Início Histórias Reis de Portugal: D. Pedro I “o Justiceiro” ou… “o Castrador”?

Reis de Portugal: D. Pedro I “o Justiceiro” ou… “o Castrador”?

Recordaremos um Rei envolvido em polémica, focando alguns episódios surpreendentes. Reis de Portugal: D. Pedro I “o Justiceiro” ou… “o Castrador”?

D. Pedro I
Reis de Portugal:  D. Pedro I “o Justiceiro” ou… “o Castrador”?

Recordaremos um Rei envolvido em polémica, focando alguns episódios surpreendentes. Reis de Portugal: D. Pedro I “o Justiceiro” ou… “o Castrador”?

Portugal tem uma história longa, que tem quase nove séculos de existência. Numa História de Portugal rica e vasta, não faltam episódios curiosos. Contudo, revelam-se sempre especiais os que envolvem Reis e Rainhas do país.

O primeiro Rei, de 34 reis que regeram o país, foi D. Afonso Henriques, enquanto Manuel II, foi o último Rei. Entre um e outro muitos sucessos e insucessos foram vividos, muitas aventuras e desventuras. Muitas guerras foram travadas, muitas batalhas foram vencidas, muito sangue foi derramado.

Entre um Rei e outro, muitos planos foram desfeitos, muitos problemas foram solucionados, muitos casos surgiram. Neste período histórico que teve quatro dinastias, muitos foram os Monarcas que assumiram a responsabilidade das suas ações. Uns foram verdadeiros protagonistas em escândalos que envergonharam a Coroa portuguesa! Neste artigo, iremos centrar-nos em D. Pedro I.

D. Pedro I
Reis de Portugal: D. Pedro I “o Justiceiro” ou… “o Castrador”?

Reis de Portugal:  D. Pedro I “o Justiceiro” ou… “o Castrador”?

Os escândalos do Rei justiceiro que é O Cruel e o Castrador?…

D. Pedro I sucedeu a Afonso XI, seu pai, em 1350. Rei de Castela que se tornou um tirano que levou ao internamento da rainha D. Branca de Bourbon e perseguiu os seus irmãos direitos.

São vários os acontecimentos que o tornaram numa figura bastante atrativa, distinguindo-se entre os Monarcas. Ele castigou D. Fradique, o seu irmão, responsabilizando-o pelo assassínio do rei de Granada, que era seu hóspede. Mas este é apenas um dos muitos episódios controversos da vida desta personalidade real.

Uma vida com o fim antecipado pela derrota em Montiel… Poucos dias após esse momento negativo, caiu numa emboscada com o seu irmão, num combate corpo a corpo. Contudo, foi decapitado por um escudeiro que tinha feito o mesmo ao seu pai, a pedido de D. Pedro I.

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A lenda e o amor eterno

D. Pedro I que ficou para sempre ligado ao amor por Inês de Castro construiu uma lenda de rei vingador e honrado. Este Rei foi responsável por severas e violentas sentenças. O pai de D. Pedro I ordenou a três homens que matassem Inês de Castro. Apenas um deles terá sido perdoado, pois foi amigo de infância de D. Pedro I, mas foi exilado.

Um dos castigos mais famosos ocorreu no ano de 1360. Ele mandou matar dois dos suspeitos que ficaram implicados no assassinato de Inês e ordenou que o coração destes homens fosse arrancado. Enquanto o coração de um foi arrancado pelo peito, o coração de outro foi arrancado pelas costas.

D. Pedro coroou Inês de Castro, depois de assumir o trono. A sua relação com ela manteve-se depois da sua morte, pois ele foi sepultado no Mosteiro de Alcobaça, junto de Inês de Castro.

O castrador

Por ciúmes, D. Pedro I mandou castrar um escudeiro com quem se tinha envolvido. É que aquele que é um dos nomes de uma das histórias amorosas mais famosas de Portugal, poderia ser bissexual. Pelo menos é dessa forma que Fernão Lopes explica (em documento escrito poucas décadas depois) a brutalidade do gesto de D. Pedro, depois deste ter mandado castrar um seu fiel escudeiro, por este ter dormido com uma mulher casada.

Fernando Bruquetas de Castro é autor da obra “Reis que Amaram como Rainhas” e definiu D. Pedro como um bissexual e um amante liberal. Para sustentar a sua tese, cita um frade beneditino: “Amou apaixonadamente, apressadamente, todas e todos os que com essa intenção surgiram na sua frente.” No entanto, são muitos mais os historiadores que desvalorizam quaisquer “indícios” que apontem para uma orientação sexual que vá nesse sentido.

D. Pedro I
Reis de Portugal: D. Pedro I “o Justiceiro” ou… “o Castrador”?

A vítima

A vítima era um caçador, um homem que se revelava bom lutador. Afonso Madeira foi o homem castrado pelo Rei. Ele chegou a ser descrito como um grande cavalgador. D. Pedro admirava-o por ser ágil e acrobata.

Num texto citado em “As Crónicas de Fernão Lopes – Em Português Moderno”, por António José Saraiva, foi descrito: “Pelas suas qualidades, El-Rei amava-o muito e fazia-lhe generosas mercês.” Contudo, o escudeiro conheceu um fim trágico na sequência de se ter apaixonado pela mulher do corregedor. A mulher chamava-se Catarina Tosse e foi seduzida pelo escudeiro, após este ter conseguido aproximar-se dela, tendo para isso fingido amizade com o escudeiro.

Quem não gostou do sucedido foi D. Pedro I… que não lhe perdoou. Fernão Lopes insinuou que o afeto do Monarca pelo escudeiro era o motivo para o trágico fim, escrevendo: “Como quer que o Rei muito amasse o escudeiro (mais do que se deve aqui dizer)…”

Os castigos

D. Pedro I castrou o escudeiro Afonso Madeira que sobreviveu, mas seguramente nunca mais foi o mesmo. Há outras teses que defendem que D. Pedro punia dessa forma os adúlteros. D. Pedro I também ficou conhecido por outras punições. Não faltaram episódios de crueldade protagonizados por este Rei que recebeu o cognome de “O Justiceiro”.

Ele mandou degolar dois criados seus por estes ousarem roubar e matar um judeu que vendia especiarias. Também humilhou um bispo do Porto, o qual foi despido e açoitado por se ter envolvido com uma mulher casada. Outro caso, envolvendo uma traição, teve como protagonista uma mulher. Esta, casada e adúltera, foi punida severamente. Ela foi queimada, enquanto o amante foi degolado. Já o marido só soube do sucedido após as punições…

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