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50 palavras da língua portuguesa que caíram no esquecimento (arcaísmos)

Palavras que poderá já não encontrar nos dicionários mais básicos e comuns. São 50 palavras da língua portuguesa que caíram no esquecimento (arcaísmos).

arcaísmos
50 palavras da língua portuguesa que caíram no esquecimento (arcaísmos)

50 palavras da língua portuguesa que caíram no esquecimento (arcaísmos)

Palavras que poderá já não encontrar nos dicionários mais básicos e comuns. São 50 palavras da língua portuguesa que caíram no esquecimento (arcaísmos).

Uma língua é um organismo vivo e, como tal, evoluiu com a sociedade, com o tempo e com a própria humanidade. Por essa razão, não é de admirar que, a par do surgimento de palavras novas (neologismos), se dê também o desaparecimento de uns quantos termos, os quais passam a ser classificados como arcaísmos.

Hoje, é sobre estes últimos que nos debruçamos, de modo a recordar palavras que já não é habitual usarmos, mas que nos ajudam a enriquecer o nosso léxico, assim como a ficar a conhecer mais e melhor a nossa história e o nosso passado.

50 palavras da língua portuguesa que caíram no esquecimento (arcaísmos)

Ao longo dos tempos, foram vários os escritores que recorreram propositadamente a arcaísmos para enriquecerem as suas obras e lhes darem um conteúdo mais elegante e erudito. Entre eles estão: Olavo Bilac, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Simões Lopes Neto, Almeida Garrett.

Alguns exemplos de arcaísmos são as palavras «asinha» (depressa), «coita» (sofrimento), «ca» (porque), «aguçoso» (diligente), «fiacre» (tipo de carruagem). Estes são exemplos de palavras que já não possuem utilidade e que, se surgissem no dia a dia, podiam até trazer alguma confusão ou incompreensão.

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50 palavras da língua portuguesa que caíram no esquecimento (arcaísmos)

Definição de arcaísmo

Oriundo do grego arkhaïsmós, “imitação dos antigos”, e do latim archaismu, arcaísmo, este termo remete para uma palavra, expressão ou construção que deixou de ser usada numa determinada língua. Maneira de falar ou escrever fora de uso. Qualquer coisa antiga, obsoleta ou fora de moda. Existem ainda construções sintáticas que se tornaram ultrapassadas, os chamados arcaísmos sintáticos.

Exemplos de arcaísmos (ou a caminho de se tornarem)

Absolto: sinónimo de absolvido; alguém que fica livre de determinada acusação.

Acartado: profissional diplomado; alguém com formação superior e específica.

Aguça: sinónimo de pressa. Algo que tem de ser feito rapidamente.

Anóveas: algo que valia ou custava nove vezes mais.

Asinha: sinónimo de depressa ou aguça. Algo que tem de ser feito rapidamente.

À guisa de: à maneira de.

Alcaide: Antigo oficial de justiça. Antigo governador de castelo ou de província, castelão. Prefeito. No Brasil, objeto velho ou sem utilidade, pessoa muito velha ou sem beleza.

Alcunha: apelido, cognome, epíteto. Qualificativo, por vezes depreciativo, que se usa em lugar do nome próprio em lugar do nome próprio de alguém, ou que é acrescentado a esse nome (geralmente derivado de uma particularidade física ou moral).

Aposentos: Quartos.

Assunar: Amotinar, Agitar.

Balela: mentira, conversa fiada, algo dito sem fundamento, boato falso.

Basbaque: pessoa ingénua, simplório, tolo, pessoa que pasma de tudo, pateta.

Boticário: Farmacêutico.

Cacareco: traste velho, coisa velha, objeto sem valor.

Ceroulas: Peça de vestuário interior, cuecas.

Coitar: sinónimo de magoar.

Físico: Usado no sentido de médico.

Gorar: não dar certo, frustrar-se, malograr-se, abortar. Corromper-se o ovo na incubação.

Leda: Alegre, jubiloso, risonho.

Outrossim: também, igualmente, do mesmo modo.

Pachorra: Calma excessiva, paciência.

Petiz: pequeno, menino, criança.

Por obséquio: Por favor.

Vosmecê /vossemecê / Vossa Mercê: Usava-se para indicar a pessoa a que se faça ou escreve.

Janota: Pessoa bem vestida. Que tem muito cuidado com a apresentação, catita, elegante, chique.

Joalhada: Coberta de joias.

Sacripanta: Pessoa desprezível, patife, pilantra.

Sôbolos: uma antiga contração da preposição “sobre” com o artigo definido “o”.

Soer: costumar. Dizia-se de algo que era habitual, normal, frequente.

Soldo: termo que dizia respeito à obrigação a pagar num arrendamento de terra.

Suso: sinónimo de acima; que está por cima de algo.

Tença: sinónimo de posse. Dizia-se de algo que se tinha; propriedade.

No Brasil…

Bidu: Pessoa que adivinha as coisas.

Bulhufas: coisa nenhuma, nada.

Borocoxô: ficar triste.

Casa da mãe Joana: refere-se a um lugar onde todos mandam, sem dono.

Chumbrega: quer dizer que uma coisa é feia ou estranha, de má qualidade, ordinária.

Convescote: piquenique.

Fuzarca: Festa animada ou ruidosa, farra, bagunça, desordem, confusão.

Lero-lero: conversa fiada.

Lorota: mentira, patranha, peta.

Munheca: Avarento, sovina.

Quiçá: Talvez, porventura.

Radiola: aparelho de som, rádio com vitrola.

Supimpa: Muito bom, excelente, ótimo.

Tabefe: Estalo, tapa, bofetada.

Vitrola: toca-discos, gira-discos.

Sirigaita: rapariga ou mulher espevitada, que tem resposta para tudo.

Teresa Santos
Com formação em Humanidades, tem na investigação e na escrita a sua principal atividade. (exclusivamente responsável pelo conteúdo textual).

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