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Multa até 300€: erro comum nas rotundas pode custar caro

Sabe como circular corretamente numa rotunda? Conheça as regras do Código da Estrada, os erros mais comuns e as coimas que podem chegar aos 300 euros.

Sara Costa Por Sara Costa
18/08/2026
em Curiosidades, Notícias
0
Multa até 300€: erro comum nas rotundas pode custar caro

Multa até 300€: erro comum nas rotundas pode custar caro

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Há quem entre numa rotunda sem hesitar.

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Há quem abrande demasiado.

Há quem ocupe sempre a faixa da direita, independentemente da saída que pretende tomar.

E há ainda quem só ligue o pisca quando já está praticamente a sair.

As rotundas fazem parte da paisagem rodoviária portuguesa e, apesar de serem utilizadas diariamente por milhares de condutores, continuam a gerar dúvidas, discussões e manobras perigosas.

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A própria PSP e outras entidades de segurança rodoviária têm vindo a reforçar a importância de conhecer e cumprir as regras de circulação nas rotundas. As regras não são novas: estão previstas no artigo 14.º-A do Código da Estrada.

E existe um detalhe que pode fazer toda a diferença: a faixa que deve ocupar depende da saída que pretende utilizar.

A regra de ouro das rotundas

Antes de complicar, vale a pena guardar uma regra muito simples:

Primeira saída → direita.
Restantes saídas → via adequada ao destino e aproximação progressiva à direita antes de sair.

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O Código da Estrada determina que, se pretende sair da rotunda na primeira saída, deve ocupar a via da direita. Se pretende sair por qualquer uma das saídas seguintes, só deve ocupar a via de trânsito mais à direita depois de passar a saída imediatamente anterior àquela por onde pretende sair, aproximando-se progressivamente dessa via e efetuando a mudança depois de tomadas as devidas precauções. Esta regra é fundamental. E é também uma das que mais frequentemente são esquecidas.

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Antes de entrar na rotunda, há uma regra que vem primeiro

Antes de pensar na faixa que vai ocupar, existe uma obrigação ainda mais importante:

ceder passagem aos veículos que já circulam na rotunda.

O artigo 14.º-A estabelece que o condutor deve entrar na rotunda após ceder passagem aos veículos que nela circulam, qualquer que seja a via por onde o façam.

Isto significa que não basta olhar apenas para a faixa mais próxima.

É necessário verificar a circulação existente na rotunda e entrar apenas quando for seguro fazê-lo.

Uma entrada precipitada pode obrigar outro condutor a travar ou a desviar-se.

E é precisamente este tipo de comportamento que uma boa condução deve evitar.

Vai sair na primeira saída? A direita é a sua via

Esta é a situação mais simples.

Se pretende sair imediatamente na primeira saída, deve ocupar a via da direita.

Imagine que chega a uma rotunda e pretende sair logo na primeira saída.

A conduta correta é:

  1. Aproximar-se da rotunda.
  2. Ceder passagem a quem já circula.
  3. Entrar pela via adequada.
  4. Permanecer na direita.
  5. Sinalizar a saída de acordo com as regras de sinalização.
  6. Sair com segurança.

O artigo 14.º-A é claro relativamente à utilização da via da direita para a primeira saída.

Vai sair na segunda, terceira ou quarta saída?

É aqui que começam muitos dos erros.

Se pretende sair por uma saída que não é a primeira, não tem de entrar obrigatoriamente pela faixa da direita.

A lei determina que deve utilizar a via de trânsito mais conveniente ao seu destino, respeitando as regras específicas da rotunda.

À medida que se aproxima da saída pretendida, deve passar progressivamente para a via mais à direita.

Mas há uma condição essencial:

a mudança de via só deve ser feita depois de tomadas as devidas precauções.

Não deve atravessar duas vias de forma repentina.

Não deve cortar a trajetória de outro veículo.

E não deve assumir que tem prioridade apenas porque pretende sair.

O erro de circular sempre pela direita

Este é provavelmente um dos hábitos mais difíceis de corrigir.

Há condutores que entram sempre na faixa da direita, independentemente da saída que pretendem utilizar.

A intenção pode ser boa:

“Estou na direita, portanto estou a cumprir a regra.”

Mas numa rotunda com várias vias, essa interpretação pode estar errada.

Se pretende sair mais adiante, a legislação permite e prevê a utilização das vias mais adequadas ao destino, sendo que a aproximação à direita deve ocorrer depois de passar a saída imediatamente anterior à pretendida.

Ou seja, estar sempre na direita não significa automaticamente estar a circular corretamente.

Porque é que circular sempre na direita pode ser perigoso?

