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Língua Portuguesa: 17 recursos estilísticos

O recurso estilístico é uma forma expressiva de exprimir uma ideia ou traduzir criativamente uma dada realidade. Conheça 17 recursos estilísticos.

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Língua Portuguesa: 17 recursos estilísticos

O recurso estilístico é uma forma expressiva de exprimir uma ideia ou traduzir criativamente uma dada realidade. Conheça 17 recursos estilísticos.

O recurso estilístico é uma forma expressiva de exprimir uma ideia ou traduzir criativamente uma dada realidade. Uma adjetivação sugestiva, a associação original de um substantivo a um adjetivo, o uso de processos enfáticos são alguns exemplos de recursos estilísticos que podem ser utilizados.

As figuras de estilo são um campo particular dos recursos estilísticos. Eles servem para alterar a forma neutra da frase, dando mais relevo e enfatizando aquilo que se pretende transmitir.

Língua Portuguesa: 17 recursos estilísticos

Aférese

Supressão do fonema no início da palavra.

Exemplo: tá (está).

Alegoria

Consiste na representação de uma realidade abstrata através de uma realidade concreta, através de analogias, metáforas, imagens e comparações. Representação simbólica de algo.

Exemplo: “A vida é uma ópera, é uma grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos comprimários, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários. Há coros numerosos, muitos bailados, e a orquestra é excelente…” (Machado de Assis)


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Aliteração

Consiste na repetição de sons de consoantes iguais ou semelhantes.

Exemplo: Um tigre, dois tigres, três tigres.

Alusão

Tipo de intertextualidade que se refere à citação de factos ou pessoas.

Exemplo: O meu computador foi invadido por um cavalo de Tróia.

Anacoluto

Figura que se carateriza pela interrupção de uma frase iniciada, geralmente após uma pausa, e retomada através da mudança de construção sintática.

Exemplo: “Umas carabinas que guardavam atrás do guarda-roupa, a gente brincava com elas, de tão imprestáveis.”

Anadiplose

Repetição de uma palavra na frase ou verso que imediatamente se lhe segue.

Exemplo: «A frouxidão no amor é uma ofensa, / Ofensa que se ele eleva a grau supremo» (Bocage).

Anáfora

Repetição da mesma palavra ou grupo de palavras no início de frases ou versos consecutivos.

Exemplo: “Vistes que com grandíssima ousadia, vistes aquela insana fantasia, vistes e ainda vemos cada dia.” (Luís de Camões)

Anástrofe

Inversão da ordem habitual dos elementos próximos na frase.

Exemplo: “Nação porque reencarnaste / Povo porque ressuscitou / Ou tu, ou o de que eras a haste – / Assim se Portugal formou.” (Fernando Pessoa)

Animismo

Consiste em atribuir movimento não humano a seres inanimados.

Exemplo: “E assim nas calhas de roda, / Gira, a entreter a razão, / Esse comboio de corda / Que se chama coração.” (Fernando Pessoa)

Antanáclase

Repetição da mesma palavra no plano do significante, usando-a com significados diferentes.

Exemplo: Eles assim vão, andando em vão.

Antífrase

Uso de uma palavra ou expressão com o sentido contrário ao da ideia que se pretende exprimir.

Exemplo: lindo serviço!


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Antítese

Recurso a palavras ou expressões com sentidos opostos, que contrastam entre si.

Exemplo: É um contentamento descontente. (Luís de Camões)

Antonomásia

Referência a uma pessoa pelos seus atributos ou circunstâncias em que esteve envolvida.

Exemplo: A Dama de Ferro tornou-se uma figura icónica.

Apócope

Eliminação de um fonema ou de uma sílaba no final de um vocábulo.

Exemplo: Esse mui nobre senhor.

Apóstrofe

Invocação; simboliza a voz que chama, que grita, que fala.

Exemplo: Ó mar salgado… (Fernando Pessoa)

Assíndeto

Omissão dos conectores entre palavras, expressões ou orações.

Exemplo: “Tive ouro, tive gado, tive fazendas.” (Carlos Drummond de Andrade)

Assonância

Repetição intencional dos sons das vogais, idênticos ou semelhantes, dentro do texto.

Exemplo: Há um vilarejo ali / Onde areja um vento bom / Na varanda, quem descansa / Vê o horizonte deitar no chão.

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