A forma como se escreve nunca é neutra. Revela atenção. Cuidado. E, acima de tudo, respeito por quem lê.
Num mundo onde a comunicação é cada vez mais rápida e pública — redes sociais, emails, mensagens — um erro ortográfico deixa de ser apenas um deslize.
Passa a ser um sinal. De desatenção. De desconhecimento.
Ou, pior ainda, de descuido. E isso tem impacto direto na credibilidade.
A língua portuguesa: exigente, mas não impossível
É verdade.
A língua portuguesa tem armadilhas.
Regras complexas.
Exceções.
Mas há erros que já não se explicam por dificuldade. Explicam-se por hábito. E são esses que mais prejudicam.
8 erros comuns que continuam a manchar a escrita
São frequentes.
Repetidos.
E, muitas vezes, ignorados.
Mas fazem toda a diferença.
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“Á” em vez de “à” ou “há”
Um dos erros mais visíveis.
- “à” resulta da contração de “a + a”
- “há” vem do verbo haver
Já “á” isolado está errado na maioria dos contextos.
Um pequeno acento, um grande erro.
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“Secalhar” tudo junto
Não existe.
A forma correta é:
“se calhar”
Duas palavras distintas.
Uma conjunção + um verbo.
Juntas, apenas criam confusão.
-
“Houveram” como forma plural
O verbo haver, quando indica existência, é impessoal.
Ou seja:
- Está sempre no singular
- Não concorda com o sujeito
O correto é:
“houve problemas”
Nunca “houveram problemas”.
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“Faria-o” sem mesóclise correta
A colocação pronominal não é opcional.
No futuro e no condicional, a forma correta exige:
mesóclise
Exemplo correto:
“fá-lo-ia”
O erro aqui não é raro.
É constante.
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“Jantas-te” em vez de “jantaste”
Um clássico.
- “jantaste” → passado correto
- “jantas-te” → estrutura diferente e, na maioria dos casos, absurda
Confundir os dois é comprometer a clareza.
-
“Tráz” não existe
É um erro persistente.
- “traz” → do verbo trazer
- “trás” → advérbio de lugar
Já “tráz”?
Simplesmente não existe.
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“Vem”, “vêm” e “veem”
Três palavras.
Três significados.
- vem → singular (verbo vir)
- vêm → plural (verbo vir)
- veem → verbo ver
Confundir estas formas é mais comum do que deveria.
-
“Concerteza” junto
Outro erro recorrente.
A forma correta é:
“com certeza”
Duas palavras.
Sempre.
Sem exceções.
Porque estes erros persistem
A resposta está no hábito.
E na repetição.
As redes sociais amplificam erros.
Normalizam-nos.
E fazem com que pareçam corretos.
Mas não são.
E continuam a ser penalizadores.
O impacto real na imagem pessoal e profissional
Escrever mal não é apenas uma questão estética.
Tem consequências reais:
- Reduz credibilidade
- Afeta a imagem profissional
- Compromete a clareza da mensagem
- Diminui a confiança de quem lê
Num contexto profissional, pode ser decisivo.
Escrever bem é uma vantagem competitiva
Num mundo saturado de informação, destacar-se é essencial.
E a escrita é uma ferramenta poderosa.
Quem escreve bem:
- Comunica melhor
- Convence mais
- Transmite confiança
É um detalhe que se transforma em vantagem.
A solução não está na perfeição – está na atenção
Não é necessário dominar todas as regras.
Mas é essencial:
- Rever antes de publicar
- Questionar dúvidas
- Consultar fontes fiáveis
Pequenos cuidados evitam grandes erros.
Conclusão: cada palavra conta
A escrita é uma extensão da identidade.
E cada erro é uma marca.
Evitar estes deslizes não é apenas uma questão de correção.
É uma questão de imagem.
De rigor.
E de respeito.
A sua opinião
Quantos destes erros continuam a aparecer no dia a dia? Rever a escrita pode ser o primeiro passo para comunicar com mais impacto.