Imagine uma rotunda com duas vias.

Um veículo entra pela direita e pretende sair na terceira saída.

Outro veículo circula na via interior e pretende sair também nessa zona.

Quando o primeiro tenta atravessar a faixa interior ou o segundo tenta sair, podem surgir trajetórias conflitantes.

Se ambos desconhecerem as regras, o resultado pode ser uma travagem brusca, uma mudança repentina de direção ou até uma colisão.

É por isso que a legislação procura tornar a circulação previsível.

Cada condutor deve escolher a via adequada ao seu destino e fazer as mudanças necessárias de forma progressiva e segura.

O erro de mudar de faixa demasiado tarde

Outro problema frequente acontece quando o condutor percorre quase toda a rotunda numa via interior e, no último momento, tenta atravessar para a direita para sair.

É uma das manobras que mais facilmente pode criar perigo.

A regra determina que, para sair por uma das vias seguintes à primeira, o condutor deve passar para a via mais à direita depois de passar a saída imediatamente anterior àquela por onde pretende sair, aproximando-se progressivamente dessa via.

Portanto, não deixe a decisão para o último segundo.

A condução deve ser antecipada.

O pisca também conta

Numa rotunda, a sinalização não é um pormenor.

É uma ferramenta fundamental para comunicar aos outros condutores aquilo que pretende fazer.

Um pisca ligado demasiado tarde pode não dar tempo aos outros para perceberem a intenção.

Um pisca que permanece ligado pode transmitir uma mensagem errada.

E não sinalizar uma manobra pode tornar a trajetória imprevisível.

A regra geral do Código da Estrada estabelece que os condutores devem sinalizar a sua intenção com a necessária antecedência, de forma a permitir que os restantes utilizadores possam adaptar o seu comportamento.

Na prática, a mensagem deve ser clara:

os outros condutores devem conseguir perceber o que pretende fazer antes de a manobra acontecer.

Não confunda pisca com prioridade

Outro erro perigoso é pensar:

“Tenho o pisca ligado, portanto posso mudar.”

Não.

O pisca não dá prioridade.

A sinalização serve para comunicar uma intenção.

Antes de mudar de via, é necessário verificar se a manobra pode ser realizada sem perigo.

Se existir outro veículo na trajetória, o facto de ter acionado o indicador de mudança de direção não lhe dá autorização para avançar.

Primeiro a segurança.

Depois a manobra.

A saída deve ser preparada com antecedência

Uma rotunda não deve ser encarada como uma corrida contra o tempo.

Se sabe que vai sair numa determinada saída, prepare a manobra com antecedência.

Observe:

  • qual é a sua saída;
  • quantas vias existem;
  • onde está a saída anterior;
  • que veículos circulam ao seu lado;
  • se existe espaço para mudar de via;
  • se há sinalização adicional;
  • e se a saída está livre.

A condução preventiva começa antes de chegar ao ponto crítico.

E se não conseguir passar para a direita?

Esta é uma situação que pode acontecer.

Imagine que pretende sair na terceira saída, mas quando chega o momento de passar para a direita existe outro veículo a circular nessa via.

O que não deve fazer é cortar-lhe a trajetória.

Se não houver espaço seguro, não force a mudança.

É preferível continuar a circular na rotunda e realizar uma nova volta do que atravessar uma via de forma perigosa.

Uma volta adicional pode custar alguns segundos.

Um acidente pode mudar uma vida inteira.

A rotunda não deve ser uma batalha

Há um comportamento que se tornou demasiado comum:

um condutor entende que tem prioridade e avança;

outro entende que a prioridade é sua;

ninguém abranda;

e, de repente, uma simples rotunda transforma-se num momento de tensão.

A condução defensiva exige outra atitude.

Mesmo quando tem razão, deve evitar criar uma situação perigosa.

Ter prioridade não significa estar autorizado a ignorar a segurança.

O próprio Código da Estrada determina que os condutores devem observar as cautelas necessárias à segurança do trânsito.

Quanto pode custar circular incorretamente numa rotunda?

Aqui não há lugar para dúvidas.

O artigo 14.º-A estabelece uma coima de 60 a 300 euros para quem infringir as regras previstas nas alíneas b), c) e d) do n.º 1 e no n.º 2.

Isto inclui, entre outras situações previstas na norma, o incumprimento das regras relativas:

  • à utilização da via da direita para a primeira saída;
  • à aproximação progressiva à direita antes das restantes saídas;
  • à utilização da via mais conveniente ao destino.

É importante não transformar este valor numa afirmação genérica de que qualquer erro cometido numa rotunda dá automaticamente uma multa de 300 euros.

