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Língua Portuguesa: escreve-se Jeito ou Geito?

Como se escreve: Jeito ou Geito? Já sabe, nunca é tarde para melhorar a sua própria língua, ou seja, a Língua Portuguesa.

Jeito ou Geito
Língua Portuguesa: escreve-se Jeito ou Geito?

Língua Portuguesa: escreve-se Jeito ou Geito?

Como se escreve: Jeito ou Geito? Já sabe, nunca é tarde para melhorar a sua própria língua, ou seja, a Língua Portuguesa.

Na língua portuguesa a confusão entre as consoantes G e J é muito frequente e isso deve-se ao facto de ambas formarem o mesmo fonema quando integram sílabas compostas pelas vogais E ou I.

Escreve-se «Jeito» ou «Geito»? Nós dizemos-lhe qual a forma correta.

escreve-se Jeito ou Geito
Língua Portuguesa: escreve-se Jeito ou Geito?
escreve-se Jeito ou Geito
Língua Portuguesa: escreve-se Jeito ou Geito?

De acordo com a Língua Portuguesa a forma correta de escrita da palavra é jeito, com «j». A palavra geito, com «g», está errada.

Jeito pode significar maneira de ser ou moda, hábito, defeito, gesto ou lesão nos músculos, habilidade para determinada tarefa, disposição, ordem, arrumação.

Exemplos:

– Ele não tinha jeito para ser ator.

– Não fales desse jeito comigo.

– Ele tem muito jeito para jogar futebol.

– O livro que me emprestaste fez-me imenso jeito.

escreve-se Jeito ou Geito
Língua Portuguesa: escreve-se Jeito ou Geito?

Tranquibérnia

Fraude, trapaça, confusão, trapalhada, burla, tramoia, falcatrua.

Exemplo:

– Ele cometeu uma infame e terrível tranquibérnia.

escreve-se Jeito ou Geito
Língua Portuguesa: escreve-se Jeito ou Geito?
escreve-se Jeito ou Geito
Camilo Castelo Branco

É-se honrado sendo para os outros o que desejamos que eles sejam para nós.

Camilo Castelo Branco

escreve-se Jeito ou Geito
Língua Portuguesa: escreve-se Jeito ou Geito?

escreve-se Jeito ou Geito

Em 19 de maio de 1986, cerca de 21 OVNIs foram avistados e perseguidos pela Força Aérea Brasileira, sendo o incidente apelidado de Noite Oficial dos OVNIs?

escreve-se Jeito ou Geito
Língua Portuguesa: escreve-se Jeito ou Geito?
escreve-se Jeito ou Geito
José Luís Peixoto

A Mulher Mais Bonita do Mundo

José Luís Peixoto

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estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.
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entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.
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entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.
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há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.
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estás tão bonita hoje.
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os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
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estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.
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os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
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de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.
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José Luís Peixoto, in “A Casa, a Escuridão” 

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escreve-se Jeito ou Geito
Língua Portuguesa: escreve-se Jeito ou Geito?

Aveiro, cidade única em Portugal

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Aveiro

“Ninguém aqui vem que não fique seduzido…”

Junto à Ria, vasta bacia lagunar onde as águas doces do rio Vouga se misturam com as águas do mar, Aveiro, cortada por ruas aquáticas onde deslizam os coloridos barcos moliceiros, é uma das cidades mais interessantes do litoral português.

A sua fundação terá ocorrido ao tempo do imperador romano Marco Aurélio. Devido à existência de numerosas aves palmípedes que povoavam esta área lagunar, o seu primeiro nome terá sido Aviarium.

João I (r.1383-1433) doou a povoação a seu filho, o infante D. Pedro que ordenou a construção das suas primeiras muralhas, entretanto desaparecidas. Mais tarde, D. João II (r. 1481-1495), fez dela doação a sua irmã, a Infanta D. Joana, recolhida no convento de Jesus, que hoje é o Museu de Aveiro.

No séc. XVI, o desenvolvimento da indústria do sal, da agricultura e da pesca e as primeiras campanhas de pesca na longínqua Terra Nova em 1501 trouxeram a Aveiro uma época de prosperidade que lhe valeu o foral de 1515, outorgado pelo rei D. Manuel I. Porém, no Inverno de 1575, fortes tempestades destruíram o profundo canal de comunicação entre a ria e o mar, por onde transitavam os grandes navios que aportavam em Aveiro, destruindo o comércio marítimo, a pesca e a atividade salineira.

No séc. XIX foi construída a Barra Nova. A sua abertura para o Oceano, em 1808, originou a formação de um largo canal de com cerca de 264 m de largura e entre 4 e 6 de profundidade, que abriu a Ria para o mar reconstituindo a fonte da vida e da sobrevivência da região.

A Ria comunica com Aveiro através de 3 canais: o das Pirâmides (marcado à entrada por duas pirâmides de pedra), que se prolonga no canal Central, o canal de São Roque, que limita a cidade a Noroeste e a separa das salinas; e o canal dos Santos Mártires (ou do Paraíso) que corre para Sudoeste.

A partir do canal Central eixo de referência da cidade, pode construir dois itinerários em Aveiro: – na Margem Esquerda, veja os graciosos edifícios Arte Nova, refletidos no canal, deambule pelo Mercado do Peixe, pelo bairro da Beira Mar e junto das margens dos canais absorvendo a brisa leve da maresia; – na Margem Direita, visite o Museu de Aveiro, no Convento de Jesus. Monumentos e igrejas, uma vida citadina que se move sob a luz translúcida da Ria completam a sedução desta cidade litoral.

Evidentemente que é indispensável conhecer a Ria de Aveiro. Nos dois circuitos propostos ficará a conhecer o labirinto dos canais, as dunas brancas junto ao mar, as extensões imensas de marinhas com as suas pirâmides de sal. Se gosta de passear a pé pela Natureza, a Reserva Natural das Dunas de São Jacinto, é uma proposta irrecusável.

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