Início Cultura Língua Portuguesa: escreve-se Encomodar ou Incomodar?

Língua Portuguesa: escreve-se Encomodar ou Incomodar?

Como se escreve: Encomodar ou Incomodar? Já sabe, nunca é tarde para melhorar a sua própria língua, ou seja, a Língua Portuguesa.

Encomodar ou Incomodar
Língua Portuguesa: escreve-se Encomodar ou Incomodar?

Língua Portuguesa: escreve-se Encomodar ou Incomodar?

Como se escreve: Encomodar ou Incomodar? Já sabe, nunca é tarde para melhorar a sua própria língua, ou seja, a Língua Portuguesa.

A grafia desta palavra é com «e» ou com «i»? Nós dizemos-lhe qual a forma correta.

Encomodar ou Incomodar
Língua Portuguesa: escreve-se Encomodar ou Incomodar?
Língua Portuguesa: escreve-se Encomodar ou Incomodar?

forma correta de escrita da palavra é incomodar. A palavra encomodar não existe na Língua Portuguesa. Sempre que quisermos referir o ato de causar incómodo, irritação e aborrecimento, devemos utilizar o verbo incomodar.

Exemplos:

– Começaram as obras na rua e o barulho está a incomodar os moradores.

– Se um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam muito mais!

Língua Portuguesa: escreve-se Encomodar ou Incomodar?

Eufemismo

Forma de expressão em que o sentido da frase ou palavra é suavizado. Forma de disfarce de ideias desagradáveis em algo positivo

Exemplo:

– Ele foi desta para melhor (eufemismo para dizer que ele morreu)

Língua Portuguesa: escreve-se Encomodar ou Incomodar?

Para se ser feliz é preciso ser-se um bocado parvo. Eu, por exemplo, sou. A felicidade é inversamente proporcional a uma série de coisas de boa fama, como a sabedoria, a verdade e o amor. Quando se sabe muito, não se pode ser muito feliz. A verdade é quase sempre triste.

Miguel Esteves Cardoso

Língua Portuguesa: escreve-se Encomodar ou Incomodar?
Imperador Dom Pedro II do Brasil

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga é o nome completo do Imperador Dom Pedro II do Brasil?

Língua Portuguesa: escreve-se Encomodar ou Incomodar?

Se Me Esqueceres

Pablo Neruda

Quero que saibas
uma coisa.
_
Sabes como é:
se olho
a lua de cristal, o ramo vermelho
do lento outono à minha janela,
se toco
junto do lume
a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva para ti,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fosse pequenos barcos que navegam
até às tuas ilhas que me esperam.
_
Mas agora,
se pouco a pouco me deixas de amar
deixarei de te amar pouco a pouco.
_
Se de súbito
me esqueceres
não me procures,
porque já te terei esquecido.
_
Se julgas que é vasto e louco
o vento de bandeiras
que passa pela minha vida
e te resolves
a deixar-me na margem
do coração em que tenho raízes,
pensa
que nesse dia,
a essa hora
levantarei os braços
e as minhas raízes sairão
em busca de outra terra.
_
Porém
se todos os dias,
a toda a hora,
te sentes destinada a mim
com doçura implacável,
se todos os dias uma flor
uma flor te sobe aos lábios à minha procura,
ai meu amor, ai minha amada,
em mim todo esse fogo se repete,
em mim nada se apaga nem se esquece,
o meu amor alimenta-se do teu amor,
e enquanto viveres estará nos teus braços
sem sair dos meus.
_
Pablo Neruda, in “Poemas de Amor de Pablo Neruda”
_

Língua Portuguesa: escreve-se Encomodar ou Incomodar?

Terramoto de Lisboa de 1755 (por etapas, resumido)

_

_

Vídeo de: Victor Hugo

O Terramoto

O sismo fez-se sentir na manhã de 1 de novembro, dia que coincide com o feriado do Dia de Todos-os-Santos. O epicentro não é conhecido com exatidão, havendo diversos sismólogos que propõem locais distanciados de centenas de quilómetros. No entanto, todos convergem para um epicentro no mar, entre 150 a 500 km a sudoeste de Lisboa.

Devido a um forte sismo ocorrido em 1969, no Banco de Gorringe, este local tem sido apontado como tendo forte probabilidade de aí se situar o epicentro em 1755.

Relatos da época afirmam que os abalos foram sentidos, consoante o local, entre 6 minutos e 2 horas e meia, causando fissuras gigantescas de 5 metros que cortaram o centro da cidade de Lisboa.

Com os vários desmoronamentos os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao recuo das águas, revelando o fundo do mar cheio de destroços de navios e cargas perdidas. Poucas dezenas de minutos depois, um maremoto de grandes proporções, que atualmente se supõe ter atingido 20 metros de altura, fez submergir o porto e o centro da cidade. Nas áreas que não foram afetadas pelo tsunami, o fogo logo se alastrou, e os incêndios duraram pelo menos 5 dias.

Lisboa não foi a única cidade portuguesa afetada pela catástrofe. Todo o sul de Portugal, sobretudo o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. Além da destruição causada pelo sismo, o tsunami que se seguiu destruiu no Algarve fortalezas costeiras e habitações, registando-se ondas com até 30 metros de altura. As ondas de choque do sismo foram sentidas por toda a Europa e norte da África. As cidades marroquinas Fez e Meknès sofreram danos e perdas de vida consideráveis.

Os maremotos originados pela movimentação tectónica varreram locais desde do norte de África (como Safim e Agadir até ao norte da Europa, nomeadamente até à Finlândia (através de seichas e através do Atlântico, afetando os Açores e a Madeira e locais tão longínquos como Antígua, Martinica e Barbados. Diversos locais em torno do golfo de Cádis foram inundados: o nível das águas subiu repentinamente em Gibraltar e as ondas chegaram até Sevilha através do rio Guadalquivir, Huelva e Ceuta.

De uma população de 275 mil habitantes em Lisboa, crê-se que 90 mil morreram. Outros 10 mil foram vitimados em Marrocos. Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos e bibliotecas, conventos e igrejas, hospitais e todas as estruturas. Várias construções que sofreram poucos danos pelo terramoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico.

A recém construída Casa da Ópera, aberta apenas seis meses antes, foi totalmente consumida pelo fogo. O Palácio Real, que se situava na margem do Tejo, onde hoje existe o Terreiro do Paço, foi destruído pelos abalos sísmicos e pelo tsunami. Dentro, a biblioteca de 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens, e Correggio, foram perdidas. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica e outros documentos antigos também foram perdidos.

O terramoto destruiu ainda as maiores igrejas de Lisboa, especialmente a Catedral de Santa Maria, e as Basílicas de São PauloSanta CatarinaSão Vicente de Fora, e a da Misericórdia. As ruínas do Convento do Carmo ainda hoje podem ser visitadas no centro da cidade. O túmulo de Nuno Álvares Pereira, nesse convento, perdeu-se também.

Hospital Real de Todos os Santos foi consumido pelos fogos e centenas de pacientes morreram queimados. Registos históricos das viagens de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo foram perdidos, e incontáveis construções foram arrasadas (incluindo muitos exemplares da arquitetura do período Manuelino em Portugal).
_


OUTROS ARTIGOS QUE LHE PODEM INTERESSAR

2 COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.