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Língua Portuguesa: 6 palavras que não existem em inglês

Há palavras portuguesas especiais, que não têm tradução em inglês, o que gera problemas de comunicação interessantes: 6 palavras que não existem em inglês.

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Língua Portuguesa: 6 palavras que não existem em inglês

Há palavras portuguesas especiais, que não têm tradução em inglês, o que gera problemas de comunicação interessantes: 6 palavras que não existem em inglês.

A língua portuguesa é fascinante, não é? Bastante complexa, com regras importantes, mas também com exceções às regras. Há sempre muito para aprender. É uma língua interessante que se distingue das demais.

Em comparação com o inglês, há termos que não têm tradução; não têm propriamente sinónimos. Embora o inverso também aconteça, ou seja, palavras inglesas, sem tradução em português. É algo que acontece em diferentes línguas e que é interessante explorar.

O NCultura irá centrar-se em 6 palavras da língua portuguesa não existem em inglês. São palavras exclusivas do português.

Breve reflexão

Na língua portuguesa, existem palavras que não encontram uma tradução satisfatória para inglês. É algo que ajuda a perceber a riqueza da língua portuguesa.

Por exemplo, em português, há conjugações intermináveis de verbos que não são tão comum noutras línguas. Há também diversas palavras que só podem ser encontradas em bom português. São palavras exclusivas da língua portuguesa.

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Anteontem

“Hoje” é uma palavra portuguesa que em inglês é facilmente traduzida por “today”. “Ontem” é traduzido como “yesterday”. Contudo, já não é fácil traduzir a palavra anteontem, a melhor forma é dizer “the day before yesterday”.

Nós, os portugueses, não somos muito sucintos para fazer uma descrição. Costumamos usar muitas palavras para descrever uma determinada coisa que até poderia ser descrita com poucas palavras. Digamos que é um dom…

Com a palavra anteontem, há uma raríssima exceção em que tal não acontece, pois conseguimos conjugar 3 palavras e transformá-las numa só. Assim, as palavras “antes de ontem” foram transformadas em anteontem.

Bocadinho

A verdade é que temos diminutivos que são verdadeiramente irresistíveis. Por vezes, dizemos que algo é “um bocadinho mau” o que é um pouco diferente de dizer que algo é “um bocado mau”, não é?

Ora, como sabemos, os ingleses não têm nada do género e para expressar tal ideia dirão algo como “a little bit bad” e não soa bem, pois não? Nem sequer é a mesma coisa, pois não? O nosso bocadinho é como dizer que algo é mau de maneira mais querida ou menos agressiva.

Friorento

Em Inglaterra, até podem existir pessoas friorentas, mas os ingleses não têm só uma palavra que consiga definir essas pessoas. No máximo, dizem algo que podemos traduzir como “és demasiado sensível ao frio”, isto é, you are too sensitive to the chill.

Saudade

Esta é a palavra mais famosa, que dá brilho a este artigo, pois é conhecida justamente por não ter tradução noutras línguas. É uma palavra que deixa todos os portugueses orgulhosos. É um orgulho ter uma palavra que só existe na nossa língua, por isso fazemos dela uma defesa acérrima, com unhas e dentes! Além de não haver tradução, é uma palavra de rara beleza.

Ser/Estar

A língua portuguesa é complexa. Não tem as facilidades que nós sabemos que a língua inglesa possui. Se pensarmos no verbo “to be” e compararmos com o nosso verbo “ser/estar” constatamos que a diferença de complexidade apresentada pelas diferentes línguas é enorme.

Ser e estar são coisas distintas, por isso a complexidade da língua portuguesa é compreensível. Tal como referiu o humorista Ricardo Araújo Pereira, ser bêbedo é muito diferente de estar bêbedo…

Ouvido/Orelha

Em inglês, existe uma tendência para a simplificação e, no português, há uma tendência para complicar. Vários são os termos que criamos para coisas próximas, mas distintas, como orelha e ouvido, o que em inglês é simplificado, existindo apenas um termo.

Por exemplo “ear” é o termo em inglês que tanto serve para a parte exterior da orelha, como para a parte interior do ouvido. Mas dizer “dói-me a orelha” é muito diferente do que dizer “dói-me o ouvido”, não é?

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