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Princesas de Portugal que foram rainhas fora do país

Portugal teve diversas princesas que se destacaram. Algumas delas tornaram-se rainhas no estrangeiro: princesas de Portugal que foram rainhas fora do país.

Princesas de Portugal que foram rainhas
Princesas de Portugal que foram rainhas fora do país

Portugal teve diversas princesas que se destacaram por várias razões. Algumas delas tornaram-se rainhas no estrangeiro: princesas de Portugal que foram rainhas fora do país.

O nosso país teve rainhas de elevado valor humano. Teve também princesas que se tornaram rainhas no mundo. É sabido que os casamentos das princesas eram motivados por interesses políticos. Muitas vezes representavam alianças criadas entre países. Boa parte destas princesas portuguesas tornaram-se rainhas muito amadas pelo seu povo.

Portugal “cedeu” princesas que se tornaram rainhas em reinos como Inglaterra, Dinamarca e Espanha. Foram infantas de Portugal e tornaram-se rainhas no estrangeiro. Quer saber quais foram as princesas portuguesas que se tornaram rainhas no estrangeiro? Eis algumas dessas princesas portuguesas!

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D. Berengária (1196/98-1221)

Sendo filha de D. Sancho I e de D. Dulce de Aragão, D. Berengária foi uma infanta de Portugal, mas por se ter casado com o rei Valdemar II da Dinamarca em 1214, tornou-se rainha no estrangeiro.

Ela teve três filhos e uma filha – Cristóvão, Eurico, Abel e Sofia. Os três homens foram monarcas da Dinamarca. D. Berengária faleceu na Dinamarca, no dia 1 de abril de 1221, encontrando-se sepultada na Igreja de St. Bendt, em Ringsted, onde se tornou rainha.

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D. Leonor (1211-1231)

O seu pai foi D. Afonso II de Portugal, enquanto Urraca de Castela foi sua mãe. No ano de 1229, D. Leonor casou-se com o rei dinamarquês Valdemar III. Ela faleceu com apenas 20 anos, na sequência de um parto.

O rei dinamarquês Valdemar III faleceu pouco depois, sem deixar descendência. A coroa foi por isso passada para os cunhados de D. Leonor, mais precisamente Érico, Abel e Cristóvão. D. Leonor foi sobrinha de D. Berengária, estando sepultada na Igreja de St. Bendt, em Ringsted, tal como a sua tia.

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D. Isabel (1503-1539)

D. Manuel I foi seu pai, enquanto a mãe foi D. Maria. D. Isabel casou com Carlos V em 1526, este era seu primo. Este casamento garantiu-lhe o título de rainha de Espanha e imperatriz da Alemanha.

O casamento teve frutos, os seus 5 filhos. Destes, dois faleceram cedo, com 1 ano de idade, Fernando e João. Os outros foram Joana de Áustria, Maria de Áustria e Filipe (II de Espanha, I de Portugal).

Apesar da ligação a Espanha ser clara, não deixou de ter o cuidado de educar os seus filhos na língua de Camões. Enquanto o Rei D. Carlos V se ocupava das guerras, D. Isabel tornou-se uma das rainhas europeias mais marcantes no século XVI, pois assumiu um papel importante na coroa espanhola, nomeadamente nos períodos de 1528-1533 e de 1535-1538.

Aos 35 anos, mais precisamente a 19 de lulho de 1539, faleceu em Toledo, na sequência de um parto. D. Carlos V sentiu bastante a perda da esposa. Usou preto nas suas roupas o resto da vida e nunca mais casou. D. Isabel encontra-se sepultada no Mosteiro de Escorial (Madrid).

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Catarina de Bragança (1638-1705)

Catarina Henriqueta teve como pai D. João IV, que foi primeiro rei da Casa de Bragança em Portugal, e como mãe Luísa de Gusmão. Catarina de Bragança nasceu e morreu em Portugal. Contudo, entre um e outro momento teve tempo para mudar o mundo, nomeadamente Inglaterra.

Ela foi a esposa do rei Carlos II e Rainha Consorte do Reino da Inglaterra, do Reino da Escócia e do Reino da Irlanda, de 1662 até 1685. No ano de 1661, Catarina Henriqueta casou com Carlos II de Inglaterra. Por ser uma rainha católica não foi muito bem acolhida pelos ingleses. Mas ela gerou algumas alterações nos hábitos ingleses.

Ela foi a responsável pelo consumo de geleia de laranja, pela utilização de talheres e pelo consumo de tabaco. O chá que tanto valor tem para os ingleses, foi fomentado por ela como hábito nacional.

D. Catarina ainda permaneceu alguns anos em Londres, após o falecimento do marido, mas sentiu necessidade de regressar a Portugal, onde faleceu na capital portuguesa com 66 anos, a 31 de dezembro de 1705. Tendo sido sepultada nos Jerónimos, foi transferida para o Panteão dos Braganças, no século XIX.

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D. Maria Isabel (1797-1818)

O seu pai era D. João VI e a mãe era D. Carlota Joaquina. No ano de 1816, D. Maria Isabel casou-se com D. Fernando VII, que era seu tio e… rei de Castela.

D.Maria Isabel terá tido a ideia de construir o museu do Prado, espaço que se tornou mítico. Foi a rainha “feia, pobre e portuguesa” que fundou o Museu do Prado. Esta princesa que se tornou rainha no estrangeiro é desconhecida da maioria dos portugueses.

Ela faleceu em Madrid, mais precisamente a 29 de novembro de 1818, tinha apenas 21 anos. No Mosteiro do Escorial, em Madrid, encontram-se os seus restos mortais.

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