A coima é definida dentro de um intervalo legal.

A situação concreta, a infração praticada e a norma aplicável determinam o enquadramento.

A multa não é o único problema

Uma coima pode doer na carteira.

Mas o verdadeiro perigo está noutro lugar.

Uma mudança de faixa feita sem verificar o ângulo morto.

Uma travagem repentina.

Um veículo que entra demasiado depressa.

Um motociclista que surge ao lado.

Um peão que atravessa junto à saída.

Uma distração de apenas alguns segundos.

Numa rotunda, várias trajetórias cruzam-se num espaço relativamente pequeno.

Por isso, previsibilidade é segurança.

O que diz exatamente o artigo 14.º-A?

A norma atualmente em vigor estabelece quatro princípios fundamentais:

1. Ceder passagem ao entrar.

É obrigatório ceder passagem aos veículos que já circulam na rotunda.

2. Primeira saída: via da direita.

Quem pretende sair na primeira via de saída deve ocupar a via da direita.

3. Restantes saídas: aproximação progressiva à direita.

Quem pretende sair por uma saída posterior só deve ocupar a via mais à direita depois de passar a saída imediatamente anterior àquela que pretende utilizar.

4. Via mais conveniente ao destino.

Sem prejuízo das regras anteriores, os condutores devem utilizar a via de trânsito mais conveniente ao seu destino.

É esta sequência que deve ficar na memória. (diariodarepublica.pt)

E os veículos pesados, bicicletas e veículos de tração animal?

Existe uma regra específica.

O n.º 2 do artigo 14.º-A estabelece que veículos de tração animal ou de animais, velocípedes e automóveis pesados podem ocupar a via de trânsito mais à direita.

No entanto, devem facultar a saída aos condutores que circulam de acordo com as regras previstas para quem pretende sair pelas vias seguintes.

É uma exceção importante e demonstra que as regras das rotundas não podem ser reduzidas a uma fórmula demasiado simplista.

E se a rotunda tiver apenas uma via?

Nesse caso, naturalmente, não existe escolha entre faixas dentro da rotunda.

A atenção deve concentrar-se na cedência de passagem, sinalização das manobras, velocidade adequada e saída em segurança.

É sobretudo nas rotundas com duas ou mais vias que surgem as dúvidas relacionadas com a escolha da faixa.

Rotundas com duas vias: o cenário que gera mais conflitos

São particularmente comuns em zonas urbanas e acessos a grandes superfícies, vias rápidas e zonas industriais.

Aqui, a antecipação é essencial.

Se a primeira saída for o destino, direita.

Se a saída for mais adiante, deve ser escolhida a via adequada ao destino e, posteriormente, deve ser feita a aproximação progressiva à direita antes da saída pretendida.

O erro está em pensar que existem apenas duas opções:

“Ficar sempre à direita” ou “ficar sempre à esquerda”.

A realidade é mais simples e mais segura:

a via deve acompanhar o destino.

Cinco erros que devem ser evitados

1. Entrar sem ceder passagem

O facto de estar a chegar primeiro à entrada da rotunda não significa que tenha prioridade.

Primeiro, observe quem já circula.

2. Ficar sempre na direita

A direita não é obrigatoriamente a via correta para todas as saídas.

3. Cortar várias vias para sair

Se a saída está próxima e não existe espaço seguro para mudar, não force a manobra.

4. Não sinalizar a saída

Os outros condutores precisam de perceber a sua intenção.

5. Travar ou mudar de direção bruscamente

Uma decisão tardia pode criar um perigo muito maior do que continuar a circular e corrigir a trajetória de forma segura.

Um método simples para fazer qualquer rotunda

Antes de entrar, faça mentalmente três perguntas:

Para onde vou?

Identifique a saída.

Que via devo utilizar?

Escolha a via adequada ao destino.

Quando devo aproximar-me da direita?

Antes da saída pretendida, respeitando a regra de passar a saída imediatamente anterior e fazendo a mudança com segurança.

Este pequeno hábito reduz bastante a probabilidade de tomar uma decisão em cima do acontecimento.

A regra que todos os condutores deviam memorizar

Se houver apenas uma coisa a guardar deste artigo, que seja esta:

Primeira saída: direita.

Outra saída: via adequada ao destino e aproximação progressiva à direita depois de passar a saída anterior à pretendida.

Sempre: ceder passagem a quem já está na rotunda e mudar de via apenas quando for seguro.

É isto que estabelece o artigo 14.º-A do Código da Estrada.

