais para a atividade comercial e para as deslocações entre territórios. O contacto entre comunidades costeiras favoreceu a troca de designações para barcos, instrumentos e técnicas de navegação.

A palavra lancha é um exemplo dessa influência e recorda a importância do mar na história das duas línguas ibéricas.

6. Cachalote: o nome de um gigante dos oceanos

O cachalote é um grande mamífero marinho conhecido pela sua cabeça volumosa e pela capacidade de mergulhar a grandes profundidades.

A palavra portuguesa cachalote está na origem do termo espanhol cachalote, identificado nos estudos sobre a influência do português no vocabulário espanhol.

A caça à baleia, a observação de animais marinhos e as atividades comerciais contribuíram para a circulação de nomes de espécies entre países navegadores.

Neste caso, a semelhança entre as duas palavras é evidente. E a curiosidade vai muito além da forma: o próprio nome transporta a memória de uma época em que o conhecimento do oceano dependia, em grande medida, dos relatos dos marinheiros.

7. Macaco: uma palavra que também se encontra em espanhol

Em português, macaco é uma palavra corrente para designar um primata. Em espanhol, macaco também existe, embora a palavra mais habitual para designar um macaco em muitos contextos seja mono.

A investigação lexicográfica sobre os portuguesismos no espanhol inclui macaco entre os exemplos de influência portuguesa.

Este tipo de empréstimo é especialmente interessante porque não se limita a objetos trazidos pelo comércio. Os nomes dos animais também viajaram entre línguas, muitas vezes através de relatos de exploradores, contactos coloniais e descrições da natureza.

Uma palavra que parece tão familiar em português pode, por isso, esconder uma história de circulação internacional.

8. Piraña: a prima espanhola da piranha

A piraña espanhola corresponde à piranha portuguesa, o peixe conhecido pelos seus dentes afiados e associado aos rios da América do Sul.

Repare na diferença gráfica: em português, a sequência nh representa um som que, em espanhol, é normalmente escrito com ñ. A adaptação mostra como cada idioma incorpora os sons das palavras de acordo com as suas próprias regras.

O nome remete para uma realidade natural sul-americana e para o percurso pelo qual as designações de espécies passaram entre línguas europeias.

É importante, contudo, não confundir a via de transmissão com a origem última do nome. A circulação de uma palavra através do português não significa que tenha sido inventada em Portugal.

9. Fado: uma palavra que identifica Portugal

Poucas palavras estão tão associadas à cultura portuguesa como fado. O nome designa um género musical profundamente ligado à história e à identidade cultural do país.

Em espanhol, fado também é utilizado para designar esta expressão musical portuguesa, mantendo a forma original.

Neste caso, o empréstimo é facilmente compreensível: quando uma realidade cultural se torna conhecida noutro país, é comum que o seu nome viaje com ela.

O mesmo sucede com géneros musicais, danças, pratos tradicionais e manifestações artísticas. Em vez de traduzir o nome, a língua recetora tende a conservar a designação original.

O fado é, assim, um exemplo de uma palavra portuguesa que entrou no vocabulário espanhol por representar uma expressão cultural específica.

10. Menino: uma palavra portuguesa com presença na história espanhola

A palavra menino existe em português desde há séculos e significa criança do sexo masculino. Em espanhol, menino também aparece, sobretudo em contextos históricos, para designar um jovem pajem ou uma figura da corte.

A palavra está entre os portuguesismos identificados nos estudos sobre a influência lexical portuguesa no espanhol.

O seu percurso recorda um período em que as relações entre as cortes ibéricas, a literatura e as elites culturais favoreciam a circulação de expressões e formas de tratamento.

Ao contrário de palavras como mermelada ou garrafa, que continuam próximas do quotidiano, menino tem em espanhol um uso mais específico e associado a determinados contextos históricos.

11. Ananás: uma fruta com uma história de viagens

O ananás é conhecido em português pelo mesmo nome usado em espanhol, embora em Espanha seja muito comum a palavra piña para designar a fruta.

A designação ananás tem origem indígena sul-americana e circulou internacionalmente através dos contactos estabelecidos durante a expansão marítima europeia. O português teve um papel importante na difusão de palavras associadas a produtos e espécies provenientes de outras regiões do mundo.

É importante distinguir a origem da palavra do percurso que seguiu: o facto de o português ter servido como via de transmissão não significa que o vocábulo tenha sido criado pelos portugueses.

