Os utilizadores da Via Verde vão sentir uma nova atualização de preços já na primavera de 2026. A empresa confirmou que as principais modalidades do serviço vão sofrer um aumento a partir de 10 de abril de 2026, uma alteração que afeta milhares de condutores que utilizam diariamente o identificador para circular nas autoestradas, estacionar em parques urbanos ou aceder a serviços de mobilidade.
À primeira vista, os aumentos podem parecer discretos. Contudo, quando somados a outras despesas associadas ao automóvel — como o aumento das portagens, combustíveis e custos de manutenção — acabam por ter impacto real no orçamento mensal de quem depende do carro para trabalhar ou deslocar-se no dia a dia.
A atualização foi anunciada através da nova tabela de preços publicada no site oficial da empresa e inclui mudanças nas modalidades mais utilizadas pelos condutores portugueses.
Via Verde autoestrada: aumento pequeno, mas inevitável
A modalidade mais comum da Via Verde, utilizada essencialmente para pagamento automático de portagens, regista uma subida simbólica, mas que confirma a tendência de atualização anual do serviço.
A mensalidade passa de 1,03 euros para 1,04 euros, representando um aumento de apenas um cêntimo por mês. Já a opção de pagamento anual sobe de 12,25 euros para 12,39 euros, o que corresponde a um acréscimo de 14 cêntimos por ano.
Embora a diferença seja mínima, o valor acaba por refletir a atualização generalizada de custos que tem afetado vários serviços ligados à mobilidade rodoviária.
Para quem pretende pagar menos, mantém-se uma opção interessante: os utilizadores que escolham receber o extrato eletrónico continuam a beneficiar de um desconto promocional.
Nesse caso, a mensalidade desce para 54 cêntimos, tornando-se a alternativa mais económica para quem utiliza a Via Verde apenas para as autoestradas.
Via Verde mobilidade: a subida mais significativa
O maior aumento da nova tabela surge na modalidade Via Verde Mobilidade. Este plano é utilizado por quem pretende usar o identificador para vários serviços urbanos, incluindo parques de estacionamento, abastecimentos e outros sistemas de mobilidade nas grandes cidades.
A mensalidade sobe de 1,75 euros para 1,99 euros, o que representa um aumento de 24 cêntimos por mês.
Já o plano anual passa de 20,49 euros para 23,49 euros, um acréscimo de três euros por ano.
Para muitos utilizadores em áreas metropolitanas como Lisboa ou Porto, onde a Via Verde é frequentemente utilizada em parques de estacionamento ou serviços urbanos, esta atualização poderá ter um impacto mais visível no custo anual.
Via Verde mobilidade leve: subida mais acentuada
Outra modalidade que regista uma alteração relevante é a Via Verde Mobilidade Leve.
Neste caso, a mensalidade passa de 2,09 euros para 2,49 euros, um aumento de 40 cêntimos por mês.
Em termos percentuais, trata-se da subida mais expressiva da tabela atualizada. Para os utilizadores que dependem desta modalidade, o aumento poderá tornar-se mais evidente ao longo do ano.
Quanto vão custar as modalidades da Via Verde
Com a nova tabela, os principais valores passam a ser os seguintes:
A modalidade Via Verde Autoestrada mensal sobe de 1,03 euros para 1,04 euros.
O plano Via Verde Autoestrada anual passa de 12,25 euros para 12,39 euros.
A subscrição Via Verde Mobilidade mensal aumenta de 1,75 euros para 1,99 euros.
A opção Via Verde Mobilidade anual sobe de 20,49 euros para 23,49 euros.
Já a Via Verde Mobilidade Leve mensal passa de 2,09 euros para 2,49 euros.
Acessórios da Via Verde mantêm os preços
Apesar da atualização geral da tabela, alguns produtos associados ao serviço mantêm os preços atuais.
A empresa confirmou que acessórios como a fita autocolante para fixação do identificador e a bolsa de proteção do dispositivo não sofrem qualquer alteração de preço.
Estas exceções acabam por ser raras numa altura em que vários serviços ligados à mobilidade continuam a registar aumentos.
Portagens também subiram em 2026
Este aumento dos serviços Via Verde surge num contexto em que as portagens já tinham sido atualizadas no início do ano.
Em 2026, as tarifas nas autoestradas portuguesas registaram uma subida média de 2,29%, valor calculado com base na inflação homóloga sem habitação, que foi de 2,19%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
A esse valor juntou-se ainda um ajuste adicional de 0,1% acordado com as concessionárias das autoestradas.
Para quem utiliza diariamente estas infraestruturas, os custos acumulados podem tornar-se cada vez mais relevantes.
Vale a pena rever a modalidade da Via Verde?
Face às novas atualizações de preço, pode ser útil rever a modalidade atualmente ativa.
Alguns condutores utilizam apenas as autoestradas, enquanto outros recorrem frequentemente a parques de estacionamento ou serviços urbanos. Escolher a modalidade adequada ao padrão real de utilização pode ajudar a evitar custos desnecessários.
Além disso, optar pelo extrato eletrónico continua a ser uma das formas mais simples de reduzir o valor da mensalidade.
Num contexto em que praticamente todos os custos associados ao automóvel continuam a subir, pequenas decisões como esta podem fazer diferença no orçamento anual.




