Início Histórias A História das Caravelas Portuguesas

A História das Caravelas Portuguesas

A História das Caravelas Portuguesas. O impacto desta inovação transformou Portugal na principal potência marítima e económica do século XVI.

1411
COMPARTILHE
A História das Caravelas Portuguesas
A História das Caravelas Portuguesas

A História das Caravelas Portuguesas

Quando os Portugueses iniciaram as viagens dos descobrimentos marítimos, nos inícios do século XV, a Europa tinha um conhecimento muito limitado do oceano Atlântico.

Em 1421, o Infante D. Henrique começou a enviar os seus navios para Sul, com o objetivo de ultrapassar o Cabo Bojador, que era então, para muitos, o fim do mundo conhecido.

Doze anos depois, o navegador Gil Eanes conseguiu dobrar o Cabo, revelando que era possível continuar em frente, ao contrário do que diziam as lendas que circulavam então, segundo as quais o mar era baixo (os navios não teriam altura de água suficiente para poderem flutuar) e as correntes muito fortes, impedindo o prosseguimento das viagens.

Nesta primeira fase, os navegadores do Infante D. Henrique usaram barcas, umas embarcações pequenas que eram também empregues na navegação costeira e fluvial, e que tinham um só mastro com uma vela.

As maiores barcas teriam cerca de 30 tonéis de arqueação, e isto quer dizer que podiam transportar 30 tonéis (30 toneladas) ou seja, barris com cerca de 1,5 metros de altura por um metro de largura máxima.

Foi nestas barcas que seguiram os primeiros navegadores do Infante, tal como Gil Eanes. Mas quando este navegador passou o Cabo, viu que podiam ser empregues navios maiores, e na viagem seguinte foi usado um barinel, um navio do qual se sabe muito pouco.

No princípio dos anos quarenta do século XV as viagens para Sul conheceram um novo impulso, depois de um curto período de paragem. As 2 circunstâncias, porém, tinham mudado entretanto.

Os Portugueses navegavam então em mares que nunca tinham sido sulcados pelos europeus, com ventos e correntes que desconheciam, e as viagens tornavam-se cada vez mais longas.

(cont.)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here