Há gestos ao volante que parecem insignificantes, mas que podem sair muito caros. Um deles é aproximar-se de um sinal STOP, reduzir a velocidade, olhar para os dois lados e seguir caminho sem imobilizar completamente o veículo.
Em Portugal, esta prática não é apenas uma questão de prudência: desrespeitar um sinal de paragem obrigatória é uma contraordenação muito grave. O Código da Estrada prevê uma coima que pode chegar aos 600 euros, a perda de quatro pontos na carta de condução e uma sanção acessória de inibição de conduzir entre dois meses e dois anos.
E há um detalhe que muitos condutores continuam a desconhecer: num STOP, abrandar não chega. É necessário parar.

STOP não significa simplesmente abrandar
O sinal B2, conhecido por STOP, é um sinal de paragem obrigatória no cruzamento ou entroncamento. A regulamentação determina que o condutor deve parar antes de entrar na interseção e ceder a passagem aos veículos que circulam na via em que pretende entrar.
É aqui que surge um dos erros mais comuns na condução diária.
O condutor aproxima-se do cruzamento, reduz a velocidade, verifica que aparentemente não vem ninguém e continua.
“Não vinha nenhum carro.”
“Estava tudo livre.”
“Eu vi perfeitamente.”
Estas justificações podem parecer razoáveis ao volante, mas não transformam o STOP num sinal opcional. A obrigação de parar resulta da própria sinalização.
Quanto pode custar não parar num STOP?
A resposta pode surpreender muitos condutores.
O desrespeito pelo sinal de paragem obrigatória nos cruzamentos, entroncamentos e rotundas está expressamente previsto no artigo 146.º, alínea n), do Código da Estrada como contraordenação muito grave.
Na prática, estão em causa três consequências que merecem atenção:
Coima: entre 120 e 600 euros.
Carta de condução: perda de 4 pontos.
Inibição de conduzir: entre 2 meses e 2 anos, enquanto sanção acessória aplicável às contraordenações muito graves.
A perda de quatro pontos decorre do sistema de pontos: para as contraordenações muito graves que não pertencem às categorias com perda de cinco pontos, a lei determina a subtração de quatro pontos.
Ou seja, aquilo que pode parecer apenas uma pequena “falha” ao volante pode ter consequências bastante sérias.
“Mas não vinha ninguém”: isso não muda a regra
É provavelmente uma das frases mais ouvidas quando se fala deste assunto.
Um condutor chega ao STOP.
Olha.
Não vê nenhum veículo.
E avança.
O problema é que a obrigação de parar não depende da existência ou não de trânsito.
O sinal está colocado precisamente para obrigar à imobilização do veículo antes da entrada no cruzamento ou entroncamento.
Aliás, a jurisprudência portuguesa já confirmou que o incumprimento do sinal vertical B2 — STOP — constitui uma contraordenação muito grave, com coima entre 120 e 600 euros e sanção acessória de inibição de conduzir entre dois e 24 meses.
Por isso, não basta pensar que se tomou uma decisão “segura”.
É preciso cumprir a regra.
O STOP existe por uma razão
Um cruzamento pode parecer completamente seguro num determinado segundo e deixar de o ser no instante seguinte.
Um motociclo pode surgir rapidamente.
Uma bicicleta pode estar escondida pelo ângulo de visão.
Um veículo pode aproximar-se a uma velocidade que inicialmente não era percetível.
Uma criança ou um peão pode estar junto à interseção.
É precisamente por isso que a paragem obrigatória não deve ser encarada como uma formalidade.
Parar permite observar melhor.
E, em determinadas estradas, aqueles poucos segundos podem fazer toda a diferença.
A diferença entre STOP e cedência de passagem
Outro ponto importante é não confundir o STOP com um simples sinal de cedência de passagem.
O sinal B1 indica cedência de passagem.
O B2, por sua vez, determina paragem obrigatória antes da entrada no cruzamento ou entroncamento, seguida da cedência de passagem nos termos aplicáveis.
Por isso, perante um STOP, a sequência correta é simples:
Parar. Observar. Ceder a passagem quando necessário. Avançar em segurança.
