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Casos verídicos da história de Portugal que parecem anedotas

Juízes analfabetos, dinheiro para estradas desviado, são histórias mirabolantes mas reais. Casos verídicos da história de Portugal que parecem anedotas.

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O ANALFABETISMO DA NOSSA TROPA

O Regulamento Militar do Conde de Lippe, de 18/1/1763, impunha que o sargento tinha de saber ler, escrever e contar, para prevenir que os oficiais, por serem nobres, fossem analfabetos.

JUSTIÇA DE D. JOÃO VI

Anedotas verídicas da história de Portugal
D. José I – Casos verídicos da história de Portugal que parecem anedotas

Carl Ruders conta-nos na sua carta de 30/3/1799, como era a Justiça neste tempo, quando um juiz absolve uma ama que matou 36 crianças a seu cargo com o fundamento que “se Deus lhe perdoou 35 vezes, não era fora de propósito que os homens lhe perdoassem uma”.

Uma história verídica aconteceu no fim do reinado de D. José I, quando uma ama de criação foi condenada à morte, em Coimbra, por ter assassinado 33 crianças abandonadas que lhe tinham sido entregues a troco de subsídio, pelas instituições de assistência!

OS MARCOS DA RAINHA D. MARIA I

Anedotas verídicas da história de Portugal
D. Maria I – Casos verídicos da história de Portugal que parecem anedotas

No início do reinado da Rainha D. Maria I projetaram-se algumas estradas e começaram a ser construídas, mas em estilo insólito! Único no mundo!

Em vez de se começar pelas estradas em si, começou-se pelos marcos! Maravilhosos! Colunas monumentais, talhadas em fino mármore, providas de altaneiros relógios de Sol! Lindíssimos!

Quanto às estradas… o dinheiro foi desviado pela rainha! Os 16 milhões de cruzados foram aplicados no novo Convento da Basílica da Estrela! Os reis portugueses sempre aplicaram mais o dinheiro nas estradas para o céu do que nas terrestres…

OS SINOS DE D. JOÃO III

Anedotas verídicas da história de Portugal
D. João III – Casos verídicos da história de Portugal que parecem anedotas

Em 1529 o Rei D. João III enviou um carregamento de cobre à Dinamarca, para fundição de sinos, contudo, foi roubado por protestantes que andavam às avessas com os dinamarqueses.

O rei D. João IIII ficou furioso e os luteranos, por estranho que pareça, enviaram sinos… de igrejas de Copenhaga! O rei ficou desconfiado da virtude dos sinos, mas os luteranos disseram que dinheiro e cobre havia pouco, pelo que sinos não havia outros.

Assim sendo, o Rei D. João III concordou em ficar com os sinos dinamarqueses, mas como depósito, e não como proprietário! Assim, quando a Dinamarca se tornar católica, os sinos serão devolvidos!

A POTÊNCIA DO REI AFONSO VI

Anedotas verídicas da história de Portugal
D. Afonso VI – Casos verídicos da história de Portugal que parecem anedotas

O Rei D. Afonso VI era tão parvo que não conseguia arranjar mulher para si, excepto nos prostíbulos lisboetas, pelo que foi o Marquês de Sande (D. Francisco de Melo) a ir buscar mulher, D. Maria Francisca Isabel, na Casa de Sabóia (cujo brasão está no Paço real de Sintra).

Chegada a 2/8/1666 a Lisboa, já casada, pede nos Tribunais Eclesiásticos a anulação do casamento, em 22/11/1667, com o fundamento na sua não consumação, por o rei ser impotente.

Formaram-se 2 partidos em Portugal: o da potência e o da impotência! Os partidários da impotência admitiam o rei gostar da caça, mas que depois não era capaz de comê-la. Acrescentavam que a paralisia infantil não lhe colheu, apenas os membros do lado direito.

Os partidários da potência apontavam a frequência dos prostíbulos e a informação da rainha ir dar um filho! A certa altura, para desempatar, os defensores da potência avançaram com um exame médico à virgindade da rainha!

Prevendo o mau resultado, opuseram-se ao exame, dizendo que o véu himenal é o selo de garantia com que o criador especializou a fêmea do homem e que o rompimento desse selo pelos dedos do examinador constituía uma forma grosseira, artificial e indigna de rasgar tal marca de autenticidade (VB-176/7)

O Papa Clemente IX deu a dispensa por motivo de impotência de Afonso VI, apesar do avançado estado de gravidez da rainha!

COMENDA DE TORRE-E-ESPADA PARA AMANTES DA MULHER

No Brasil, o nosso rei D. João VI recompensava os amantes da mulher com a comenda de Torre-e-Espada, mas não podendo dizer o porquê da condecoração, escrevia dos “justos e particulares motivos que tenho presentes”

OS PORTUGUESES DESCENDENTES DO PAPA

Anedotas verídicas da história de Portugal
Papa Inocêncio XIII – Casos verídicos da história de Portugal que parecem anedotas

O Papa Inocêncio XIII (1721-1724), Miguel Ãngelo de Conti, estando em Lisboa como núncio, aqui deixou a sua semente sagrada. Carlos de Merveilleux, médico e naturalista, desculpou o núncio apostólico pelo facto de “o calor do clima não permitir que se viva privado de mulher” (VB-180+183)

É curioso notar que não se fala deste papa no livro A Vida Sexual dos Papas de Nigel Cawthorne! Talvez por Portugal estar tão esquecido neste canto da Europa!

OS JUÍZES ANALFABETOS!

Só por Alvará de 13 de Janeiro de 1642 se proibiu que os analfabetos fossem juízes! Já muito antes, nas cortes de Leiria/Santarém de 1433, os concelhos pediram sem sucesso que os corregedores fossem homens letrados, discretos e competentes em matéria de direito, bem como nas cortes de Évora de 1481-82 (VB-224)

Do mesmo modo, muitos padres eram analfabetos, incluindo muitos papas – o que não deve causar espanto porque não se lia a Bíblia que, ainda por cima, era escrita em Latim.

AS VISÕES DA VIRGEM

Muita gente (sã e fidedigna) viu a Virgem, acompanhada de uma catrefada de anjos, com uma bandeira com a legenda: “Longa vida a D. Miguel, rei sagrado”!

1 COMENTÁRIO

  1. A “Infalibilidade Papal” só existe quando o Papa fala ex cathedra e é geralmente para pronunciar um dogma, não é por dá cá aquela palha.

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