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Reis de Portugal: D. Luís, o Herói. De dia era Rei; de noite era Dr. Tavares!

Os reis e as rainhas revelaram ao longo do tempo pormenores bastante curiosos. Reis de Portugal: D. Luís, o Herói. De dia era Rei; de noite era Dr. Tavares!

D. Luís
Reis de Portugal: D. Luís, o Herói. De dia era Rei; de noite era Dr. Tavares!

Os reis e as rainhas revelaram ao longo do tempo diversas falhas. Alguns pormenores são bastante curiosos. Reis de Portugal: D. Luís, o Herói. De dia era Rei; de noite era Dr. Tavares!

Muitos foram os reis e as rainhas de Portugal, numa história que se prolonga por quase novecentos anos, que revelaram feitos grandiosos. Materializaram projetos megalómanos, aumentaram o território nacional, venceram batalhas, fizeram tratados relevantes para o mundo.

Contudo, há também episódios de reis que revelaram feitos menos grandiosos e crueldade, demonstraram ser traidores, foram traídos, amaram e revelaram ser tão humanos quanto todos os outros, seres com virtudes e defeitos. No presente artigo, centramo-nos no Rei D. Luís.

Reis de Portugal: D. Luís, o Herói. De dia era Rei; de noite era Dr. Tavares!

D. Luís (1838-1889)

D. Luís nasceu em 1838, sendo o 2º filho da rainha D. Maria II e de D. Fernando II. Era irmão de D. Pedro V, de quem foi sucessor. Depois do falecimento de D. Pedro V, D. Luís assumiu a Coroa Portuguesa, tendo reinado entre 1861 e 1889. O seu trabalho foi positivo, pois ficou com o cognome “O Popular”.

D. Luís
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Personalidade

D. Luís teve uma educação rigorosa. Era uma pessoa com elevada sensibilidade, uma pessoa culta. Ele demonstrou ter diversas qualidades. Era uma pessoa tolerante, conciliadora, prudente, com uma personalidade moderada. Ele tinha diversas aptidões para diferentes áreas.

Foi um estudioso. Tinha um gosto especial pelas Letras, dominava várias línguas (entre 1875 e 1885, traduziu diferentes obras de literatura, nomeadamente Hamlet, O Mercador de Veneza, Ricardo III e Otelo de Shakespeare. Estas obras foram reeditadas em 1956, pela Fundação da Casa de Bragança).

D. Luís também tinha veia de artista (o desenho e a pintura ocupavam parte do seu tempo). Ele demonstrou ainda ter alma de músico (compunha e tocava piano e violoncelo). Além desta atividade queria outras. Gostava de ir à procura de diversos amores, nomeadamente à noite!

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Casamento

D. Luís casou-se em 1862, com D. Maria Pia de Sabóia, que era filha de Vítor Manuel II, rei de Itália. Ambos tiveram dois filhos, D. Carlos e D. Afonso, o primeiro tornou-se Rei de Portugal.

D. Maria Pia demonstrou ser uma esposa fiel e uma mãe sensível, mas com uma personalidade forte e vincada, fazendo-se notar no momento certo. Conhecia bem o marido, sabendo que, por vezes, ele sentia necessidade de algumas “escapadelas”.

Nem sempre manteve a elegância que a caraterizava, sendo protagonista de algumas cenas de ciúme. Digamos que o sangue italiano que lhe corria nas veias levava a que ela tivesse alguns momentos de fúria.

D. Luís
Reis de Portugal: D. Luís, o Herói. De dia era Rei; de noite era Dr. Tavares!

Vida dupla do Dr. Tavares!

O rei D. Luís I apreciava a vida noturna. Gostava de visitar clubes noturnos e adorava gozar a vida, com tabaco, boa comida e mulheres. D. Luís teve uma postura sóbria como rei, mas a forma libidinosa de encarar a vida levou a que tivesse dado algumas “facadinhas” no matrimónio.

Cedo despertou para os prazeres da vida e, mesmo depois de assumir a Coroa, manteve o estilo de vida. Sendo um Rei sério, homem de família ao longo do dia, à noite “vestia a pele” do Dr. Tavares. O Dr. Magalhães Coutinho era médico e o amigo que o acompanhava. Entre os casos amorosos em que esteve envolvido, estão o de Rosa Damasceno, atriz e ainda esposa de um conhecido oficial do exército.

O fim

D. Maria Pia sabia das traições do marido, mas na hora da morte de D. Luís manteve-se fiel. Ela demonstrou ser uma mulher de grande fibra. A doença incapacitava o marido, mas ela manteve-se presente nos momentos finais, fazendo de tudo para o confortar, segurando-lhe a mão e falando-lhe docemente em italiano, ajudando a aliviar um pouco a dor do marido.

O destino reservado para D. Maria Pia não foi meigo, pois ela assistiu ao assassinato do filho, D. Carlos, e do neto, D. Luís Filipe. Depois desse trágico momento, enlouqueceu.

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