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Quanto vai poupar com a nova redução do IRS em 2027? Veja as simulações

Saiba quanto poderá poupar com a redução do IRS em 2027. Conheça as simulações por salário, o impacto nas famílias e as mudanças previstas no OE2027. Veja mais.

Sara Costa Por Sara Costa
12/10/2026
em Curiosidades, Notícias
0
Quanto vai poupar com a nova redução do IRS em 2027? Veja as simulações

Quanto vai poupar com a nova redução do IRS em 2027? Veja as simulações - Depositphotos

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A nova redução do IRS prevista na proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) poderá representar um alívio fiscal para milhares de contribuintes em Portugal. De acordo com as simulações da consultora PwC, um trabalhador solteiro e sem filhos que receba 970 euros brutos por mês poderá beneficiar de uma poupança anual de 307 euros. Já para quem ganha 1.500 euros mensais, a redução estimada será de 37 euros por ano.

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As diferenças entre salários são significativas. Enquanto alguns contribuintes com rendimentos mais baixos poderão deixar de pagar IRS, outros beneficiarão de uma redução mais modesta. Nas famílias com dois filhos, a poupança poderá ultrapassar os mil euros anuais em determinados cenários.

Mas há um pormenor essencial: os valores apresentados são estimativas baseadas numa proposta de lei que ainda precisa de ser aprovada. O benefício efetivo dependerá das medidas que entrarem em vigor e da situação fiscal de cada contribuinte.

Conheça as simulações para diferentes salários, perceba o que muda nos escalões de IRS e descubra como as alterações previstas poderão influenciar o rendimento disponível das famílias em 2027.

O que muda no IRS em 2027?

A proposta do OE2027 prevê alterações a várias regras utilizadas no cálculo do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS). O objetivo é reduzir a tributação de diferentes níveis de rendimento, com efeitos distintos consoante o salário e a composição do agregado familiar.

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Entre as medidas com maior impacto estão a atualização dos escalões, a revisão do mínimo de existência e a alteração do limite de aplicação da taxa adicional de solidariedade.

1. Os limites dos nove escalões são atualizados em 3,88%

A proposta prevê uma atualização de 3,88% dos limites dos nove escalões de IRS.

Os escalões determinam as taxas progressivas aplicáveis ao rendimento coletável. Quando os respetivos limites são atualizados, o imposto pode diminuir, mesmo que o salário do contribuinte não sofra qualquer alteração.

Esta atualização procura acompanhar a evolução dos rendimentos e reduzir o risco de um aumento nominal do salário resultar numa tributação proporcionalmente mais elevada. O benefício não será, contudo, igual para todos. Dependerá do rendimento coletável, do escalão em que o contribuinte se encontra e das restantes regras aplicáveis ao cálculo do imposto.

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2. O mínimo de existência sobe para 13.580 euros

Outra das alterações previstas consiste na atualização do mínimo de existência para 13.580 euros, nos termos da proposta orçamental. Esta regra fiscal procura proteger os rendimentos mais baixos, garantindo que a tributação não compromete o rendimento mínimo legalmente protegido.

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Leia também:

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É uma mudança particularmente importante para os trabalhadores que recebem salários próximos do salário mínimo nacional. Dependendo das condições aplicáveis, poderá permitir que determinados contribuintes deixem de pagar IRS.

É precisamente este efeito que ajuda a explicar a poupança estimada para um trabalhador com um salário bruto mensal de 970 euros.

3. O limite da taxa adicional de solidariedade aumenta

A proposta prevê também uma alteração do limite a partir do qual se aplica a taxa adicional de solidariedade, que passa de 80.000 para 89.995 euros de rendimento relevante.

A alteração procura alinhar esse limite com o início do nono escalão de IRS e poderá ter efeitos nos contribuintes com rendimentos mais elevados, incluindo os abrangidos pelo oitavo escalão.

Esta medida deve ser analisada em conjunto com as restantes alterações fiscais, uma vez que o resultado final depende da forma como as diferentes regras se conjugam no cálculo do imposto.

Quanto vai poupar um trabalhador solteiro e sem filhos?