Não é:
Abrandar. Olhar. Avançar.
Essa pequena diferença pode representar uma grande diferença perante a lei.
E se não houver linha de paragem?
A existência de uma linha de paragem deve ser respeitada quando esteja associada à sinalização.
Mas a obrigação fundamental decorre do próprio sinal de paragem obrigatória.
O condutor deve imobilizar o veículo antes de entrar no cruzamento ou entroncamento, permitindo depois avaliar a circulação e prosseguir quando estiverem reunidas as condições de segurança.
Quando a visibilidade é reduzida, a prudência deve ser ainda maior.
Primeiro parar. Depois observar. Só então avançar.
Não é preciso acontecer um acidente
Há ainda outro equívoco perigoso: pensar que uma infração desta natureza só terá consequências se houver uma colisão.
Não é assim.
O Código da Estrada classifica diretamente o desrespeito pelo sinal de paragem obrigatória como contraordenação muito grave. Não é necessário que aconteça um acidente para que exista infração.
E esta é uma das razões pelas quais o cumprimento do STOP deve ser automático.
Não se trata apenas de evitar uma multa.
Trata-se de evitar uma situação potencialmente perigosa.
Pode mesmo ficar sem conduzir?
Sim, existe essa possibilidade.
O artigo 147.º do Código da Estrada estabelece que as contraordenações graves e muito graves são sancionadas com uma sanção acessória de inibição de conduzir. Para as contraordenações muito graves, o período previsto é de dois meses a dois anos.
Isso não significa que qualquer condutor apanhado a não parar num STOP fique automaticamente dois anos sem conduzir.
A duração concreta da sanção depende do processo e das circunstâncias legalmente relevantes.
Mas a possibilidade existe e está prevista na lei.
Quatro pontos podem desaparecer da carta
No sistema de pontos, uma contraordenação muito grave implica, em regra, a perda de quatro pontos, salvo as situações específicas em que a lei determina a perda de cinco.
Assim, um condutor que tenha 12 pontos poderá passar para 8 pontos após uma decisão condenatória definitiva relativa a esta infração.
Para quem já tenha acumulado outras infrações, o impacto pode ser ainda mais preocupante.
É por isso que não vale a pena olhar para o STOP como um pequeno detalhe da condução.
Um segundo de pressa pode sair caro
Há quem pareça considerar que parar completamente num cruzamento vazio é uma perda de tempo.
São dois ou três segundos.
Talvez cinco.
Mas a verdade é que nenhuma viagem fica comprometida por parar alguns segundos num STOP.
Já uma colisão pode mudar uma vida inteira.
E uma multa, a perda de pontos ou uma sanção de inibição de conduzir podem transformar uma pequena decisão numa consequência prolongada.
A estrada não perdoa distrações.
O que deve fazer perante um STOP?
A regra pode ser guardada de forma muito simples:
STOP = PARAR.
Não basta reduzir a velocidade.
Não basta olhar.
Não basta acreditar que não vem ninguém.
O veículo deve ser imobilizado antes de entrar no cruzamento ou entroncamento e, depois, o condutor deve verificar as condições de circulação e avançar em segurança.
É uma rotina simples que pode evitar problemas sérios.
Afinal, quanto custa não parar no STOP?
Em Portugal, desrespeitar o sinal de paragem obrigatória é uma contraordenação muito grave. A coima pode situar-se entre 120 e 600 euros, a infração pode implicar a perda de quatro pontos na carta de condução e pode ainda ser aplicada uma sanção acessória de inibição de conduzir entre dois meses e dois anos.
Mais do que decorar os valores, importa recordar aquilo que está na origem de tudo:
perante um STOP, é obrigatório parar.
Porque, na estrada, chegar alguns segundos mais tarde nunca será tão grave como não chegar de todo.
Nota importante
Os valores e consequências acima referidos correspondem ao enquadramento legal consultado no Diário da República, cuja versão consolidada do Código da Estrada indica alterações até 12 de março de 2025. Em situações concretas, sobretudo quando esteja em causa um processo contraordenacional, pontos ou inibição de conduzir, deve ser consultada a legislação aplicável e, se necessário, obtido aconselhamento jurídico.






