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Mosteiro da Batalha: história e lendas de um monumento fascinante

Mosteiro da Batalha, conheça melhor um dos mais fascinantes monumentos da Península Ibérica, com as suas histórias e as suas lendas.

Mosteiro da Batalha
Mosteiro da Batalha: história e lendas de um monumento fascinante

O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido como Mosteiro da Batalha, é um mosteiro dominicano situado na vila de Batalha e que foi mandado construir pelo rei D. João I de Portugal, em 1386, como agradecimento à Virgem Maria pela vitória contra os castelhanos na batalha de Aljubarrota. Classificado pela UNESCO como Património da Humanidade desde 2007, é uma das maiores joias arquitetónicas Portuguesas, e também o símbolo mais marcante da Dinastia de Avis. O Mosteiro da Batalha é hoje o grande monumento do Gótico final português e o primeiro onde se estreou a “Arte Manuelina”.

Conheça melhor um dos mais fascinantes monumentos da Península Ibérica, com as suas histórias e as suas lendas.


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Mosteiro da Batalha
Mosteiro da Batalha: história e lendas de um monumento fascinante

Mosteiro da Batalha: história e lendas de um monumento fascinante

O Mosteiro da Batalha é também conhecido como Mosteiro de Santa Maria da Vitória. A sua beleza torna-o numa obra de arquitetura de grande relevância não só no país, como na Europa.

Este monumento foi criado como agradecimento pela vitória em Aljubarrota (14/08/1385) e na sequência do cumprimento de uma promessa realizada pelo rei D. João I. Conseguido o trono e garantida a independência de Portugal, foram precisos mais de 150 anos de obras para esta construção ser finalizada.

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Arquitetura

Este monumento apresenta soluções góticas (que são predominantes), mas também manuelinas e renascentistas (um breve apontamento). Ao longo do tempo, foram realizados

acrescentos ao projeto inicial. Atualmente, o conjunto monástico integra não só uma igreja, como dois claustros (ambos com dependências anexadas) e dois panteões reais, a Capela do Fundador e as Capelas Imperfeitas.

O Mosteiro da Batalha foi doado à ordem de S. Domingos por D. João I e pertenceu a esta ordem até 1834. Hoje, está sob a responsabilidade da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC). Este Monumento Nacional, desde o ano de 1983, integra a Lista do Património da Humanidade definida pela UNESCO.

Mosteiro da Batalha
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Visita virtual

Sabia que é possível realizar uma visita virtual ao Mosteiro da Batalha? Pois é verdade e pode fazer isso mesmo aqui.

Lendas

Deste monumento, duas lendas são frequentemente referenciadas: a Lenda da Abóbada e

a Lenda de Nª Srª do Caminho.

Mosteiro da Batalha
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Sr.ª do Caminho

Num belo dia, enquanto ia para mais um dia de trabalho, um frade dominicano encontrou pelo caminho do campo uma imagem de Nossa Senhora e resolveu levá-la ao Prior.

Resolveram colocar a imagem num nicho da igreja.

Contudo, no dia seguinte, o frade dominicano voltou a encontrar a mesma imagem de Nossa Senhora exatamente no mesmo local onde tinha sido recolhida. Voltou a levá-la ao Prior e este resolveu fechá-la a sete chaves.

No dia seguinte, sucede o mesmo. O frade volta a encontrar a imagem no mesmo local. O frade relata o sucedido ao Prior e este resolve criar uma pequena capelinha no local onde a imagem tinha aparecido 3 vezes. Criou um nicho destinado exclusivamente a albergar a imagem.


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Abóbada

A lenda da abóbada está dividida em cinco capítulos: O Cego, Mestre Huguet, O Auto, Um Rei Cavaleiro, O voto fatal. Situa-se no momento da construção da abóbada, mais precisamente no ano de 1401. O arquiteto Afonso Domingues delineou a obra e, apesar de cego, concluiu-a, mesmo depois desta ter sido entregue ao arquiteto Huguet. Segundo a lenda, Afonso Domingues proferiu: “A Abóbada não caiu, a abóbada não cairá!”

Alexandre Herculano historiador, estudioso e escritor deu a conhecer um relato mais antigo que o inspirou. Na sua História de S. Domingos (1623), Frei Luís de Sousa registou uma história contada pelos frades da Batalha, depois da abóbada ter sido levantada por 2 vezes e por duas vezes caiu com perda de vidas.

Contudo, na terceira, o rei apostou em criminosos sentenciados a penas pesadas, provenientes de diversas prisões do reino. O rei comprometeu-se a libertá-los se a abóbada não os consumisse. Contudo, Herculano acrescentou a este conto a ideia do valor do arquiteto português em comparação com o do estrangeiro, numa afirmação nacionalista da cultura portuguesa.

Hoje, é defendido que a abóbada da Casa Capitular é, na verdade, da autoria de Huguet (e não de Afonso Domingues). Eventualmente, havendo um fundo de verdade na lenda, a abóbada terá sido reconstruída por Martim Vasques.

Mosteiro da Batalha
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Informações úteis

Bilhetes

Preçário: Um bilhete individual tem o custo de: 6 €.
Pessoas com 65 anos ou mais (desde que identificados) têm desconto de 50%.

Entrada livre: domingos e feriados, até às 14h00.
Não há custos para crianças até aos 12 anos, inclusive.

Venda de bilhetes: Pode comprar bilhetes no local ou reservar através do email: bilhetesgrupo@dgpc.pt. Pode ainda fazer reserva e solicitar visita guiada por aqui.

Contactos

Morada: Largo Infante D. Henrique 2440-109 BATALHA

Telefone: +351 244765497 (Loja de Vendas: +351 244766268).

Email: geral@mbatalha.dgpc.pt.

Mosteiro da Batalha:
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Horário         

Os horários permitem conhecer as diferenças que há entre visitar um espaço numa determinada época do ano.

Horário dos Serviços Administrativos

  • Manhãs de 2ª a 6ª feira, das 9h00 às 12h30.
  • Tardes de 2ª a 6ª feira, das 14h00 às 17h30.

Nota: Apesar de apresentarmos este horário de funcionamento, é possível visitar este belo monumento noutras horas, sendo necessário fazer marcação prévia, em condições estabelecidas mediante acordo.

Visitas

De 16 de outubro a 31 de Março: Das 09h00 às 18h00 (última entrada permitida às 17h30).

De 1 de abril a 15 de outubro: Das 09h00 às 18h30 (última entrada permitida às 18h00).

Nota: O monumento encontra-se encerrado nos dias: 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro.

Vídeo de: From Portugal

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