As simulações da PwC divulgadas pela comunicação social mostram diferenças significativas entre os vários níveis salariais.

Os valores seguintes correspondem à poupança anual estimada em 2027, comparando a proposta do OE2027 com a tabela fiscal que deverá vigorar no final de 2026, caso seja aprovada a redução adicional do IRS prevista para esse ano.

Salário de 970 euros: poupança de 307 euros

Este é um dos exemplos mais expressivos das simulações.

Segundo os cálculos divulgados, um trabalhador solteiro e sem filhos com um salário bruto mensal de 970 euros paga atualmente 315 euros de IRS por ano.

Caso seja aprovada a redução fiscal adicional prevista para 2026, esse valor passará para 307 euros. Com as alterações propostas para 2027, o contribuinte poderá deixar de pagar IRS, beneficiando de uma poupança anual de 307 euros face ao cenário fiscal considerado para o final de 2026.

O exemplo demonstra a importância do mínimo de existência para os rendimentos mais baixos. Ainda assim, o resultado depende das regras que forem efetivamente aprovadas e das condições fiscais aplicáveis ao trabalhador.

Salário de 1.100 euros: poupança de 244 euros

Para um trabalhador que receba 1.100 euros brutos por mês, a redução anual estimada em 2027 será de 244 euros.

Quando a comparação é feita com a primeira versão das tabelas de IRS de 2026, a poupança acumulada sobe para 273 euros.

A diferença resulta do facto de serem utilizados dois cenários de referência distintos: um considera as regras previstas para o final de 2026 e o outro parte da versão inicial das tabelas desse ano.

Salário de 1.500 euros: poupança de 37 euros

Para um trabalhador solteiro e sem filhos com um salário bruto mensal de 1.500 euros, a poupança adicional prevista para 2027 será mais reduzida: 37 euros por ano.

No entanto, quando se considera o efeito acumulado em comparação com a primeira versão das tabelas de IRS de 2026, o benefício sobe para 102 euros anuais.

Este exemplo mostra por que motivo é importante distinguir o efeito específico das alterações previstas para 2027 da redução fiscal acumulada ao longo dos dois anos.

Salário de 2.000 euros: poupança de 79 euros

Num salário bruto mensal de 2.000 euros, a redução anual estimada será de 79 euros.

Se a comparação for feita com a primeira versão das tabelas de IRS de 2026, a poupança acumulada poderá atingir 180 euros.

Embora o valor adicional previsto para 2027 seja inferior ao observado noutros níveis de rendimento, continua a representar uma diminuição do imposto anual no cenário considerado pela PwC.

Salários de 2.250 e 3.250 euros: poupança superior a 100 euros

Nos salários de 2.250 e 3.250 euros brutos mensais, as simulações apontam para reduções anuais de 119 e 165 euros, respetivamente.

Nestes casos, a poupança prevista para 2027 ultrapassa os 100 euros anuais, embora o montante efetivo continue dependente das regras fiscais aprovadas e da situação individual do contribuinte.

Salário de 5.000 euros: poupança de 334 euros

Para um trabalhador com um rendimento bruto mensal de 5.000 euros, a redução fiscal anual prevista ascende a 334 euros.

Quando se considera o benefício acumulado em relação à primeira versão das tabelas de IRS de 2026, a poupança poderá alcançar 506 euros por ano.

Este valor reforça a importância de separar o impacto adicional da proposta de 2027 das alterações fiscais que possam ter sido introduzidas anteriormente.

Quanto poderá poupar com o IRS em 2027? Os valores por salário

Para facilitar a consulta, estes são os valores das simulações da PwC para um trabalhador solteiro e sem filhos:

  • 970 euros brutos por mês: 307 euros de poupança anual.

  • 1.100 euros brutos por mês: 244 euros de poupança anual.

  • 1.500 euros brutos por mês: 37 euros de poupança anual.

  • 2.000 euros brutos por mês: 79 euros de poupança anual.

  • 2.250 euros brutos por mês: 119 euros de poupança anual.

  • 3.250 euros brutos por mês: 165 euros de poupança anual.