Este exemplo mostra como o comércio e as viagens ajudaram a incorporar nomes de frutos, plantas e alimentos no vocabulário de diferentes línguas.

12. Bambú: outro nome que atravessou fronteiras

O espanhol bambú corresponde ao português bambu e designa uma planta de caule geralmente oco, conhecida pelo crescimento rápido e pela sua utilização na construção, no mobiliário e em numerosos objetos.

A palavra tem uma história internacional, com antecedentes em línguas asiáticas, e a expansão das rotas comerciais contribuiu para a sua disseminação.

Os contactos marítimos ajudaram a levar para a Europa novos produtos, materiais e palavras. O bambu é um exemplo de como o nome de uma planta se pode espalhar muito para além da região onde esta é originária.

O acento gráfico espanhol em bambú é também uma pequena diferença que permite reconhecer a adaptação da palavra à língua de chegada.

13. Bandeja: um objeto tão comum que quase passa despercebido

A bandeja é utilizada em português e em espanhol para designar um tabuleiro destinado a transportar ou servir objetos, bebidas e alimentos.

A palavra espanhola é incluída em estudos lexicográficos sobre os vocábulos associados à influência portuguesa. A sua semelhança com a forma portuguesa torna o exemplo particularmente fácil de reconhecer.

Os objetos do quotidiano são responsáveis por uma grande parte dos empréstimos linguísticos. Quando uma palavra se espalha com um objeto, uma técnica ou uma prática, pode acabar por se tornar tão comum na língua recetora que deixa de ser sentida como estrangeira.

É precisamente essa familiaridade que torna estas palavras tão interessantes: continuam a ser utilizadas sem que a maioria das pessoas pense na sua história.

14. Baliza: do mar às estradas

A palavra baliza encontra-se nas duas línguas e designa um elemento que serve para assinalar, orientar ou delimitar uma posição ou um percurso.

Dependendo do contexto, uma baliza pode estar associada à navegação, à circulação rodoviária ou à marcação de espaços desportivos.

O termo espanhol aparece entre os vocábulos que o estudo de Fernando Venâncio identifica na análise da influência lexical portuguesa.

A diversidade de aplicações mostra como as palavras podem acompanhar a evolução das técnicas e das atividades humanas. Um termo inicialmente associado a determinado contexto pode alargar o seu significado e passar a designar diferentes tipos de sinalização.

15. Lacre: uma palavra ligada a selar e proteger

O lacre é uma substância utilizada tradicionalmente para selar documentos, cartas, embalagens e outros objetos. Em espanhol, lacre também designa este material.

Durante séculos, selar uma carta ou um documento podia representar uma forma de proteger o seu conteúdo e assinalar a autenticidade de quem o enviava. A palavra está, por isso, associada a práticas antigas de correspondência e documentação.

A sua presença no vocabulário espanhol integra o conjunto de influências lexicais atribuídas ao português.

É mais um exemplo de como termos ligados a materiais, objetos e práticas do quotidiano podem permanecer nas línguas muito depois de as circunstâncias originais da sua utilização terem mudado.

16. Monzón: a palavra espanhola para monção

Em espanhol, monzón designa a monção, um sistema sazonal de ventos que pode provocar alterações muito significativas nos padrões de precipitação, sobretudo em partes da Ásia.

A palavra espanhola é associada ao português monção, que, por sua vez, recebeu o termo de uma tradição linguística anterior, relacionada com a palavra árabe mausim.

Este percurso é particularmente revelador: uma palavra pode passar por várias línguas até chegar à forma que hoje conhecemos.

O papel do português nas rotas marítimas e comerciais contribuiu para a circulação de vocabulário relacionado com ventos, estações e navegação. Por isso, monzón é um exemplo que ilustra não apenas a proximidade entre Portugal e Espanha, mas também as ligações linguísticas entre a Europa, a África e a Ásia.

17. Pagoda: uma palavra que veio de muito longe

A palavra espanhola pagoda designa um tipo de construção religiosa, geralmente associada a tradições asiáticas.

A forma está relacionada com o português pagode, que funcionou como via de transmissão para o espanhol. A história do termo remete, contudo, para contactos linguísticos e culturais muito anteriores, associados à chegada de objetos, relatos e referências religiosas asiáticas à Europa.

Este é um bom exemplo de por que razão a expressão “palavra roubada” deve ser entendida como uma provocação jornalística. O vocábulo não nasceu necessariamente em Portugal: passou por diferentes contextos antes de ser incorporado no espanhol.

