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Chuva sem fim à vista: saiba quando pode regressar o tempo seco

Chuva persistente mantém Portugal em alerta até meados de fevereiro. Saiba quando o anticiclone regressa e o risco de cheias pode diminuir.

Sara Costa Por Sara Costa
05/02/2026
em Notícias
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Chuva sem fim à vista: saiba quando pode regressar o tempo seco

Chuva sem fim à vista: saiba quando pode regressar o tempo seco - Depositphotos

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A chuva não dá tréguas. Os dias passam, os rios enchem, os solos saturam-se e o céu cinzento parece ter vindo para ficar.

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Portugal atravessa um dos períodos mais persistentes de precipitação dos últimos anos e, segundo as previsões meteorológicas mais recentes, o cenário deverá manter-se pelo menos até meados de fevereiro. A promessa de sol continua adiada, enquanto sucessivas depressões atlânticas atravessam o território, trazendo chuva frequente, aguaceiros intensos, vento forte e risco crescente de cheias.

O padrão atmosférico instalou-se como um ciclo repetitivo: frente após frente, sistema após sistema, sem espaço para uma estabilização duradoura.

E a pergunta que muitos fazem é simples — quando regressa o anticiclone e o tempo seco?

Chuva persistente durante mais uma semana

De acordo com os modelos meteorológicos, os próximos sete a oito dias deverão continuar marcados por precipitação quase diária. Haverá pequenas pausas, algumas abertas momentâneas, mas insuficientes para secar terrenos já completamente encharcados.

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Entre vários períodos de instabilidade, esperam-se:

  • episódios de chuva forte e contínua;
  • rajadas de vento moderadas a fortes;
  • possibilidade de trovoadas;
  • aumento dos caudais dos rios;
  • maior risco de inundações urbanas e transbordos.

Nas regiões Norte e Centro, onde o solo já atingiu níveis críticos de saturação, cada milímetro adicional de chuva aumenta exponencialmente o perigo. A água deixa de infiltrar. Escorre. Acumula. Invade.

Basta uma hora de precipitação intensa para transformar ruas em ribeiras improvisadas.

 

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Porque é que a chuva não pára?

A explicação está nos céus — mais concretamente, na posição do anticiclone dos Açores. Normalmente, este sistema de altas pressões atua como uma muralha protetora, bloqueando a entrada de depressões. Mas atualmente encontra-se deslocado para sul e enfraquecido, abrindo um verdadeiro corredor atmosférico para massas de ar húmido vindas do Atlântico.

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O resultado é um fluxo contínuo de frentes que atravessam Portugal como comboios sucessivos.

Enquanto o anticiclone não recuperar força e subir em latitude, o país continuará exposto.

Até quando vai chover?

As projeções indicam manutenção do tempo instável pelo menos até dia 11 de fevereiro, com vários momentos críticos.

Durante este período são esperados:

  • novos episódios de chuva generalizada;
  • vento forte no litoral e terras altas;
  • agitação marítima significativa;
  • possibilidade de neve nas serras mais elevadas.

Mesmo nos dias com menos precipitação, a humidade elevada e o céu carregado deverão manter a sensação de instabilidade permanente.

Há esperança de tempo seco?

Sim, mas com cautela.

Alguns modelos começam a sugerir uma possível mudança entre 12 e 15 de fevereiro, altura em que o anticiclone poderá reforçar-se ligeiramente e aproximar-se do território continental.

Se este cenário se confirmar, poderá verificar-se:

  • redução gradual da chuva;
  • mais abertas;
  • subida das temperaturas;
  • tardes mais amenas, sobretudo a sul.

No entanto, esta melhoria será lenta e irregular.

Além disso, o aumento das temperaturas poderá acelerar o degelo nas serras, contribuindo para maior escorrência de água para as bacias hidrográficas — um fator que pode manter elevado o risco de cheias, mesmo com menos chuva.

Ou seja: o perigo não desaparece de imediato.

Situação nos arquipélagos

Açores

O tempo deverá manter-se francamente instável, com chuva quase diária, vento forte de sudoeste e elevada humidade. A passagem frequente de frentes continuará a dominar o estado do tempo.

Madeira

Cenário mais tranquilo, com alternância entre períodos secos e húmidos, temperaturas amenas e menor influência das depressões atlânticas, graças à proximidade do anticiclone.

Risco hidrológico em aumento

A grande preocupação já não é meteorológica — é hidrológica.

Com barragens cheias, rios elevados e solos incapazes de absorver mais água, qualquer novo episódio intenso pode desencadear:

  • cheias rápidas;
  • inundações urbanas;
  • deslizamentos de terras;
  • cortes de estrada;
  • danos materiais significativos.

O perigo acumula-se dia após dia.

E é precisamente essa persistência silenciosa que torna este período particularmente delicado.

Luz ao fundo do túnel… mas ainda distante

Há sinais de mudança. Mas não garantias.

O inverno ainda não terminou, e basta um novo desvio da corrente de jato polar para reabrir a porta às depressões atlânticas.

Até lá, o guarda-chuva continua indispensável e a vigilância necessária.

Porque, neste momento, cada nuvem conta. E cada milímetro pesa.

Stock images by Depositphotos

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Etiquetas: anticiclone dos Açoreschuva Portugalprevisão do tempo Portugalquando pára de choverrisco de cheias
Sara Costa

Sara Costa

Sempre adorou comunicar. Por isso, tornou-se uma profissional bem-sucedida no marketing digital e na produção de conteúdos. Paralelamente, formou-se em Turismo e dedica-se à organização de viagens e tours pelo mundo, escrevendo sobre os lugares mais fascinantes que há para conhecer.

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