@psp_portugal

🚔 Sabe circular numa rotunda? Este é um dos temas que mais dúvidas e debates gera entre os condutores e a verdade é que muitos erros continuam a acontecer todos os dias. A Polícia de Segurança Pública pretende ajudar a esclarecer, de forma simples e direta, como deve agir em cada saída de uma rotunda. Neste vídeo mostramos, passo a passo, como entrar, posicionar-se e sinalizar corretamente, para que conduza de forma mais segura para si e para todos os que circulam consigo. Presente pela proximidade, próxima na segurança! pelaordemepelapatria policiasegurancapublica

♬ som original – Polícia de Segurança Pública – Polícia de Segurança Pública

A PSP deixa o alerta

O vídeo divulgado pela PSP tem um objetivo claro:

simplificar e relembrar regras que já existem

Mais do que ensinar algo novo, trata-se de corrigir hábitos antigos — muitos deles incorretos.

E reforçar uma ideia essencial:

nas rotundas, não há espaço para “interpretações pessoais”

Perguntas frequentes sobre rotundas

Quem tem prioridade numa rotunda?

O condutor que pretende entrar deve ceder passagem aos veículos que já circulam na rotunda, independentemente da via em que estes se encontrem.

Posso utilizar a via da direita para sair na terceira saída?

A regra não determina simplesmente que todas as saídas posteriores devam ser feitas pela direita desde a entrada. Para essas saídas, o condutor deve utilizar a via de trânsito mais conveniente ao destino e só deve ocupar a via mais à direita depois de passar a saída imediatamente anterior à pretendida, aproximando-se progressivamente dela.

Posso mudar de via dentro da rotunda?

Sim, quando tal seja necessário e possa ser feito em segurança. A mudança deve ser precedida das devidas precauções e não pode colocar os outros utilizadores em perigo.

Tenho de usar o pisca numa rotunda?

As manobras devem ser devidamente sinalizadas e com a antecedência necessária para que os restantes utilizadores possam adaptar o seu comportamento. A sinalização não substitui, contudo, a obrigação de verificar se a manobra pode ser realizada em segurança.

Quanto é a multa por circular incorretamente numa rotunda?

O artigo 14.º-A prevê coima de 60 a 300 euros para as infrações ali especificadas relativas à utilização das vias nas rotundas.

Se não conseguir passar para a direita antes da saída, devo cortar a frente de outro carro?

Não. Nunca deve forçar uma mudança de via. Se não existir espaço seguro, é preferível continuar a circular e voltar a posicionar-se para sair posteriormente, em vez de executar uma manobra brusca.

A PSP pode fiscalizar estas infrações?

Sim. As forças de segurança fiscalizam o cumprimento das regras de circulação rodoviária. A PSP tem também realizado ações de sensibilização e divulgação de informação sobre segurança rodoviária. A existência de conteúdos de sensibilização da PSP não altera, naturalmente, as regras que constam do Código da Estrada.

Uma rotunda não é uma corrida. É uma questão de antecipação

Talvez o maior erro seja pensar que circular numa rotunda significa simplesmente entrar, acelerar e sair.

Não significa.

É necessário observar.

Antecipar.

Escolher.

Sinalizar.

E só depois executar.

Uma rotunda bem utilizada pode tornar a circulação muito mais fluida. Uma rotunda mal utilizada transforma-se rapidamente num ponto de conflito entre veículos que seguem trajetórias diferentes.

E há algo que todos os condutores devem ter presente:

não basta conhecer a regra; é preciso aplicá-la no momento certo.

O Código da Estrada não deixa a escolha das vias numa rotunda entregue a “interpretações pessoais”. O artigo 14.º-A estabelece regras concretas sobre a entrada, a escolha da via e a aproximação à saída.

E o preço de ignorá-las pode chegar aos 300 euros.

Mas há um preço muito maior que nenhuma coima consegue medir:

um acidente que poderia ter sido evitado.

Por isso, da próxima vez que chegar a uma rotunda, não pense apenas em qual é a saída.

Pense também onde deve estar, quando deve mudar de via e como pode fazê-lo sem colocar ninguém em risco.

Na estrada, alguns segundos de antecipação podem valer muito mais do que qualquer multa.

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Etiquetas: Código da Estrada rotundascomo circular numa rotundaregras das rotundasregras rotundas Código da Estradarotundas Portugal
Sara Costa

Sara Costa

Sempre adorou comunicar. Por isso, tornou-se uma profissional bem-sucedida no marketing digital e na produção de conteúdos. Paralelamente, formou-se em Turismo e dedica-se à organização de viagens e tours pelo mundo, escrevendo sobre os lugares mais fascinantes que há para conhecer.

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