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Johannes Gutenberg: o pai da invenção que revolucionou o mundo

Johannes Gutenberg foi responsável por uma das maiores invenções de sempre: a imprensa. Fique a perceber melhor o impacto desta descoberta na sua época.

Johannes Gutenberg
Johannes Gutenberg: o pai da invenção que revolucionou o mundo

Johannes Gutenberg: o pai da invenção que revolucionou o mundo

Johannes Gutenberg foi responsável por uma das maiores invenções de sempre: a imprensa. Fique a perceber melhor o impacto desta descoberta na sua época.

Johannes Gutenberg (1398-1468)

Este inventor alemão, cujo nome completo era Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg, teve uma importância crucial no desenvolvimento dos mais variados domínios. O impacto da sua obra estendeu-se por séculos e o seu nome perdurará como o de uma das figuras mais importantes do século XV.

Apesar de não ser absolutamente certo definir a sua data de nascimento, crê-se que Gutenberg terá nascido em 1398. O seu pai era um comerciante rico que lhe proporcionou uma vida confortável com acesso fácil a livros.

Johannes Gutenberg: o pai da invenção que revolucionou o mundo

Por isso, tornou-se um leitor assíduo e percebeu a extrema importância que os livros têm no desenvolvimento. Certamente que essa constatação contribuiu para uma das suas invenções mais revolucionárias de sempre.

Enquanto joalheiro, Gutenberg aprendeu a realizar moldes e a fundir metais como ouro e prata, o que lhe permitiu adquirir uma experiência de vida útil para o seu futuro.

Gutenberg viria a falecer na cidade de Mainz, no dia 03 de fevereiro de 1468.

Johannes Gutenberg: o pai da invenção que revolucionou o mundo
“A imprensa é um exército de 26 soldados de chumbo com o qual se pode conquistar o mundo.” Johannes Gutenberg (1398-1468)

Terá sido esta a invenção mais importante da era moderna? Certamente que muitos historiadores defendem esta tese.

Os livros, antes desta invenção, eram escritos à mão (manuscritos). A produção de um mero livro demorava meses e meses, sendo que alguns demoravam mesmo anos a serem concluídos. O custo para a sua realização era extremamente alto e a morosidade de todo o processo era tal que eram poucos os afortunados capazes de manusear um livro.

O prazer da leitura e o consequente desenvolvimento que ela provoca eram exclusivos de uns escassos felizardos com vastos recursos ou dos que estavam confinados à vida religiosa.

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Johannes Gutenberg: o pai da invenção que revolucionou o mundo

É indispensável entender a verdadeira revolução perpetrada por Gutenberg com a invenção da prensa móvel para que se consiga verdadeiramente perceber a importância do legado do alemão.

“O exército de 26 soldados de chumbo”, que se citou acima, tornou a produção de livros muito mais célere e exponencialmente mais barata, ficando os livros acessíveis a diferentes povos.

Os tipos móveis eram de chumbo fundido, pelo que o seu passado enquanto joalheiro certamente influiu neste seu percurso. A versatilidade deste processo permitiu a elaboração de livros a grande escala.

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Johannes Gutenberg: o pai da invenção que revolucionou o mundo

A Bíblia de Gutenberg, com 1282 páginas divididas por duas colunas, foi uma das grandes obras que chegou a várias pessoas. Em processos de produção anteriores, manuais, a mesma obra levaria bastante mais tempo a estar concluída e estaria destinada a uma privilegiada e escassa porção da população.

Alix Christie, no seu primeiro romance, O Aprendiz de Gutenberg, refere com algum humor à mistura que Johannes Gutenberg foi mesmo o primeiro a criar um start up, recorrendo ao apoio de um capitalista (Johann Fust) e ao conhecimento e talento de um artista gráfico/designer (o escriba Peter Schoeffer).

De acordo com Alix, a criação dos carateres cruciais para o desenvolvimento da prensa nunca teria acontecido sem o contributo destas pessoas.

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Curiosidades

Para prestar a devida homenagem aos livros na língua de Camões, convém não esquecer alguns dos primeiros livros impressos em Portugal ou em português, recorrendo aos carateres móveis de Gutenberg.

  • Pentateuco

Pentateuco, obra realizada pelo judeu Samuel Gacon, em 1487, era escrita em hebraico, mas a sua produção foi feita em Faro. O único exemplar, até agora conhecido, encontra-se guardado na British Library, em Londres.

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  • Sacramental, Clemente Sánchez de Vercial (1488)

Foram realizadas pelo menos quatro edições em Portugal, duas delas no século XV e outras duas no século XVI.

  • Tratado de Confissom (1489)

Existe um único exemplar deste Tratado, o qual foi descoberto apenas em 1965. É de autor desconhecido e foi impresso em Chaves, no ano de 1489. É considerado o primeiro livro de língua portuguesa impresso.

Contudo, tal deve-se ao facto de não existir uma prova segura em relação à obra Sacramental (a qual é mais antiga).

1 COMENTÁRIO

  1. Devemos a esse cavalheiro o prazer de ter em mãos um livro. Não conheço nada melhor que folhear páginas e tomar conhacimento via papel.

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