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Início Histórias Curiosidades

Moedas de 1 e 2 cêntimos podem desaparecer: Europa prepara fim do troco mínimo e muda pagamentos em dinheiro

Europa estuda fim das moedas de 1 e 2 cêntimos. Conheça o arredondamento nos pagamentos em dinheiro e o impacto para consumidores e comércio.

Sara Costa Por Sara Costa
24/01/2026
em Curiosidades, Notícias
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Moedas de 1 e 2 cêntimos espalhadas sobre mesa com carteira aberta e trocos acumulados

Europa pondera eliminar os cêntimos mínimos e aplicar arredondamento nos pagamentos em dinheiro

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Durante décadas, fizeram parte do quotidiano. Acumularam-se em carteiras, frascos de vidro, gavetas esquecidas e porta-luvas de automóveis. Serviram para completar trocos, pesar bolsos e atrasar filas.

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Agora, o destino das moedas de 1 e 2 cêntimos pode estar traçado.

A Comissão Europeia e o Banco Central Europeu estão a estudar a eliminação progressiva destas pequenas denominações em toda a Zona Euro, numa decisão que poderá alterar a forma como milhões de europeus pagam em dinheiro.

O objetivo é simples: reduzir custos, simplificar transações e cortar desperdícios.

E a mudança poderá chegar mais cedo do que se imagina.

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O problema invisível das moedas “sem valor”

À primeira vista, um ou dois cêntimos parecem insignificantes. Mas, somados em milhões, representam um problema financeiro e logístico gigantesco.

Fabricar estas moedas custa mais do que o seu próprio valor.

Entre:

  • extração de metais
  • processos industriais de cunhagem
  • transporte
  • armazenamento
  • distribuição bancária

cada unidade acaba por gerar prejuízo para os cofres públicos.

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Estudos europeus apontam para perdas acumuladas superiores a 1,4 mil milhões de euros desde a introdução do euro. Ou seja, manter estas moedas em circulação tem sido, na prática, um negócio ruinoso.

Leia também:
  • Moedas de 1 cêntimo podem valer mais de 6 mil euros: descubra como reconhecer esta raridade
  • Moedas de 2€ e 5€ emitidas pelo Banco de Portugal: saiba se substituem notas e como confirmar a autenticidade
  • Euro digital: o BCE prepara a nova moeda eletrónica que promete revolucionar os pagamentos na Europa até 2029
  • Euro digital: a moeda eletrónica que promete transformar os pagamentos na Europa já tem data marcada

 

Maioria dos europeus apoia o fim

A mudança não é apenas técnica — é também social.

Segundo os inquéritos mais recentes, cerca de 70% dos cidadãos europeus concordam com a eliminação das moedas de 1 e 2 cêntimos.

As razões são claras:

  • ocupam espaço
  • perdem-se facilmente
  • raramente são utilizadas
  • complicam pagamentos
  • aumentam o tempo nas caixas

Na vida real, muitas acabam esquecidas ou fora do circuito económico.

São dinheiro que existe, mas que praticamente não circula.

Países que já avançaram com o arredondamento

Portugal continua a utilizá-las normalmente, mas vários países da Zona Euro já deram o passo seguinte.

Arredondamento obrigatório:

  • Bélgica
  • Países Baixos
  • Finlândia
  • Irlanda

Deixaram de cunhar:

  • Itália (desde 2018)

Sistema adotado recentemente:

  • Eslováquia (2022)

Nestes casos, as moedas continuam a ter curso legal, mas deixaram de ser usadas como troco diário.

Na prática, desapareceram das carteiras.

Como funciona o arredondamento nos pagamentos em dinheiro

A solução proposta é simples, transparente e já testada noutros mercados.

O ajuste não incide sobre o preço individual dos produtos, mas sim sobre o total final da compra paga em numerário.

Regra aplicada:

  • finais 1, 2, 6 ou 7 → arredonda para baixo
  • finais 3, 4, 8 ou 9 → arredonda para cima

Exemplos práticos:

  • 9,92 € → 9,90 €
  • 9,94 € → 9,95 €
  • 15,01 € → 15,00 €
  • 15,08 € → 15,10 €

Ao longo do tempo, as diferenças tendem a compensar-se, não beneficiando sistematicamente nem o consumidor nem o comerciante.

O processo é neutro e equilibrado.

Pagamentos digitais mantêm o valor exato

Importa sublinhar um ponto essencial:

Cartão, MB Way, transferências e outros meios eletrónicos não sofrem qualquer arredondamento.

Nestes casos:

  • o preço mantém-se ao cêntimo
  • não há alterações
  • não existem ajustes

A medida aplica-se exclusivamente a pagamentos em dinheiro físico.

Impactos esperados na economia e no dia a dia

A eliminação prática das moedas de 1 e 2 cêntimos não representa apenas uma mudança simbólica. Os efeitos fazem-se sentir de forma concreta em várias dimensões da sociedade.

Ao nível dos custos públicos, espera-se uma redução significativa das despesas associadas à produção, transporte e armazenamento destas moedas, aliviando a pressão sobre os orçamentos do Estado.

No plano ambiental, o impacto poderá ser igualmente relevante, com menor extração de metais, menos processos industriais poluentes e uma diminuição considerável da pegada carbónica ligada à cunhagem e distribuição de numerário.

Para os consumidores, a diferença será sentida no dia a dia: carteiras mais leves, menos moedas esquecidas em bolsos e gavetas, pagamentos mais rápidos nas caixas e menos tempo perdido à procura de trocos exatos.

Já para o comércio, a simplificação é evidente. Menos necessidade de gerir moedas de baixo valor, menos erros de caixa, menos depósitos bancários de trocos e filas mais ágeis, melhorando a experiência de compra.

Também a logística bancária beneficia, com menos transporte de numerário, menos armazenamento e uma gestão mais eficiente do dinheiro físico.

No conjunto, trata-se de uma pequena alteração que pode gerar grandes ganhos de eficiência, sustentabilidade e praticidade.

Uma mudança que parece inevitável

A tendência europeia aponta para um futuro sem cêntimos mínimos.

Num mundo cada vez mais digital, onde os pagamentos eletrónicos dominam, as moedas de 1 e 2 cêntimos tornaram-se quase relíquias de outra era.

Símbolos de um tempo em que cada troco contava.

Hoje, representam sobretudo custos.

Para quem ainda guarda frascos cheios destas moedas, poderá ser prudente:

  • depositá-las no banco
  • trocá-las no comércio
  • ou doá-las a instituições sociais

Antes que deixem definitivamente de circular.

Porque, silenciosamente, estes pequenos pedaços de cobre estão a preparar-se para sair de cena — e passar do bolso para a história.

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Etiquetas: arredondamento pagamentos dinheirofim das moedas pequenasmoedas 1 cêntimomoedas 2 cêntimosmoedas euro desaparecer
Sara Costa

Sara Costa

Sempre adorou comunicar. Por isso, tornou-se uma profissional bem-sucedida no marketing digital e na produção de conteúdos. Paralelamente, formou-se em Turismo e dedica-se à organização de viagens e tours pelo mundo, escrevendo sobre os lugares mais fascinantes que há para conhecer.

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