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D. António Prior do Crato, rei de Portugal por 2 meses?

Episódio interessantíssimo que merece mais mediatismo. Já ouviu falar do rei D. António? D. António Prior do Crato, rei de Portugal por 2 meses?

D. António Prior do Crato
D. António Prior do Crato, rei de Portugal por 2 meses?

A história tem episódios interessantíssimos que merecem mais mediatismo. Já ouviu falar do rei D. António? D. António Prior do Crato, rei de Portugal por 2 meses? Portugal conta com quase um milénio de história. São quase 900 anos de história. É muito tempo. Boa parte dele, teve reis a liderar os seus destinos. Os monarcas sempre foram vistos com uma particular atenção.

Contudo, foram vários os episódios que realizaram que não merecem grande espaço mediático; que não estão presentes nos manuais de história. O NCultura tem vindo a publicar uma série de artigos que visam dar a conhecer momentos da história dos reis que merecem ser mais conhecidos pelo povo português.

D. António Prior do Crato, rei de Portugal por 2 meses?

Quem foi?

Ele nasceu na cidade de Lisboa, no ano de 1531. D. António Prior do Crato foi filho natural do infante D. Luís e também neto do rei D. Manuel I. Coimbra foi a cidade onde estudou. Licenciou-se em Artes, em 1551. Também estudou Teologia em Évora, com os Jesuítas.

Este homem que parecia destinado à vida eclesiástica optou por empunhar a espada e defender a causa da pátria. A sua opção não foi bem acolhida pelo cardeal Infante D. Henrique e pela rainha D. Catarina, tendo posteriormente sido suspenso do priorado do Crato, em 1565, por instrução do Papa Pio IV.

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África

D. António não se limitou a enganar o seu destino, desviando-se do percurso de vida eclesiástica. Ele participou nas expedições a África, tendo sido pretendente à Coroa e, por esse objetivo, lutou até ao fim, sendo uma esperança contra o domínio filipino.

Contexto

O homem que chegou a ser nomeado governador de Tânger (1568), foi feito prisioneiro depois de participar na Batalha de Alcácer Quibir, em 1578. No entanto, foi dos primeiros a ser resgatado.

O acontecimento trágico do desaparecimento de D. Sebastião, teve consequências graves. D. Sebastião perdeu a vida na aventura africana e não deixou descendentes, acabando por ser o cardeal D. Henrique, o seu sucessor. Mas essa foi uma solução temporária, pois este também não tinha descendentes, mantendo-se assim o problema da sucessão.

D. António Prior do Crato
D. António Prior do Crato, rei de Portugal por 2 meses?

A sucessão de D. Sebastião

O falecimento foi precoce e por não ter deixado descendência, D. Sebastião contribuiu para um problema nacional. D. Henrique I, “O Casto”, já tinha alguma idade e apenas reinou entre 1578-1580. Já D. António I, “O Determinado”, só reinou em 1580, por apenas dois meses.

A Era Filipina estava destinada a acontecer. A coroa portuguesa acabou por ser entregue aos Filipes de Espanha. Ela durou 60 anos, os reis Filipes (I, II, III) assumiram a coroa portuguesa entre 1580 a 1640.

Rei de Portugal

Embora não seja tido como rei oficial por muitos, outros consideram que D. António Prior do Crato foi Rei de Portugal durante 2 meses, tendo sido mais precisamente o 18º Rei de Portugal.

O seu problema maior foi não ter sido apoiado nas suas pretensões pois, caso tivesse sido, dificilmente Portugal teria caído no domínio de Espanha, como veio a acontecer.

D. António Prior do Crato
D. António Prior do Crato, rei de Portugal por 2 meses?

D. António, o rei por dois meses

O seu reinado foi curto. Ele foi eleito rei pelo povo, momento que ocorreu no castelo de Santarém, a 19 de junho de 1580. Estava em curso a preparação para a esperada invasão espanhola.

Contudo, o seu adversário era poderoso: Filipe II de Espanha. D. António tinha esperança de ter o apoio quer de Inglaterra, quer de França, de forma a ter mais força contra os grandes opositores espanhóis. Contudo, tal não veio a suceder o que fez com que o seu fraco exército tivesse sido facilmente derrotado pelo duque de Alba, na Batalha de Alcântara, vendo-se D. António obrigado a fugir e a refugiar-se em Calais.

Contudo, D. António estava determinado a continuar a lutar, tendo ido para os Açores. No exílio, angariou o auxílio militar para a sua causa: restaurar a independência. A ilha Terceira foi o seu reduto, onde fez resistência aos castelhanos.

Contudo, D. António não conseguiu libertar Portugal das mãos espanholas. Ele voltou a ser derrotado, pois continuava sem ter um exército digno desse nome, tendo-se então refugiado definitivamente em França, onde veio a falecer em 1595.

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