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Azulejos portugueses são desejados por turistas e ladrões

Os azulejos portugueses são uma marca do nosso património e são, muitas vezes, roubados e, depois, vendidos a turistas. Mas há quem esteja a lutar contra isso.

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Igrejas vandalizadas

Azulejos em falta nas fachadas de Lisboa – © Patrícia de Melo Moreira/AFP

Introduzidos sob formas decorativas não figurativas pelos árabes, durante a ocupação da Península Ibérica, os azulejos desenvolveram-se depois como uma arte própria, e ainda decoram muitas fachadas deterioradas de Lisboa.

Azulejos em falta nas fachadas de Lisboa – © Patrícia de Melo Moreira/AFP

Embora a cor predominante seja o azul, a origem da palavra provém do árabe “al zulaydj” (pedra polida).

SOS Azulejo

Indignada com o desaparecimento deste tesouro patrimonial português, Leonor Sa criou um site, www.sosazulejo.com, que apresenta fotografias de azulejos roubados de igrejas, hospitais ou estações de comboios. Também permite verificar com alguns cliques as cerâmicas que outros vendem.

Azulejos em falta nas fachadas de Lisboa – © Patrícia de Melo Moreira/AFP

Em 2001, 2002 e 2006, os roubos atingiram níveis recorde, com cerca de 10.000 azulejos roubados. “Atualmente há muito menos” roubos, segundo a especialista.

Azulejos em falta nas fachadas de Lisboa – © Patrícia de Melo Moreira/AFP

Desde 2013, a demolição de fachadas decoradas com azulejos está proibida em Lisboa sem autorização prévia da Câmara, uma regra que em breve o Parlamento estenderá a todo o país.

Azulejos à venda na Feira da Ladra – © Patrícia de Melo Moreira/AFP

No mercado popular Feira da Ladra, os azulejos antigos são vendidos por entre cinco e 100 euros a unidade. Um grande painel castanho, dourado e verde do século XVIII com motivos florais e de animais exóticos custa 500 euros. Nos antiquários, o preço de algumas destas peças pode chegar a 10.000 euros.

(cont.)

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