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Aprovada nova Lei da Nacionalidade em Portugal: o que muda e quem vai ser afetado

Nova Lei da Nacionalidade endurece regras em Portugal. Saiba quem pode ser afetado e o que muda nos prazos e cidadania.

Sara Costa Por Sara Costa
08/04/2026
em Curiosidades, Notícias
1
Aprovada nova Lei da Nacionalidade em Portugal: o que muda e quem vai ser afetado

Aprovada nova Lei da Nacionalidade em Portugal: o que muda e quem vai ser afetado

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Portugal volta a mexer numa das leis mais sensíveis da sua estrutura social: a Lei da Nacionalidade. A nova versão, recentemente aprovada pela Assembleia da República, introduz alterações profundas que endurecem o acesso à cidadania portuguesa — e reacendem um debate político e jurídico intenso.

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O impacto é real, imediato e, para muitos, decisivo.

Um diploma polémico — e juridicamente sensível

A nova lei surge após um processo conturbado.

A versão anterior, aprovada em 2025, foi travada pelo Tribunal Constitucional, que identificou inconstitucionalidades por violação do princípio da igualdade.

O Parlamento foi obrigado a reformular o diploma.

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Agora, com nova redação, a lei regressa ao centro da decisão política — e ao escrutínio constitucional.

O que muda na Lei da Nacionalidade

As alterações são estruturais e afetam diretamente milhares de estrangeiros a viver em Portugal.

Prazos de residência aumentam

Uma das mudanças mais significativas diz respeito ao tempo necessário para pedir nacionalidade:

  • Cidadãos da CPLP: passam de 5 para 7 anos
  • Restantes estrangeiros: passam de 5 para 10 anos

Este aumento representa um endurecimento claro dos critérios de acesso.

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Filhos de estrangeiros nascidos em Portugal

A nova lei altera profundamente as regras do chamado “direito de solo”.

 

A partir de agora:

  • Crianças nascidas em Portugal só terão direito à nacionalidade
  • Se os pais tiverem pelo menos 5 anos de residência legal

Antes, em muitos casos, o nascimento em território português era suficiente.

Agora, deixa de ser.

Perda de nacionalidade: uma mudança histórica

Pela primeira vez, a lei abre a porta à retirada da nacionalidade portuguesa a cidadãos naturalizados.

A medida aplica-se a:

  • Condenações com pena de prisão efetiva igual ou superior a 5 anos
  • Crimes considerados graves

Além disso:

  • O limite para impedir naturalização desce de 5 para 3 anos de prisão

Esta alteração representa uma mudança estrutural no conceito de cidadania.

Fim do regime dos sefarditas

Outro ponto de grande impacto é o fim do regime especial para descendentes de judeus sefarditas.

Este mecanismo permitia o acesso facilitado à nacionalidade portuguesa e foi amplamente utilizado nos últimos anos.

A nova lei:

  • Elimina este regime por completo
  • Fecha uma via que esteve envolvida em polémicas e suspeitas

Base legal da nova lei

A nova versão insere-se no regime jurídico da nacionalidade portuguesa, definido pela:

  • Lei da Nacionalidade (Lei n.º 37/81)

Com sucessivas alterações ao longo dos anos, esta lei continua a ser ajustada à realidade migratória e política do país.

O papel decisivo do Presidente da República

Após aprovação parlamentar, o diploma segue agora para Belém.

O Presidente da República, António José Seguro, poderá:

  • Promulgar a lei
  • Vetar politicamente
  • Enviar novamente para o Tribunal Constitucional

Este momento será determinante para o futuro da legislação.

Um acordo político com concessões

A aprovação da lei resulta de um entendimento entre partidos.

O PSD chegou a acordo com o Chega, após falhar negociações com o PS.

Entre as concessões:

  • Inclusão de novos crimes que podem levar à perda de nacionalidade
  • Aceitação de critérios mais exigentes para naturalização

Este compromisso político foi essencial para viabilizar o diploma.

Críticas da oposição

A esquerda tem levantado várias preocupações:

  • Falta de regime transitório para quem já reside em Portugal
  • Risco de exclusão de crianças nascidas no país
  • Possível discriminação indireta

O debate continua intenso — e longe de estar fechado.

Quem será mais afetado

As mudanças terão impacto direto em:

  • Imigrantes com processos em curso
  • Famílias estrangeiras com filhos nascidos em Portugal
  • Cidadãos que planeavam pedir nacionalidade nos próximos anos

O aumento dos prazos e as novas exigências podem atrasar ou inviabilizar pedidos.

Uma mudança de paradigma

A nova lei marca uma viragem clara:

Portugal passa de um modelo mais inclusivo para um sistema mais exigente, refere o Ekonomista.

O objetivo declarado é reforçar critérios e evitar abusos.

Mas o impacto social poderá ser significativo.

Conclusão: um tema que ainda não está fechado

Apesar da aprovação parlamentar, o processo ainda não terminou.

A decisão final depende agora:

  • Do Presidente da República
  • Ou, eventualmente, do Tribunal Constitucional

Até lá, permanece a incerteza.

Mas uma coisa é certa:

A forma de aceder à nacionalidade portuguesa está a mudar — e poderá nunca mais ser a mesma.

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Etiquetas: nacionalidade portuguesa regras mudançasnova lei nacionalidade Portugal 2026prazo residência cidadania Portugal CPLP
Sara Costa

Sara Costa

Sempre adorou comunicar. Por isso, tornou-se uma profissional bem-sucedida no marketing digital e na produção de conteúdos. Paralelamente, formou-se em Turismo e dedica-se à organização de viagens e tours pelo mundo, escrevendo sobre os lugares mais fascinantes que há para conhecer.

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Comentários 1

  1. Maria Ferreira says:
    5 meses atrás

    Acho muito bem que tenham feito estas alterações e haveria muitas mais a fazer para bem do povo português .E imperdoável que não tenham sido feitas mais cedo, tem havido muitos abusos por parte das pessoas que invadiram este país nos últimos anos, é bom que hajam regras e leis mas que se faça por serem cumpridas, não sendo que sejam aplicadas as devidas sanções previstas na lei . Espero com toda a confiança que o Sr presidente da república (em quem não votei) tenha o bom senso de aprovar estas alterações feitas pelo governo e muito bem. .

    Responder

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