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El Niño já está ativo: IPMA confirma fenómeno muito forte e alerta para possíveis impactos climáticos até 2027

O IPMA confirma que o fenómeno El Niño já começou e poderá tornar-se muito forte até 2027. Conheça os impactos no clima mundial e em Portugal.

Sara Costa Por Sara Costa
19/07/2026
em Curiosidades, Notícias
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El Niño já está ativo: IPMA confirma fenómeno muito forte e alerta para possíveis impactos climáticos até 2027

El Niño já está ativo: IPMA confirma fenómeno muito forte e alerta para possíveis impactos climáticos até 2027

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O fenómeno climático El Niño já entrou oficialmente em atividade e poderá tornar-se um dos episódios mais intensos dos últimos anos. O alerta foi reforçado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que confirma que as temperaturas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial já ultrapassaram os níveis considerados normais e deverão manter-se elevadas, pelo menos, até ao início de 2027.

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Embora este fenómeno tenha origem a milhares de quilómetros de Portugal, os seus efeitos podem fazer-se sentir em diversas regiões do planeta, alterando padrões meteorológicos, influenciando temperaturas, precipitação e aumentando o risco de fenómenos extremos.

Segundo os especialistas, existe uma probabilidade superior a 99% de o El Niño persistir durante os próximos meses e uma probabilidade superior a 80% de evoluir para um episódio considerado muito forte.

O que anunciou o IPMA?

Na mais recente atualização sobre a evolução climática global, o IPMA confirmou que o fenómeno El Niño já se encontra oficialmente instalado.

A informação baseia-se nas análises do Centro de Previsão Climática (CPC) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), uma das principais entidades mundiais na monitorização do clima.

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Os dados mostram que a temperatura média da superfície do Oceano Pacífico Equatorial se encontra atualmente 1,2 ºC acima da média climatológica, ultrapassando claramente o limiar que caracteriza o início de um episódio de El Niño.

O que é o fenómeno El Niño?

O El Niño faz parte do chamado fenómeno ENSO (El Niño Southern Oscillation), um ciclo natural que resulta da interação entre a atmosfera e o Oceano Pacífico tropical.

Este sistema alterna entre três fases distintas:

  • El Niño, quando as águas superficiais do Pacífico ficam significativamente mais quentes do que o habitual;
  • La Niña, quando essas águas apresentam temperaturas abaixo da média;
  • Fase Neutra, quando os valores permanecem próximos da normalidade.

Embora seja um fenómeno natural, o El Niño tem capacidade para alterar a circulação atmosférica global, influenciando o clima em praticamente todos os continentes.

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Porque é que o El Niño preocupa tanto?

Quando o Pacífico aquece de forma significativa, altera-se o equilíbrio entre oceano e atmosfera. Estas mudanças afetam os padrões dos ventos, da formação de nuvens e das correntes atmosféricas responsáveis pela distribuição da humidade e da energia à escala planetária.

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Como consequência, diversas regiões do mundo podem registar:

  • ondas de calor mais prolongadas;
  • secas severas;
  • chuvas intensas;
  • inundações;
  • tempestades mais frequentes;
  • alterações na atividade agrícola;
  • impacto nos recursos hídricos.

Os efeitos variam de região para região, mas podem prolongar-se durante vários meses.

Quanto tempo deverá durar este episódio?

As previsões mais recentes são bastante consistentes.

Segundo o IPMA, praticamente todos os modelos climáticos internacionais apontam para uma probabilidade superior a 99% de manutenção do fenómeno até ao início de 2027.

Mais preocupante ainda é a elevada probabilidade de este episódio atingir uma intensidade considerada muito forte, cenário que ultrapassa os 80% de probabilidade.

Caso estas previsões se confirmem, o planeta poderá enfrentar um dos episódios de El Niño mais intensos dos últimos anos.

Que impacto poderá ter no clima mundial?

Apesar de se formar no Oceano Pacífico, o El Niño exerce influência sobre grande parte da circulação atmosférica global.

Entre os principais efeitos normalmente associados encontram-se:

  • aumento das temperaturas médias globais;
  • maior frequência de ondas de calor;
  • secas prolongadas em algumas regiões;
  • precipitação intensa noutras zonas do planeta;
  • agravamento do risco de incêndios florestais;
  • alterações na produção agrícola;
  • perturbações nos ecossistemas marinhos.

A intensidade destes impactos depende da força do fenómeno e da interação com outros fatores climáticos.

Portugal será afetado?

Esta é uma das questões que mais preocupa os portugueses.

Segundo o IPMA, não existem evidências estatísticas que permitam associar diretamente o El Niño a alterações significativas do clima em Portugal.

Ou seja, o facto de existir um episódio forte de El Niño não significa automaticamente que o país venha a enfrentar temperaturas extremas, secas ou precipitação intensa.

Ainda assim, o instituto garante que continuará a acompanhar permanentemente a evolução do fenómeno e divulgará novas atualizações sempre que existam alterações relevantes.

Organização Meteorológica Mundial reforça o alerta

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) acompanha igualmente a evolução do fenómeno e partilha das conclusões apresentadas pelo CPC e pelo IPMA.

Segundo a organização, a intensidade prevista para este episódio aumenta significativamente o risco de ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos, sobretudo nas regiões tropicais e equatoriais.

Entre os impactos mais prováveis destacam-se:

  • ondas de calor persistentes;
  • secas prolongadas;
  • episódios de precipitação muito intensa;
  • cheias repentinas;
  • perturbações na agricultura;
  • aumento da vulnerabilidade de milhões de pessoas.

Um fenómeno natural com impacto global

Apesar de o El Niño fazer parte dos ciclos naturais do clima terrestre, os cientistas alertam que, num contexto de aquecimento global, os seus efeitos podem tornar-se ainda mais intensos.

Temperaturas globais já elevadas, associadas a um fenómeno climático desta magnitude, podem favorecer novos recordes de calor, aumentar o risco de eventos extremos e exercer pressão adicional sobre ecossistemas, agricultura e recursos hídricos.

Por essa razão, organismos internacionais continuam a acompanhar diariamente a evolução do Pacífico e a atualizar as previsões para os próximos meses.

O que esperar nos próximos meses?

Embora ainda seja cedo para prever impactos concretos em Portugal, a evolução do El Niño será um dos fatores climáticos mais importantes a acompanhar durante os próximos meses.

Se as previsões atuais se confirmarem, o mundo poderá enfrentar um período marcado por alterações significativas nos padrões meteorológicos, exigindo uma vigilância constante por parte das autoridades e dos serviços meteorológicos.

A monitorização contínua permitirá antecipar riscos, apoiar decisões de proteção civil e fornecer informação essencial à população, à agricultura e aos diversos setores económicos mais dependentes das condições atmosféricas.

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Etiquetas: alterações climáticasaquecimento globalclimaEl Niñofenómeno El NiñoIPMAOceano Pacífico
Sara Costa

Sara Costa

Sempre adorou comunicar. Por isso, tornou-se uma profissional bem-sucedida no marketing digital e na produção de conteúdos. Paralelamente, formou-se em Turismo e dedica-se à organização de viagens e tours pelo mundo, escrevendo sobre os lugares mais fascinantes que há para conhecer.

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