Muitos sítios não precisa de stop é esta lá por incompetência de quem trata do a assunto típico da função pública deste país é depois o povo é que paga em muitos sítios é para por para contribuindo para a poluição do planeta como muitos semáforos estou lá para alguém ganhar muito dinheiro e mais poluição os governos está cambada de bandidos so servem para extorquir dinheiro está democracia que mais um grande esquema com muitos esquemas a mistura é só sacar massa ao povo
Boa tarde, e quando o stop está a 10 metros da via o que se faz? Ficamos parados indefinidamente, é que muitas vezes onde se encontra o stop não se consegue ver absolutamente nada, já para não falar do mato que normalmente impede a visão e ultimamente nas rotundas é uma maravilha…
Em locais com pouca visibilidade faz todo o sentido, agora em cruzamentos com estradas visíveis onde se vê a 100m se vem alguém ou não,não faz sentido, só vamos criar filas. O para arranca, todos sabemos que não é bom para o carro e ao invés de demorar 30m a chegar ao trabalho demoras 1h. Agora se formos analisar isto, nada disto foi feito a nosso a favor, cria nos despesas, o trânsito parado causa stress e demora nas nossas tarefas do dia a dia. Os governantes em vez de ajudar o povo fazem tudo ao contrário e nós simplesmente ouvimos e calamos. O povo tem que se juntar contra estes abutres e o pessoal destas páginas em vez de lamber botas deviam soltar umas críticas pois tem mais visibilidade que os nossos comentários.
Não há razão para qualquer justificação!
STOP ( PARE) é para parar e mais nada.
Somos os campeões da Europa em acidentes.
O mesmo se dá nas Rotundas, a maior parte dos condutores não para, simplesmente segue em frente, mesmo que venha outro veículo com prioridade.
Somos campeões em “matar ” peões nas passadeiras. Há muita gente desobediente e ignorante neste país. Não há qualquer justificação para morrer tanta gente nas passadeiras.
As leis terão que ser mais duras com os que transgridem. E, é nestes casos que eu digo ” que tem que se parar com o suborno”.
Quem transgredir deve ser punido.
Precisamos de um “braço duro” neste respeito.
Chega de mortes nas estradas portuguesas.
Aprendi essa regra na escola de condução, por isso imagino que todos os que por lá passam também a aprendam. Não há desculpas. As regras existem por um motivo e as pessoas simplesmente ignoram-nas; o pior é que, muitas vezes, quem paga é quem não cometeu infração nenhuma. Para uma mentalidade que só obedece se for penalizada com uma coima, ainda falta evoluir muito.
A verdade é que, 80% do condutores, não respeita nada.
Desde, de piscas, conturnar rotundas, sempre na faixa esquerda, mesmo que vá virar na primeira saída “tesoura”.
Quando entra nas outras estradas, não abranda nas entradas, obrigando os outros a desviarem.
Estacionamento em sentido contrário “norma atual”.
Treta das multas, é só um meio de , sacarem dinheiro, e nunca preocupados com as irrularidades, que todos assistem toda hora.
A gora o estado, que me dê um carro ” não o do xuxa”, equipado com câmeras, eu entro ou serviço, do estado em part-time, e sem intervenção direta eu gravo esses situações todas.
Todos os dias e horas vou encher os bolsos do estado.
E ainda, o veículo é pago e o meu salário também, tudo fruto desse veículo, e sem necessidade de intervenção.
E agora, não é uma vou ideia.?
A linda libertava as policias, para o que realmente interessa.
A velocidade!… Um protesto, para justificar a secagem de dinheiro, sem se moverem .
A velocidade , como tudo, se resolvem com os fabricantes automóvel, limitando as velocidades.
O tabaco igual, os plásticos igual, etc…
Esses empresas, que mudem de sistema eque fabriquem o que realmente no faz mal ao ambiente e saúde.
ESSES SIM SÃO OS RESPONSÁVEIS DISTO TUDO
HIPOCRISIA!!!
E POVO, BURRO!… lamentavelmente.