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10 Grandes Provérbios da Língua Portuguesa sobre conhecimento e palavras

Os bons provérbios são autênticos ensinamentos que não devem ser desprezados. Conheça 10 Grandes Provérbios da Língua Portuguesa.

10 Grandes Provérbios da Língua Portuguesa
10 Grandes Provérbios da Língua Portuguesa

Os bons provérbios são autênticos ensinamentos que não devem ser desprezados. Conheça 10 Grandes Provérbios da Língua Portuguesa.

Um provérbio é um nome masculino que vem do latim proverbĭu-, com o mesmo significado. E o que significa provérbio? É uma sentença moral ou conselho da sabedoria popular, um adágio. Um provérbio é um ditado; uma máxima; é um rifão; um anexim. No teatro, um provérbio é uma pequena comédia que tem por entrecho o desenvolvimento de um provérbio.

Portugal tem muitos e bons e devemos conhecê-los melhor. Há na construção de provérbios uma grande criatividade e preciosos ensinamentos. Existem diversos provérbios e muitos são feitos sobre diferentes focos.

No presente artigo, reunimos um conjunto de provérbios especialmente vocacionados para as palavras, a Língua e o conhecimento. Um provérbio é uma lição de vida. Como defendeu Luís Vaz de Camões, é “um saber de experiência feito”. Um provérbio permite que se realize a transmissão da mensagem, com maior eficácia.

Um provérbio permite comunicar sem haver perda de tempo com floreados no discurso, permite evitar que se recorra a argumentos mais ou menos sofisticados. Um provérbio apresenta em poucas palavras um ensinamento. Tudo aquilo que se pretende dizer é colocado em algo fácil de compreender.

10 Grandes Provérbios da Língua Portuguesa sobre conhecimento e palavras.

“A palavra é de prata e o silêncio é de ouro.”

Há pessoas que julgam ter o dom da oratória e usam a retórica para conseguir os seus objetivos. No entanto, por vezes, esquecem-se que tudo o que é dito se torna em algo com o qual ficam comprometidos. Essa é uma das razões para se ver mais valor no silêncio, quando não se tem nada para dizer. O silêncio poder ser mais valioso que 1000 palavras…

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“A palavras loucas orelhas moucas.”

É frequentemente ouvirmos (nomeadamente nas televisões, em discussões de café ou noutros espaços) um discurso revelar a falta de lógica do orador. Se este demonstra ignorância, mais

vale não dar-lhe atenção. É melhor ignorar o que foi proferido e inteligentemente seguir o rumo da nossa vida.

“A palavra que reténs entre os lábios, é tua escrava; a que soltas irrefletidamente é teu senhor.”

As palavras são nossas quando são pensadas e permanecem em nós e nos nossos pensamentos, mas se as libertarmos… deixam de sê-lo. Enquanto permanecem em nós, podemos analisá-las e perceber se essas ideias são realmente verdadeiras e se devem ser proferidas. Podemos colocar em questão se o que julgamos saber é realmente verdadeiro. Nessa fase, enquanto temos o poder de manter connosco esse conteúdo, somos donos exclusivos dessas teses, não podemos ser julgados por elas.

No entanto, depois de as libertarmos, estamos sujeitos às consequências dessa opção. Ficamos responsabilizados pelas nossas ações e podemos sofrer as consequências. As nossas palavras e as nossas ideias podem ser mal interpretadas e recebidas como agressões.

“Com frequência, uma palavra que te escapa é uma espada que te ameaça.”

Se formos precipitados, corremos riscos. Se dissermos coisas sem pensarmos, levamos com as consequências. Muitas vezes, só posteriormente a dizermos algo é que constatamos que o conteúdo da mensagem que passamos pode não ser o que pretendemos verdadeiramente dizer ou passar.

Podemos não ter todo o conhecimento dos factos e ser induzidos em erro ou podemos ser mal interpretados por alguém que não possua os mesmos conhecimentos que nós temos sobre algo ou alguém. É importante perceber que sempre que dizemos algo ficamos comprometidos com esse conteúdo. Esse conteúdo será analisado e pode ser virado contra nós pois, se não formos coerentes, se não formos inteiramente verdadeiros, seremos confrontados com a tese que apresentámos.

“Palavra de rei é escritura.”

Todos somos um rei. Somos donos e senhores de nós mesmos e do que pensamos. Aí, somos inteiramente livres. Quando nos comprometemos com algo, se tivemos valores, estamos a assinar “um contrato”.

Toda a pessoa de bem, com bons valores, se promete, então cumpre, pois a palavra é suficiente e permite desenvolver uma relação de confiança.

“A espada vence e a palavra convence.”

A espada é uma arma que fere e/ou mata. É verdade que podemos vencer um bom oponente fazendo-o verter sangue. Contudo, devemos derrubá-lo? Se o nosso rival é bom, poderá ser um bom aliado, certo? Não será então melhor opção enquadrá-lo na nossa perspetiva e convencê-lo a estar do nosso lado? A combater por nós?

Não é com a espada que se conseguem aliados. É com a palavra que se consegue essa mudança. Se tentar fazê-lo com a espada, o rival fica ainda mais inimigo, não passa a amigo e “matar-nos-á” na primeira oportunidade.

“Com frequência, uma palavra que te escapa é uma espada que te ameaça.”

Palavras não ponderadas podem trazer consequências indesejadas. Até uma palavra ponderada pode ser mal interpretada e levar a desfechos negativos, pois pode ser incompreendida.

Uma palavra, depois de proferida, gera consequências e nunca pode ser retirada. Nem sempre conseguimos prever as consequências e nem sempre somos responsáveis pela sucessão dos eventos suscitados por uma afirmação (ou um conjunto delas).

Muitos reinos caíram na sequência de palavras proferidas que não foram devidamente pensadas, antes de serem soltadas…

“O saber não ocupa lugar.”

A acumulação de conhecimento é possível e saudável. Podemos estudar diferentes assuntos, ler livros de diferentes áreas que não começamos a andar curvados pelo peso do nosso conhecimento. Ele não ocupa lugar, mas pode ser testemunhado nas nossas ações, nas nossas decisões.

“Para bom entendedor, meia palavra basta.”

Um bom entendedor é inteligente e compreende, mesmo quando o discurso do orador não é bem proferido ou é curto. O conhecimento quer da pessoa que fala, quer do assunto que é tratado, pode ajudar alguém a ser um bom entendedor.

O bom entendedor consegue antecipar a conclusão, quando conhece parte dos argumentos.

“Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto.”

A memória é algo frágil e suscetível de ser influenciada por diferentes contextos. Por isso, é conhecida a atividade feita na escola que comprova isso mesmo. Estando 20 alunos em fila e o primeiro a ler uma mensagem e a ter a missão de passá-la, segredando a mesma ao colega do lado. Este partilha a mensagem, segredando ao ouvido do aluno seguinte e, assim sucessivamente, até que, no final, o último fica responsável por partilhar a mensagem que lhe chegou.

Comparando a mensagem inicial com a mensagem final, percebe-se que há uma diferença clara, uma mudança substancial entre a primeira história e a última. Assim, quando contamos algo que nos contaram (ou que vimos), não conseguimos reproduzir na íntegra tudo o que nos contaram e acrescentamos ou retiramos um pouco de informação, nem sempre de forma intencional ou mal intencionada.

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