As palavras também contam histórias de viagem, e poucas coisas revelam tão bem essa realidade como os nomes de edifícios e práticas culturais provenientes de outras partes do mundo.

18. Catre: uma cama simples com uma história linguística

Em português, catre designa uma cama simples, muitas vezes rudimentar ou destinada a situações em que não existe uma cama convencional.

O espanhol utiliza a mesma palavra para designar um leito semelhante. Os estudos de influência lexical incluem catre entre as formas associadas ao português.

A história deste vocábulo liga-se à circulação internacional de objetos e às rotas comerciais que levaram para diferentes regiões novas formas de mobiliário e novas designações.

Tal como acontece com outras palavras da lista, a existência de uma via portuguesa não significa necessariamente uma origem portuguesa remota. Muitas palavras têm percursos mais complexos do que a semelhança entre duas formas pode sugerir.

19. Marejada: quando o mar deixa a sua marca na língua

A palavra espanhola marejada refere-se a um estado de agitação do mar, com ondas ou ondulação que dificultam a navegação ou tornam a superfície marítima mais irregular.

O vocábulo é identificado pelo linguista Fernando Venâncio entre os exemplos de influência portuguesa no espanhol.

É um caso interessante porque pertence a um campo semântico em que a experiência marítima teve um peso histórico muito significativo. Marinheiros e comunidades costeiras necessitavam de descrever com precisão os estados do mar, os ventos e os fenómenos que condicionavam as viagens.

O vocabulário marítimo circulava, por isso, com facilidade entre comunidades que partilhavam rotas, portos e atividades comerciais.

20. Chamuscar: um verbo que também passou para o espanhol

O verbo português chamuscar significa queimar ligeiramente a superfície de algo, como acontece quando se chamusca a pele de um alimento ou se queima superficialmente uma planta.

A forma chamuscar existe também em espanhol. É identificada no estudo de Venâncio como um dos exemplos de influência portuguesa no léxico espanhol.

Os verbos são particularmente interessantes para os investigadores da língua, pois não se trata apenas de importar o nome de um objeto desconhecido: significa incorporar uma forma de expressar uma ação.

Este caso mostra que os empréstimos linguísticos podem abranger diferentes categorias gramaticais, desde nomes de animais e objetos até verbos utilizados para descrever ações concretas.

Afinal, os espanhóis roubaram palavras aos portugueses?

A expressão faz um bom título, mas a história é mais complexa do que sugere a ideia de um roubo. As palavras circulam entre línguas há séculos, acompanhando as migrações, os contactos culturais, a literatura, o comércio e a expansão marítima.

Além disso, a influência nunca ocorreu apenas num sentido. O português também incorporou numerosas palavras de origem espanhola, e há vocábulos cuja história envolve o galego, o latim ou outras línguas. Nem sempre é possível atribuir cada palavra a um único país com total segurança.

O linguista Fernando Venâncio chama a atenção para este cuidado no estudo Lusismos y galleguismos en uso en español. Una revisión crítica, que analisa a origem de palavras presentes no espanhol e alerta para atribuições etimológicas que exigem prudência.

Por isso, os exemplos apresentados não significam que os portugueses tenham inventado todas estas palavras ou que a língua espanhola se tenha limitado a copiá-las. Em vários casos, o português terá funcionado como via de transmissão de vocábulos com origens mais antigas ou internacionais.

Ainda assim, a influência lexical portuguesa no espanhol é um tema real e documentado. E basta observar palavras como mermelada, jangada, cachalote ou chamuscar para perceber como o contacto entre as duas línguas deixou marcas que continuam presentes.

A próxima vez que ouvir uma palavra espanhola semelhante a uma portuguesa, vale a pena perguntar: será coincidência, origem comum ou empréstimo linguístico? A resposta pode revelar uma história muito mais fascinante do que parece à primeira vista.

Fontes e leituras complementares

  • Fernando Venâncio — Lusismos y galleguismos en uso en español. Una revisión crítica
  • Real Academia Española — definição e origem de mermelada
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Etiquetas: influência portuguesa no espanholpalavras espanholas de origem portuguesapalavras portuguesas em espanholpalavras que os espanhóis roubaram aos portuguesesportuguesismos
José Ferreira

José Ferreira

Professor de Português, sempre gostou de desafiar os seus alunos com jogos de gramática e de ortografia. Para ele, a oportunidade de divulgar esses desafios em artigos que chegam a um público mais vasto é verdadeiramente estimulante e animador.

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