Início Histórias D. Pedro II, o enfeitiçado: o feitiço Real que acabou mal.

D. Pedro II, o enfeitiçado: o feitiço Real que acabou mal.

A história de um rei que confia na pessoa errada. O feitiço que se virou contra a feiticeira. D. Pedro II, o enfeitiçado: o feitiço Real que acabou mal.

D. Pedro II
D. Pedro II, o enfeitiçado: o feitiço Real que acabou mal.

A história de um rei que confia na pessoa errada, que orquestra um plano malévolo. O feitiço que se virou contra a feiticeira. D. Pedro II, o enfeitiçado: o feitiço Real que acabou mal.

Os Reis representaram parte importante da história de Portugal, que conta com quase 900 anos. Foram mais de 30 Reis, distribuídos por quatro dinastias. Aos Reis e às Rainhas estão associados diversos episódios insólitos.

Muitos deles nem sequer são mencionados nos manuais escolares, pois não contribuem para o engrandecimento da história de Portugal. São apenas meras curiosidades que interessam aos que pretendem saber o máximo de pormenores sobres os Reis e as Rainhas. Neste artigo, centramos a nossa atenção em D. Pedro II.

D. Pedro II, o enfeitiçado. O feitiço Real que acabou mal.

D. Pedro II

Sendo filho de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão, D. Pedro II nasceu em 1648, mais precisamente a 26 de abril. Ele reinou por mais de duas décadas, tendo sido Rei de Portugal entre 1683 e 1706. Ficou conhecido pelo cognome de “o Pacífico”, pelo facto de ter assinado um acordo de paz com Espanha. Este é um dos dados relevantes para esse desenlace.

Além de se ter envolvido militarmente na Guerra da Sucessão de Espanha, D. Pedro ficou para a história por ter assinado o Tratado de Methuen, tratado comercial também conhecido como Tratado dos Panos e Vinho. Foi um tratado que envolveu Portugal e a Inglaterra, sendo assinado no dia 27 de dezembro de 1703. D. Pedro II faleceu a 9 de dezembro de 1706, mas viveu uma vida cheia de emoção…

Leia também:

D. Pedro II
D. Pedro II, o enfeitiçado: o feitiço Real que acabou mal.

Vida ativa

D. Pedro II era um homem muito ativo. Além dos acordos que visavam engrandecer ou enriquecer o país, havia muitos outras preocupações na cabeça do Rei. D. Pedro II viveu uma vida plena, onde teve que que lidar com dois casamentos.

Além dos 8 filhos legítimos, teve ainda 3 filhos bastardos. A sua atividade libidinosa foi distribuída por diversas amantes, desconhecendo-se ao certo o número, mas desconfia-se que tenha sido alto… Foram amantes de todo o género: meretrizes, mulheres negras. aristocratas, uma criada do Paço, entre outras.

Um feitiço Real, a amante do rei que lhe lançou um feitiço

Nem tudo foi um mar de rosas. Houve no ninho dos lençóis o encontro doloroso com alguns espinhos bem perigosos. Era D. Pedro II um infante de apenas 15 anos quando se apaixonou por uma uma “mulher-dama”, uma cortesã que vivia junto ao Terreiro do Paço. Ela era Francisca Botelha e, para obter o máximo de privilégios na relação, recorreu aos serviços de uma feiticeira, o nome desta era Francisca de Sá.

O feitiço

A feiticeira disse a Francisca para esta rasgar um pedaço de tafetá do forro do fato do jovem D. Pedro II, mesmo no final da relação sexual – ou “ajuntamento” – e limpar as suas partes íntimas nele. Francisca obedeceu, sem hesitar.

A feiticeira sugeriu ainda o lançamento para o chão de pós mágicos, de modo ao príncipe os pisar, logo após sair da cama. A feiticeira ainda pediu à cortesã que tocasse no corpo nu do infante com determinados objetos. Momento esse que devia ser acompanhado pela seguinte ladainha:

“Eu te embuço, eu te rebuço com o buço do lobo, com o osso do homem morto, com o pão da forca e corda do enforcado para que tu, infante D. Pedro, andes a meu mandado, tu me digas o que souberes, tu me dês quanto tiveres, tu me ames mais que a todas as mulheres, todas quanto vires te pareçam burras velhas, só eu te pareço uma dama bela.”

Insucesso

Apesar de Francisca Botelha ter feito tudo para cumprir os feitiços, eles revelaram-se pouco eficazes. D. Pedro não se comprometeu e a relação terminou poucos meses depois. Contudo, anos mais tarde, o Tribunal da Inquisição de Lisboa condenou Francisca de Sá à morte, pelo crime de feitiçaria.

NCultura

Se gostou deste artigo reaja a ele e faça um comentário! Se gostou deste tema pode procurar outros artigos sobre Língua Portuguesa no NCultura. Se tem outros temas que pretende que sejam explorados pelo NCultura, deixe-nos sugestões.

Se é apaixonado pelo mundo, saiba que há muitos mais artigos para ler no NCultura.

Apaixone-se pelo NCultura e explore diferentes temáticas: turismo e viagens, saúde, gastronomia, cultura, histórias, entre outras…

2 COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.