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Língua Portuguesa: erros comuns que mancham a sua imagem

Conheça erros comuns e evite-os! Falar bem português é um desafio difícil. Implica estudo e concentração constantes: 10 erros comuns que mancham a sua imagem.

erros comuns que mancham a sua imagem
Língua Portuguesa: erros comuns que mancham a sua imagem

Conheça erros comuns e evite-os! Falar bem português é um desafio difícil. Implica estudo e concentração constantes: 10 erros comuns que mancham a sua imagem.

A nossa imagem é construída com os nossos feitos. Falar bem português, ser eloquente, ser correto, ser companheiro são características que fazem parte da construção que fazemos da nossa imagem. Ter credibilidade é difícil e é fruto de uma construção que leva o seu tempo.

Contudo, a imagem criada pode ruir com facilidade. A forma como falamos ou escrevemos também pode afetar a nossa imagem, pela positiva ou pela negativa. Estamos sempre a tempo de aprender! Confira alguns erros da língua portuguesa.

Língua Portuguesa: erros comuns que mancham a sua imagem

1 kilo ou 1 quilo?

O significado da(s) palavra(s) analisada(s):

Deve escrever-se quilos, pois o kilo não é uma unidade de peso. Não há kilos.

É, no entanto, uma confusão compreensível. A explicação é simples: é um acontecimento motivado pelo facto de o quilo ser uma condensação de quilograma, algo que é abreviado em “Kg”. Logo, não compramos um kilo de cenouras, mas sim um quilo.

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Aja e haja

O significado da(s) palavra(s) analisada(s):

Já viu alguém escrever: “Aja com prudência para que haja sempre saúde?” Não devia ver, pois é uma frase com erros que surgem com frequência. É um erro comum haver o desconhecimento dos conceitos, o que gera confusão que leva a indesejadas gaffes.

O esquecimento do “h” no verbo haver é um erro grave, tal como é colocar o “h” no verbo agir. Este verbo não leva “h”, conjugando-se eu ajo, tu ages, ele age. Por outro lado, o verbo haver exige sempre o “h”, em todos os tempos e pessoas!

Copo com água ou copo de água?

O significado da(s) palavra(s) analisada(s):

Deve dizer-se um “copo de água” e não um “copo com água”, embora muitos, instintivamente, defendam precisamente o contrário. Mas desconhecem que este erro é feito por muitas pessoas que julgam que a preposição “de” apenas designa o material com que é feito o copo.

No entanto, a preposição “de” indica, também, o conteúdo do copo. Logo, devemos pedir “um copo de água”. Tal como devemos pedir uma “caneca de cerveja” ou outras expressões do género.

Dispensa e despensa

O significado da(s) palavra(s) analisada(s):

A “dispensa” é um termo referente ao término de uma obrigação ou, então, de uma atividade por vontade de uma determinada pessoa. É quando alguém é dispensado de algo, de alguma função ou tarefa; o final de uma situação.

A palavra “despensa” tem um significado bem distinto. É algo que muitos têm em sua casa, sendo um espaço destinado a arrumações. Na despensa, colocam-se diversos produtos, os apetrechos de limpeza.

Germinadas e geminadas

O significado da(s) palavra(s) analisada(s):

As casas só podem ser geminadas mas nunca germinadas. É um erro escrevê-lo, dizê-lo ou pensá-lo, apesar de ser algo cómico. As casas não germinam, pois não são vegetais. É apenas um lapso derivado da confusão fonética.

Havia ou haviam?

O significado da(s) palavra(s) analisada(s):

É importante perceber que a conjugação do verbo “haver” não possui plural! Assim, quando nos referimos a várias pessoas, a conjugação deve fazer-se da mesma forma que no singular, pois trata-se de um verbo impessoal. Logo, não devemos dizer “haviam muitos livros na mesa”, mas apenas “havia muitos livros na mesa”.

Onde e aonde

O significado da(s) palavra(s) analisada(s):

“Onde” é o espaço em que me situo, enquanto o termo “aonde” tem como significado “para onde”. É um erro comum trocar o sentido destas palavras. Frequentemente, lemos ou ouvimos este erro comum: “Não sei aonde deixei o telemóvel”. Errado!

Deve dizer-se “onde deixei o telemóvel”, pois não faz sentido dizer “para onde deixei a carteira”, pois não? Em sentido contrário, é mais adequado perguntar “Aonde vais?” do que “Onde vais?”.

Padrasto ou padastro?

O significado da(s) palavra(s) analisada(s):

O marido da mãe em segundas núpcias é o “padrasto” e não o “padastro”, como muitos defendem. As palavras são idênticas e fruto dessas parecenças a maior parte nem deteta o erro.

Mas a palavra “padastro” simplesmente não existe na língua portuguesa. A palavra certa e que deve ser sempre aplicada neste contexto é “padrasto”. Um termo que deriva de “padre” (sendo que este, por sua vez, derivou de “pater” que em latim significa “pai”).

“Z” e “S” …

Um dos erros mais frequentes (e simultaneamente) mais difíceis de evitar, é aquele que tem a ver com o emprego das palavras com o som “z” pois, regularmente, é representado pela letra “s”.

Contudo, há uma regra bastante simples que todos deviam conhecer: o “s”, quando está presente entre vogais, lê-se com o som “z”. Logo, devemos escrever paralisado, alisado, analisado, etc. Mas o maior problema está nas exceções à regra. É que nós “analisamos” o assunto, mas depois “sintetizamos” as conclusões, tal como “finalizamos” as tarefas. A língua portuguesa é bastante traiçoeira…

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