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Os Grandes Portugueses

Encontrar o primeiro entre os grandes portugueses da nossa história, é uma tarefa muito difícil. Mas podemos ver os melhores entre os Grandes Portugueses.

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 Os Grandes Portugueses – Os Nacionais

D. AFONSO HENRIQUES – O Libertador

D. Afonso Henriques

O homem que fundou Portugal

Ninguém merece mais este título que o infante Afonso Henriques, filho de dona Teresa, bastarda do rei Afonso VI de Leão e Castela, e do conde Henrique de Borgonha. Mas, graças à esperteza política de Afonso Henriques, Portugal é a primeira nação Europeia a estabelecer-se como Estado independente. Antes do ano 1200, Portugal já é Portugal.

Com direito, inclusive, a língua própria: o galaico-português. Génio, estadista, raposa política, vitorioso, implacável, espertíssimo: Afonso constrói uma história rocambolesca. Tudo que pode manipular a seu favor, manipula sem escrúpulos. Inicia a trajetória de vitórias fundando um reino.

D. DINIS – O Lavrador

D. Dinis

O culto rei medieval que civilizou Portugal

O rei D. Dinis I , que foi mandado educar esmeradamente pelo seu pai, foi modelar como soberano, no domínio da política. Fomentou a agricultura; incentivou a distribuição e circulação da propriedade, favorecendo o estabelecimento de pequenos proprietários; mandou secar pântanos para distribuir a terra a colonos; semeou pinhais (Leiria etc.); concedeu várias minas e mandou explorar algumas por sua conta; desenvolveu as feiras.

Reorganizou a marinha, contratando para isso o almirante genovês Emmanuele Pesagno (1317); resolveu habilmente o problema dos Templários (perseguidos por Filipe o Belo rei de França, que conseguiu do Papa a sua extinção), criando para isso a Ordem de Cristo.

Finalmente, fundou a Universidade de Coimbra em 1290 (primeiro em Lisboa) e foi ele próprio um protetor da literatura. No entanto, ficou famoso como “o rei lavrador” pelo seu interesse pela terra. O português torna-se a língua oficial do país. A corte régia era um centro de cultura, distinguindo-se o próprio monarca pelos seus dotes de poeta. D. Dinis preocupou-se também com a defesa do reino, promovendo a construção de castelos e novas muralhas em redor das cidades.

RAINHA SANTA ISABEL – A rainha da paz

Rainha Santa Isabel

Senhora de muitos créditos, generosa e benevolente

Rainha de Portugal, filha de Pedro III de Aragão e de D. Constança. Casou com D. Dinis em 1282 (Trancoso).

Entre os seus múltiplos créditos, ditados por uma personalidade generosa e benevolente, ficaram conhecidos os seus esforços apaziguadores nas negociações de paz entre D. Dinis e seu irmão, o infante D. Afonso (1287 e 1299), entre Jaime II de Aragão e Fernando IV de Castela (1300-1304) e entre D. Dinis e o seu filho, D. Afonso IV (1312-1324). Fundou o mosteiro de Santa Clara (Coimbra) e o Hospital dos Inocentes (Santarém), dedicando-se afincadamente a obras de caridade, o que lhe valeu ser popularmente apelidada de “Rainha Santa”. À morte de D. Dinis, retirou-se para o mosteiro de Santa Clara, ingressando na Ordem das Clarissas. Faleceu em 4 de Julho de 1336.

Foi beatificada pelo Papa Leão X em 1516, vindo a ser canonizada, por especial pedido da dinastia filipina, que colocou grande empenho na sua santificação, pelo Papa Urbano VIII em 1625. É reverenciada a 4 de Julho, data do seu falecimento.

Milagre das rosas

Rainha Santa Isabel, Milagres das Rosas

Conta-se que, certa vez, numa manhã de Inverno, a rainha, decidida a ajudar os mais desfavorecidos, teria enchido o regaço de seu vestido com pães, para os distribuir. Tendo sido apanhada pelo soberano, que lhe inquiriu onde ia e o que levava no regaço, a rainha exclamou: São rosas, Senhor!, ao que este, com desconfiança, inquiriu: “Rosas, no Inverno?”. Com efeito, ao abri-lo, teriam brotado rosas do regaço do vestido da soberana, ao invés dos pães que ocultara. Este evento ficou conhecido como milagre das rosas.

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