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Palácio Nacional de Mafra, uma obra-prima

O majestoso Palácio Nacional de Mafra é um dos mais emblemáticos monumentos nacionais. É um imenso edifício com cerca de 40.000 m2. Vamos conhecê-lo.

Palácio Nacional de Mafra (1853)
Palácio Nacional de Mafra (1853)

Palácio Nacional de Mafra, uma obra-prima

O majestoso Palácio Nacional de Mafra, ou Convento de Mafra, é um dos mais emblemáticos monumentos nacionais. É um imenso edifício com cerca de 40.000 m2. Vamos conhecê-lo.

O Palácio Nacional de Mafra, um dos mais importantes monumentos portugueses, foi considerado património cultural mundial. A distinção da UNESCO foi anunciada em Baku, no Azerbaijão, a 7 de julho de 2019, onde decorreu a reunião do comité desta que é a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Convento de Mafra
S. Francisco de Assis – Palácio Nacional de Mafra, uma obra-prima

O Palácio Nacional de Mafra, concebido inicialmente como um pequeno convento para 13 frades, viu o seu projeto sofrer sucessivos alargamentos, acabando num imenso edifício de cerca de 40.000 m2, com todas as dependências e pertences necessários à  vida quotidiana de 300 frades da Ordem de S. Francisco.

Convento de Mafra
D. João V – Palácio Nacional de Mafra, uma obra-prima

Foi preocupação de D. João V garantir o sustento do Convento, pagando as despesas do seu “bolsinho”. Assim, eram dadas propinas a cada frade duas vezes por ano, no Natal e no São João.

Constavam de tabaco, papel, pano de linho e ainda burel para os hábitos, tendo cada irmão direito a dois, um para usar e outro para lavar. Tinham ainda de remendar cada um a sua própria roupa.

Convento de Mafra
Jardim da Cerca – Palácio Nacional de Mafra, uma obra-prima

No convento gastavam-se e anualmente, por exemplo, 120 pipas de vinho, 70 pipas de azeite, 13 moios de arroz (cada moio equivale a 828 litros) ou 600 cabeças de vaca.

Junto ao Convento ficava o Jardim da Cerca, com a horta, pomar, vários tanques de água e para se distraírem, sete campos de jogos, quatro da bola, um do aro e dois de laranjinha.

Convento de Mafra
Palácio Nacional de Mafra

Ocupado pelas tropas francesas e depois inglesas na época das Guerras Peninsulares, o Convento foi incorporado na Fazenda Nacional quando da extinção das ordens religiosas em Portugal, a 30 de Maio de 1834 e, desde 1841 até aos nossos dias, foi sucessivamente habitado por diversos regimentos militares, sendo desde 1890 sede da Escola Prática de Infantaria.

Um pouco mais da sua história . . .

Convento de Mafra
D. Maria Ana Josefa de Áustria – Palácio Nacional de Mafra, uma obra-prima

D. João V, rei de Portugal, havia prometido construir uma basílica se a sua esposa, D. Maria Ana Josefa de Áustria, lhe desse descendência.

O nascimento da princesa D. Maria Bárbara foi interpretado por este monarca como uma graça divina pelo que, não olhando a despesas, mandou construir em Mafra um enorme edifício composto por uma basílica, um palácio real e um convento com uma das mais belas bibliotecas europeias.

Palácio Nacional de Mafra, uma obra-prima
Carrilhões do Palácio Nacional de Mafra – Palácio Nacional de Mafra, uma obra-prima

Às 7 horas da manhã de 22 de Outubro de 1730, dia em que o rei fazia 41 anos de idade, iniciou-se a festa de consagração da basílica, que se prolongaria até às 7 da manhã do dia seguinte.

Foi servido, na ocasião, um banquete popular a 9.000 pessoas. As festas acabariam por se estender por mais 7 dias, ao som das melodias dos dois enormes carrilhões mandados vir expressamente de Antuérpia.

Palácio Nacional de Mafra, uma obra-prima
Arquiteto Johann Friedrich Ludwig – Palácio Nacional de Mafra, uma obra-prima

O Convento, mandado edificar por D. João V em 1711, é o mais sumptuoso convento e monumento barroco português. O projeto original é de Johann Friedrich Ludwig. O convento foi ocupado por Franciscanos e Dominicanos.

Palácio Nacional de Mafra, uma obra-prima
Os morcegos contribuem para a conservação dos livros – Palácio Nacional de Mafra, uma obra-prima

A existência de morcegos na Biblioteca chama a atenção dos visitantes, tanto mais que estes contribuem para a conservação dos livros. Os Carrilhões dos sinos têm em conjunto 92 sinos e pesam cerca de 217 toneladas.

(cont.)

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2 COMENTÁRIOS

  1. É impressionante! Uma gigantesca obra e feitas em milhares de detalhes em um tempo de poucos recursos tecnológicos, porém, de grande criatividade aonde os artesãos eram os grandes mestres de obras.
    Fico aqui imaginando quanto de recursos materiais oriundos do Brasil colônia foi utilizado nesta fantatisca construção.
    Já está em agenda de uma visita futura,quando eu for a terras lusitanas.

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