  • 5.000 euros brutos por mês: 334 euros de poupança anual.

Os valores são estimativas anuais e não devem ser confundidos com aumentos mensais garantidos no salário líquido. Representam diferenças no imposto calculado para os cenários considerados nas simulações.

Quanto vão poupar os casais com dois filhos?

A proposta poderá ter efeitos diferentes nos agregados familiares com dependentes. Para avaliar esse impacto, as simulações da PwC incluem exemplos de casais com dois filhos, nos quais ambos os elementos recebem o mesmo salário bruto mensal.

Casal com dois filhos e salários de 970 euros

Quando ambos os elementos do casal recebem 970 euros brutos por mês, as alterações previstas para 2027 não deverão gerar uma poupança adicional de IRS.

Segundo as simulações divulgadas, os dois contribuintes já não pagam IRS no cenário considerado e deverão continuar isentos no ano seguinte.

Este exemplo mostra que uma redução fiscal não produz necessariamente um benefício adicional para todos os agregados: quando o imposto já é zero, não existe IRS a reduzir.

Casal com dois filhos e salários de 1.100 euros

Se cada elemento do casal receber 1.100 euros brutos por mês, a poupança anual estimada para a família será de 488 euros.

Quando a comparação é feita com a primeira versão das tabelas de IRS de 2026, o benefício acumulado poderá atingir 546 euros anuais.

Casal com dois filhos e salários de 1.500 euros

Num agregado em que ambos recebem 1.500 euros brutos mensais, a redução adicional prevista para 2027 será de 73 euros por ano.

O benefício acumulado, comparando com as tabelas iniciais de 2026, poderá ascender a 204 euros anuais.

Casal com dois filhos e salários de 2.000 euros

Se cada elemento do casal ganhar 2.000 euros brutos por mês, a poupança anual estimada será de 159 euros.

Na comparação acumulada com a primeira versão das tabelas de 2026, a redução fiscal poderá chegar aos 359 euros.

Casal com dois filhos e salários de 3.750 euros

Quando ambos recebem 3.750 euros brutos mensais, o ganho anual estimado para o agregado será de 619 euros.

No cenário acumulado, comparando com a primeira versão das tabelas de 2026, o benefício poderá atingir 963 euros.

Casal com dois filhos e salários de 5.000 euros

Num agregado em que cada elemento recebe 5.000 euros brutos por mês, as simulações apontam para uma redução anual de 668 euros.

O benefício acumulado em comparação com a versão inicial das tabelas de IRS de 2026 poderá atingir 1.011 euros.

Casal com dois filhos e salários de 7.500 euros

Este é o cenário com a maior poupança entre os exemplos apresentados para casais com dois filhos.

Se ambos os elementos receberem 7.500 euros brutos por mês, o agregado poderá beneficiar de uma redução anual de 1.397 euros em 2027.

Na comparação acumulada com a primeira versão das tabelas de IRS de 2026, a poupança poderá atingir 1.740 euros anuais.

Resumo das poupanças para casais com dois filhos

De acordo com as simulações divulgadas, os valores anuais estimados são os seguintes:

  • 970 euros por pessoa: sem poupança adicional prevista, por ambos continuarem isentos de IRS.

  • 1.100 euros por pessoa: 488 euros de poupança para o casal.

  • 1.500 euros por pessoa: 73 euros de poupança para o casal.

  • 2.000 euros por pessoa: 159 euros de poupança para o casal.

  • 3.750 euros por pessoa: 619 euros de poupança para o casal.

  • 5.000 euros por pessoa: 668 euros de poupança para o casal.

  • 7.500 euros por pessoa: 1.397 euros de poupança para o casal.

Os valores não devem ser aplicados automaticamente a todas as famílias com rendimentos semelhantes. O resultado depende das características concretas do agregado familiar e das regras fiscais em vigor.

Qual é a diferença entre a poupança de 2027 e o benefício acumulado?

Esta distinção é essencial para interpretar corretamente os números.

A poupança atribuída a 2027 compara a proposta do OE2027 com a tabela fiscal que se prevê estar em vigor no final de 2026, caso seja aprovada a redução adicional considerada nas simulações.

