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Língua Portuguesa: os dois pontos

A pontuação é vital para a total compreensão de uma língua. Tire todas as suas dúvidas e confira, ou aprenda a usar corretamente os dois pontos.

dois pontos
Língua Portuguesa: os dois pontos

A pontuação é vital para a total compreensão de uma língua. Tire todas as suas dúvidas e confira, ou aprenda a usar corretamente os dois pontos.

Quem gosta de estudar a apaixonante língua portuguesa, certamente já sabe que existem infinitas regras. São muitas as regras (e também as exceções) que servem para se conhecer a língua como um todo homogéneo, sólido e coerente. Estas são essenciais e permitem fortalecer o nosso conhecimento da língua.

Uma língua é feita por homens e, como estes, também tem história. Se não prosperar e não se desenvolver, ela corre o risco de desaparecer. O contacto e a comunicação entre as pessoas impedem uma língua de prosperar. Existem diversas variáveis que são indispensáveis para a comunicação. As letras ou grafemas, o alfabeto, as notações léxicas, os sinais gráficos, a pontuação e, entre outras variáveis, os sinais auxiliares de escrita são elementos fundamentais para a comunicação.

Os sinais de pontuação (tais como: “?”, “!” e “.”) revelam-se fundamentais, contribuindo de forma decisiva para uma comunicação não só mais clara, como também mais expressiva. Uma obra sem sinais de pontuação seria seguramente mal acolhida, pois a mensagem não seria compreendida pelas pessoas, já que os sinais têm como missão contribuir para uma verdadeira comunicação, clarificando a mensagem e concedendo-lhe a expressividade pretendida.

Fique a conhecer tudo o que precisa sobre os dois pontos (sinal gráfico “:”): para que serve e como deve ser usado.


Leia também: Língua Portuguesa: o ponto de exclamação!


Língua Portuguesa: os dois pontos

Entre as frases que se seguem, estão diversos sinais de pontuação. Nelas poderá constatar o uso de dois pontos.

Vejamos algumas frases e a sua pontuação:

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Estas frases funcionam como meros exemplos de alguns dos sinais de pontuação – e sinais auxiliares de escrita – que usamos na língua portuguesa. Os sinais gráficos que existem são: os dois pontos (“:”) – que protagonizam este artigo; o ponto final (“.”); o ponto de exclamação (“!”); o ponto de interrogação (“?”); o ponto e vírgula (“;”); os parêntesis (“()”); o travessão (“–“); a vírgula (“,”); as aspas (“”””) e as reticências (“…”).

É com o indispensável recurso a estes sinais gráficos que a comunicação escrita não só é possível, como se torna bem mais expressiva e clara. Uma obra sem sinais gráficos seria severamente criticada, pois seria caótica e em grande parte incompreensível, ao tentar encontrar sentido numa sucessão desorganizada de frases.

Assim, a pontuação é imprescindível e insubstituível, pois permite que um texto seja lido de forma adequada, tendo em conta diferentes benefícios (por exemplo, no que toca ao ritmo do texto; à ordem estilística; à interpretação; à sua coesão e coerência; e à sua compreensão;), permitindo organizar as relações e a proporção das partes do discurso, permitindo a devida orientação das pausas, sejam estas escritas ou orais.


Leia também: Dúvidas de Português: as reticências


Os dois pontos (“:”)

O sinal de pontuação conhecido como dois pontos (ou “:”) é um sinal que representa, na escrita, uma breve pausa da linguagem oral. Um sinal que, geralmente, precede uma fala, uma citação, um esclarecimento, uma enumeração, uma explicação.

Assim, os dois pontos permitem a introdução do discurso direto, de uma enumeração ou de uma explicação.

Quando usar

– Num discurso direto ou numa citação como, por exemplo, «Dei-lhe um aperto de mão e disse com simplicidade: – “Sei como acabar com a fome e com a guerra. Mas vai demorar.”» (Anónimo, Obra que ninguém escreveu…).

– «Foi, então, que indiquei ao professor a citação da obra que li: “Pela primeira vez na vida se lhe mostrava de perto, muito de perto, de dentro, uma como que lúgubre, antecipação da velhice, da solidão, da morte… A vida seria assim?!”» (José Régio, Os Namorados de Amância).

– Uma enumeração: “Confesso que me fascina: a sua paixão por Goa, a obsessão de Ormuz, o projeto de mudar o curso do Nilo e levar a Caaba para Lisboa.” (Manuel Alegre, O homem do País Azul).

– Uma explicação: “Precisava de saber: ou o pai lhe pagava os estudos ou tinha de trabalhar.”

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