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Vírus do Nilo Ocidental aproxima-se de Portugal: Espanha declara alerta e Lisboa está entre as zonas de maior risco

Espanha ativa o alerta para o vírus do Nilo Ocidental. Estudo coloca Lisboa entre as zonas europeias com maior risco de surtos. Saiba como se proteger.

Sara Costa Por Sara Costa
21/07/2026
em Curiosidades, Notícias
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Vírus do Nilo Ocidental aproxima-se de Portugal: Espanha declara alerta e Lisboa está entre as zonas de maior risco

Vírus do Nilo Ocidental aproxima-se de Portugal: Espanha declara alerta e Lisboa está entre as zonas de maior risco - Depositphotos

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A deteção de mosquitos infetados com o vírus do Nilo Ocidental em várias localidades do sul de Espanha voltou a colocar as autoridades sanitárias em alerta e reacendeu as preocupações quanto à expansão desta doença na Península Ibérica.

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A comunidade autónoma da Andaluzia decidiu declarar o estado de alerta em dois novos municípios, La Puebla del Río e Coria del Río, depois de terem sido identificados mosquitos portadores do vírus durante ações de vigilância epidemiológica.

A situação é acompanhada com atenção pelas autoridades portuguesas, sobretudo depois de um estudo científico recente ter identificado a Área Metropolitana de Lisboa como uma das regiões europeias onde mais aumentou a probabilidade de surgirem surtos associados ao vírus do Nilo Ocidental.

Embora o risco para a população continue a ser considerado relativamente baixo, especialistas alertam que as alterações climáticas e a expansão dos mosquitos vetores estão a criar condições cada vez mais favoráveis para a propagação desta doença.

Espanha reforça medidas após deteção de mosquitos infetados

O vírus foi identificado em duas armadilhas de monitorização instaladas na província de Sevilha, uma delas integrada no sistema oficial de vigilância epidemiológica.

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Perante a confirmação da circulação do vírus, o governo regional da Andaluzia decidiu reforçar imediatamente:

  • a vigilância entomológica;
  • o controlo das populações de mosquitos;
  • a monitorização da saúde pública;
  • as campanhas de informação dirigidas à população.

Antes destes novos casos, o vírus já tinha sido detetado nos municípios de:

  • Pulpí;
  • Torredonjimeno;
  • Palomares del Río;
  • Constantina.

A sucessão de deteções demonstra que a circulação do vírus está a aumentar naquela região espanhola, situada a poucas centenas de quilómetros da fronteira portuguesa.

Porque preocupa tanto o vírus do Nilo Ocidental?

O vírus do Nilo Ocidental é transmitido principalmente através da picada de mosquitos infetados.

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Estes insetos tornam-se portadores após se alimentarem do sangue de aves que transportam naturalmente o vírus. Ao contrário do que muitas pessoas receiam, a doença não é transmitida pelo contacto direto entre pessoas, nem através de abraços, beijos, tosse ou partilha de objetos do dia a dia. O ser humano é considerado um hospedeiro acidental e não contribui para a propagação da infeção.

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Alterações climáticas favorecem a propagação

O aumento das temperaturas registado nos últimos anos está a criar condições ideais para a sobrevivência e reprodução dos mosquitos responsáveis pela transmissão do vírus.

Segundo investigadores da Universidade Pompeu Fabra (UPF), em Barcelona, doenças transmitidas por mosquitos, como:

  • vírus do Nilo Ocidental;
  • dengue;
  • chikungunya;

estão a expandir-se para regiões onde anteriormente eram praticamente inexistentes.

Além do aquecimento global, o aumento da mobilidade internacional e do transporte de mercadorias facilita igualmente a dispersão destes insetos.

Lisboa está entre as regiões europeias de maior risco

Portugal também surge agora sob maior atenção.

O relatório científico “Countdown Europe 2026”, publicado na prestigiada revista médica The Lancet, conclui que a Área Metropolitana de Lisboa é uma das zonas da Europa onde mais aumentou a probabilidade de ocorrência de surtos associados ao vírus do Nilo Ocidental.

Os investigadores sublinham que:

  • o risco continua relativamente reduzido;
  • não existe motivo para alarme;
  • a vigilância deverá ser reforçada;
  • a prevenção assume um papel fundamental.

A monitorização contínua permitirá identificar rapidamente qualquer alteração da situação epidemiológica.

Quais são os sintomas?

Uma das características desta infeção é que, na maioria dos casos, passa completamente despercebida.

Estima-se que cerca de 80% das pessoas infetadas não desenvolvam qualquer sintoma.

Quando a doença se manifesta, apresenta frequentemente sintomas semelhantes aos de uma gripe comum, como:

  • febre;
  • dores de cabeça;
  • dores musculares;
  • fadiga intensa;
  • náuseas;
  • vómitos;
  • erupções cutâneas;
  • gânglios inflamados.

Na maioria dos doentes, a recuperação ocorre espontaneamente ao fim de alguns dias.

Quando pode tornar-se perigoso?

Apesar de rara, a doença pode evoluir para formas graves.

Em menos de 1% das infeções, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e provocar complicações como:

  • meningite;
  • encefalite;
  • inflamação da medula espinal.

Estas situações podem originar sequelas neurológicas permanentes e, nos casos mais graves, colocar a vida em risco.

Os grupos mais vulneráveis incluem:

  • idosos;
  • pessoas imunodeprimidas;
  • doentes crónicos;
  • indivíduos com patologias que afetam o sistema imunitário.

Existe vacina?

Atualmente não existe uma vacina aprovada para utilização generalizada em humanos contra o vírus do Nilo Ocidental.

Também não há um tratamento antiviral específico.

Os cuidados médicos centram-se no alívio dos sintomas e, quando necessário, no tratamento hospitalar das complicações.

Por esse motivo, a prevenção continua a ser a estratégia mais eficaz.

Como reduzir o risco de infeção?

As autoridades de saúde recomendam um conjunto de medidas simples, mas muito eficazes.

Entre elas destacam-se:

  • utilizar repelente contra mosquitos;
  • vestir roupa de mangas compridas ao amanhecer e ao entardecer;
  • instalar redes mosquiteiras sempre que possível;
  • evitar permanência prolongada em zonas com elevada concentração de mosquitos;
  • eliminar recipientes com água parada junto das habitações.

Pequenos locais com água acumulada, como vasos, baldes, pneus ou caleiras entupidas, constituem locais ideais para a reprodução destes insetos.

Vigilância é a melhor proteção

Embora a situação em Portugal continue a ser acompanhada sem motivo para alarme, o aumento da circulação do vírus na vizinha Espanha e os estudos científicos mais recentes mostram que a vigilância epidemiológica assume hoje uma importância crescente.

As alterações climáticas estão a modificar a distribuição geográfica de diversas doenças transmitidas por vetores, tornando essencial reforçar a prevenção, a informação e a capacidade de resposta das autoridades de saúde.

Para a população, adotar medidas simples de proteção continua a ser a forma mais eficaz de reduzir o risco de infeção e contribuir para um verão mais seguro.

Stock images by Depositphotos

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Etiquetas: Espanha alertamosquitos infetadosNilo Ocidentalvírus do Nilo Ocidentalvírus Nilo Ocidental Portugal
Sara Costa

Sara Costa

Sempre adorou comunicar. Por isso, tornou-se uma profissional bem-sucedida no marketing digital e na produção de conteúdos. Paralelamente, formou-se em Turismo e dedica-se à organização de viagens e tours pelo mundo, escrevendo sobre os lugares mais fascinantes que há para conhecer.

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