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A cabeça deste serial killer ainda assombra a Fac. de Medicina de Lisboa

A cabeça do serial killer, Digo Alves, ainda assombra os corredores do edifício da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Conheça a sua história.

1877
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A cabeça deste serial killer ainda assombra a Fac. de Medicina de Lisboa

Poucos nomes de assassinos sobreviveram aos séculos, em Portugal. Contudo, o nome do último serial killer português condenado à morte ainda persiste: Diogo Alves. E não só. A cabeça do criminoso assombra ainda os corredores do edifício da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

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Diogo Alves foi enforcado em 1841, após ter sido condenado à morte.

Depois de ter sido enforcado, a cabeça do serial killer foi decepada por alguns cientistas da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, que pretendiam estudar o cérebro do assassino e descobrir o que o levou a cometer tais atrocidades sem qualquer remorso.

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Esta era uma prática frequente na época, intitulada frenologia.

A causa nunca foi encontrada, apesar de todos os estudos aos restos mortais, mas a cabeça de Diogo Alves ainda pode ser vista, conservada em formol, na Faculdade de Medicina de Lisboa.

Quem foi Diogo Alves?

Diogo Alves, nascido na Galiza em 1810, foi muito novo viver para Lisboa, onde serviu em algumas das casas mais abastadas daquela época.

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Ele ficou para a história como o assassino do Aqueduto da Águas Livres, pois foi nesse lugar que, durante cerca de 3 anos, cometeu os crimes que fizeram dele tanto um homem odiado como célebre.

Os crimes de Diogo Alves

Os assassinatos começaram quando Diogo Alves tinha 26 anos, ou seja, em 1836, por volta da mesma altura em que se envolveu com uma taberneira chamada Gertrudes Maria, a quem as pessoas conheciam como “a Parreirinha” e cujo estabelecimento comercial se situava na zona da Palhavã.

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É desconhecido ao certo como é que Diogo Alves terá arranjado chaves falsas das “mães de água”, por onde depois se introduzia depois nas galerias do Aqueduto das Águas Livres, onde praticava assaltos e depois atirava as suas vítimas do topo do Arco Grande, a 65 metros de altura, para que ninguém o pudesse denunciar.

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Segundo algumas fontes avançam, em 1837, Diogo Alves já tinha matado mais de 70 pessoas.

No entanto, não existe uma certeza quanto ao total exacto de vítimas porque inicialmente as autoridades começaram por atribuir a invulgar sucessão de corpos encontrados no vale de Alcântara a uma onda de suicídios.

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Mais tarde, com a agitação causada por causa de tantas mortes, o aqueduto foi fechado e manteve-se assim durante décadas.

(cont.)

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