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Há um lugar português onde os carros sobem sozinhos

Será ilusão, magnetismo, magia? Existe muita curiosidade em torno desta estrada “mágica” onde, inexplicavelmente, os carros sobem sozinhos.

carros sobem sozinhos
Há um lugar português onde os carros sobem sozinhos

Há um lugar português onde os carros sobem sozinhos

Será ilusão, magnetismo, magia? Existe muita curiosidade em torno desta estrada “mágica” onde, inexplicavelmente, os carros sobem sozinhos.

Existem fenómenos que, não sendo propriamente fruto de milagres, não possuem (aparentemente) explicação. Quando isso acontece, ficamos profundamente assustados e, na ausência de uma explicação lógica e racional, a mente aponta para um caso de magia, magnetismo ou bruxaria.

carros sobem sozinhos
Há um lugar português onde os carros sobem sozinhos

É portuguesa (e fica em Braga) a estrada onde os carros sobem sozinhos

Em Braga, mais especificamente na agora famosa ladeira do Bom Jesus do Monte (nas traseiras do santuário), há uma estrada apelidada de mágica que tem suscitado grande curiosidade junto de toda a comunidade local e, também, de muitos curiosos que ficaram enfeitiçados pela controvérsia que esta estrada tem suscitado nas redes sociais.

Carros desligados sobem uma rua, estando apenas em ponto morto. Impossível! Será? Contudo, já não vivemos em tempos em que seja fácil entregarmo-nos a estes delírios, pois sabemos que é uma questão de tempo até arranjarmos uma explicação racional e lógica para o acontecimento.

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Esta estrada esconde um mistério intrigante e revela-se uma experiência imperdível! O fenómeno tem gozado de tamanha popularidade que já são várias as pessoas que, todos os dias, testam o seu carro naquela estrada, ficando encantados por colocar o automóvel em ponto morto e este surpreendentemente subir, quando deveria descer.

Ora, se a maçã de Isaac Newton, em vez de lhe ter caído na cabeça, tivesse rolado rua acima, o cientista nunca teria formulado a teoria da gravidade. Assim, esta experiência do carro parece contrariar as leis da natureza.

A explicação

A justificação lógica e racional não está, seguramente, na existência de magia, bruxaria, milagre ou outra definição do género. Não foi lançado nenhum feitiço na estrada, nem ela está encantada. Deixemos, então, as explicações esotéricas de lado e façamos a experiência.

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Colocando o carro em ponto morto, a sensação que nos dá é que o carro está a subir, isto fruto de todo o cenário envolvente. A ilusão de ótica permite passar essa informação ao cérebro que nos engana e ilude.

A procura de uma resposta mais racional e lógica leva-nos a efetuar alguns testes, de forma a conseguirmos obter uma conclusão mais satisfatória. Se levarmos um garrafão de água e o despejarmos na “estrada mágica”, confirmamos que a água segue a mesma direção do carro. Ou seja, prossegue na mesma direção daquilo que nos parece ser uma subida. Ora, a água não é atraída por nenhum magnetismo, por isso este teste é um bom auxiliar, já que a água também não é conhecida por subir ruas.

Se recorrermos a um medidor de nivelação usado na construção civil, também confirmamos que a “estrada mágica”, que aparenta estar a subir, está na realidade a descer. Este é outro teste importante, credível e bastante revelador, uma vez que permite apurar com precisão a inclinação apresentada.

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O cenário

É, por isso, essencial compreender o contexto. Há duas ruas situadas uma ao lado da outra. A “estrada mágica” (A) aparenta estar a subir e a outra estrada (B) está claramente a descer, com uma inclinação bastante acentuada.

A verdade é que a estrada A também está a descer, mas com uma inclinação muito menos acentuada e, assim, fruto da ilusão de perceção que o cenário permite criar, a estrada A aparenta estar a subir, quando a realidade é o oposto.

Colocando dois carros em ponto morto, um em cada estrada, podemos confirmar que ambos descem, mas a velocidade apresentada na estrada A difere da da B. Tal, acontece fruto da distinta acentuação da descida. Na estrada A, o carro apresenta uma descida mais lenta.


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Conclusão

Neste caso, somos enganados pelo nosso cérebro, fruto da ilusão de perceção. O facto da outra estrada ser tão próxima e tão acentuada na descida dá a sensação que a outra estrada paralela sobe.

O declive tão expressivo da estrada B provoca a sensação de que o carro em ponto morto na estrada A está a subir quando, na verdade, ele apenas realiza, tal como a água, o percurso comum, ditado pela lei da gravidade. Acabou-se a magia: um carro em ponto morto nesta estrada de Braga não está a subir, mas simplesmente a descer.

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