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Início Histórias Curiosidades

Memórias de praia da nossa infância: o verão que nunca nos deixou

À falta de telemóveis, encontrávamo-nos sempre junto à bola Nivea. Lancheira azul, guarda‑sol às riscas, duas cadeiras de lona. Assim era a praia na segunda metade do século passado: simples, lenta, feliz.

Sara Costa Por Sara Costa
09/08/2026
em Curiosidades, Notícias
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Memórias de praia da nossa infância: o verão que nunca nos deixou

Memórias de praia da nossa infância: o verão que nunca nos deixou

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À falta de telemóveis, marcava-se encontro na bola Nivea. Levava-se a lancheira azul, um guarda-sol com franjas e umas cadeiras de metal e lona. Assim era a praia na segunda metade do século passado.

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Nos anos oitenta, ainda não se usavam telemóveis, por isso os amigos tinham de marcar encontro à hora certa junto da única bola estival que rivalizava em popularidade com a bola de Berlim: “encontramo-nos na bola Nivea?” A jogada publicitária foi certeira e punha o nome da marca alemã nas bocas de todos durante o verão.

Mas a maioria das estruturas metálicas com uma grande bola azul no topo (que era retirada no inverno), outrora espalhadas pelo litoral de norte a sul, acabou por desaparecer; para matar saudades, há que visitar as que ainda sobrevivem na praia da Nazaré ou a praia da Claridade, na Figueira da Foz.

Entre as muitas avionetas que passavam nas zonas balneares a fazer publicidade a marcas ou a divulgar eventos, havia umas que voavam mais baixinho para lançar brindes aos banhistas, que se acotovelavam na primeira linha do mar para conseguir agarrar uma bola de praia insuflável ou, com sorte, uma t-shirt.

Com a contenção de custos publicitários e uma maior consciência ambiental, o negócio das avionetas terá hoje muito menos saída e a ideia de atirar brindes do ar tornou-se quase impensável.

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Uns anos antes, era comum apresentar-se na praia um teatro de fantoches, popularmente conhecidos como “robertos”, em que a moral da história era quase sempre definida com uma carga de paulada na cabeça do fantoche prevaricador.

Nas cotações da venda ambulante de praia, as bolas de Berlim têm ganho terreno aos gelados e à “batatinha frita”. Em meados do século passado, quem fazia as delícias da pequenada era o vendedor de barquilhos, uma bolacha parecida com a língua-da-sogra.

A piada estava não só na guloseima, como também no jogo de sorte: as crianças faziam girar uma roleta que definiria a quantos barquilhos teriam direito. Descubra estas e outras memórias balneares:

Memórias de praia da nossa infância

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Memórias de praia da nossa infância
Memórias de praia da nossa infância – www.facebook.com/pages/Bola-Nívea/462044245143

A bola Nivea era ponto de encontro nas praias de norte a sul do País.

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02

Memórias de praia da nossa infância
Memórias de praia da nossa infância – Blogue www.santanostalgia.com

Antes disso, a marca alemã investiu a sua publicidade nas bolas insufláveis, também muito populares. E até havia quem usasse (erradamente) o creme hidratante da famosa lata azul como protetor solar.

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03

Memórias de praia da nossa infância
Memórias de praia da nossa infância – ©Susana Abreu Barros / www.delagoabayworld.wordpress.com

Nos anos 80 quase todos os guarda-sóis tinham franjinhas.

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Memórias de praia da nossa infância
Memórias de praia da nossa infância – DR

As cadeiras de metal e a lancheira azul ainda podem ser encontradas nas praias de hoje, mas nos anos 80 eram quase obrigatórias.

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Memórias de praia da nossa infância
Memórias de praia da nossa infância – DR

Quem não usou umas destas? Eram especialmente úteis para prevenir picadas do famigerado peixe-aranha.

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Memórias de praia da nossa infância
Memórias de praia da nossa infância – DR

Nos anos 80, muito antes da chegada das Havaianas a Portugal, os chinelos de tira eram a norma.

07

Memórias de praia da nossa infância
Memórias de praia da nossa infância – Blogue www.tricromia21.blogspot.com

O jogo do prego era outro clássico na praia. O objetivo era espetar um prego na areia na vertical, a partir de várias posições de lançamento.

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Memórias de praia da nossa infância
Memórias de praia da nossa infância – DR

Algumas das avionetas de publicidade lançavam brindes sobre o mar e os banhistas corriam a apanhá-los.

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Memórias de praia da nossa infância
Memórias de praia da nossa infância – DR

O teatro de fantoches (os “robertos”) era presença frequente nas praias de norte a sul.

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Memórias de praia da nossa infância
Memórias de praia da nossa infância – Site www.misteriojuvenil.com

Os “robertos” animavam a praia desde o início do século XX, como se pode ver neste postal de uma praia da Foz do Douro.

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Memórias de praia da nossa infância
Memórias de praia da nossa infância – https://www.flickr.com/photos/vfutscher/14723435603/in/photostream/

A tradição durou, pelo menos, até finais dos anos 70, e de vez em quando ainda é recriada nas nossas praias.

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Memórias de praia da nossa infância
Memórias de praia da nossa infância – https://www.flickr.com/photos/vfutscher/14701153254/in/photostream/

O vendedor de barquilhos era uma das visitas mais aguardadas em meados do século passado.

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Memórias de praia da nossa infância: o verão que nunca nos deixou
Memórias de praia da nossa infância – DR

Em troca de uma moeda, cada criança fazia girar esta roleta e a sorte ditava quantos barquilhos (uma bolacha semelhante à língua-da-sogra) poderia comer.

Autor: Tiago Tavares

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Etiquetas: bola de níveainfânciamemórias de praianívea
Sara Costa

Sara Costa

Sempre adorou comunicar. Por isso, tornou-se uma profissional bem-sucedida no marketing digital e na produção de conteúdos. Paralelamente, formou-se em Turismo e dedica-se à organização de viagens e tours pelo mundo, escrevendo sobre os lugares mais fascinantes que há para conhecer.

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