Já o benefício acumulado compara o resultado com a primeira versão das tabelas de IRS de 2026. Inclui, por isso, o efeito de alterações fiscais anteriores e não apenas a redução adicional prevista para 2027.

Por exemplo, para um trabalhador solteiro e sem filhos com um salário bruto mensal de 5.000 euros, a poupança estimada em 2027 é de 334 euros. Quando a comparação é feita com a primeira versão das tabelas de IRS de 2026, o benefício acumulado sobe para 506 euros.

No caso de um casal com dois filhos em que cada elemento recebe 7.500 euros mensais, a redução prevista para 2027 é de 1.397 euros por ano. O benefício acumulado poderá atingir 1.740 euros.

Atenção: estes valores são simulações, não garantias de reembolso ou de aumento do salário líquido. O impacto efetivo dependerá das medidas aprovadas e da situação fiscal de cada contribuinte.

Quando entra em vigor a redução do IRS em 2027?

A proposta do Orçamento do Estado para 2027 foi entregue à Assembleia da República a 8 de outubro de 2026. À data desta publicação, o processo parlamentar ainda decorre, estando prevista a votação final global para 24 de novembro de 2026.

Por esse motivo, os valores apresentados devem ser interpretados como estimativas baseadas na proposta do Governo. A legislação final poderá confirmar ou alterar as medidas e os respetivos efeitos fiscais.

Até à aprovação definitiva, não é possível garantir que todos os valores das simulações se concretizem exatamente como foram divulgados.

Como saber quanto vai poupar no IRS?

Para estimar o impacto no seu caso, é importante ter em conta mais do que o salário bruto mensal. Entre os fatores relevantes encontram-se:

  • O rendimento anual e o rendimento coletável.

  • O número de titulares de rendimentos no agregado.

  • A situação familiar e a existência de dependentes.

  • As deduções à coleta e outras condições fiscais aplicáveis.

  • As tabelas de IRS utilizadas como referência na comparação.

As simulações da PwC permitem ter uma ideia da dimensão potencial da redução, mas não substituem um cálculo individual do imposto.

Para obter uma estimativa mais próxima da sua situação, poderá consultar o simulador disponibilizado pela PwC para o OE2027 e acompanhar a informação oficial da Autoridade Tributária e Aduaneira.

O que significa esta redução para os contribuintes?

A proposta de redução do IRS poderá aliviar a carga fiscal de muitos trabalhadores e famílias, mas o valor da poupança dependerá do rendimento e das circunstâncias de cada agregado.

Nos salários mais baixos, a atualização do mínimo de existência poderá ser determinante para reduzir o imposto até zero. Noutros níveis salariais, o benefício poderá ser mais modesto, enquanto alguns agregados familiares poderão beneficiar de reduções anuais superiores a mil euros, sobretudo quando se considera o efeito acumulado das alterações fiscais.

A principal conclusão é simples: a poupança prevista para 2027 não é igual ao benefício acumulado desde a primeira versão das tabelas de IRS de 2026. Distinguir estes dois valores é essencial para compreender o que poderá mudar efetivamente no imposto a pagar.

Até à aprovação definitiva do Orçamento do Estado, importa acompanhar a evolução da proposta e confirmar as regras que entrarem em vigor.

Lista de links oficiais

  • Entidade Orçamental — proposta do OE2027
  • Orçamento do Estado — documentos oficiais de 2027
  • Portal das Finanças — taxas gerais de IRS
  • Portal das Finanças — simulador de IRS
  • Governo de Portugal — medidas do OE2027

Stock images by Depositphotos

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Etiquetas: economia portuguesaFamíliasfinanças pessoaisFiscalidadeImpostosIRS 2027Orçamento do Estado 2027Poupança fiscalsalários
Sara Costa

Sara Costa

Sempre adorou comunicar. Por isso, tornou-se uma profissional bem-sucedida no marketing digital e na produção de conteúdos. Paralelamente, formou-se em Turismo e dedica-se à organização de viagens e tours pelo mundo, escrevendo sobre os lugares mais fascinantes que há para conhecer.

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