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Vinho Tinto contribui para transformar gordura «má» em «boa»

Beber um copo de vinho tinto por dia é extremamente benéfico para a saúde. Um consumo regular e moderado permite ao vinho transformar gordura «má» em «boa».

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Vinho Tinto contribui para transformar gordura «má» em «boa»

Beber um copo de vinho tinto por dia é extremamente benéfico para a saúde. Um consumo regular e moderado permite ao vinho transformar gordura «má» em «boa».

“Seja responsável, beba com moderação”. É uma recomendação que todos nós conhecemos foi é muito frequente. Está presente em anúncios televisivos, espalhada pela internet,  por revistas e em inúmeras outras fontes.

Contudo, a recomendação bem podia ser “Seja esperto, beba (vinho tinto) com moderação e receba como brinde inúmeros benefícios para a saúde!”. Ora, facilmente reconhecemos que não é uma frase tão concisa como a primeira mas o que interessa explorar é mesmo que é uma afirmação verdadeira.


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São vários os benefícios que um consumo regular e moderado gera na nossa saúde. Anualmente são divulgados novos benefícios. Quer conhecer mais um? Então leia:

Vinho Tinto contribui para transformar gordura «má» em «boa»

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Vinho Tinto contribui para transformar gordura «má» em «boa»

Benefícios

Beber vinho tinto é benéfico para a nossa saúde? Um consumo excessivo de qualquer alimento ou produto, mesmo de água, é sempre prejudicial à saúde. Um consumo moderado é sempre recomendável, nomeadamente se estivermos a falar sobre vinho tinto. Beber um copo de vinho tinto por dia pode realmente estar na origem de diversos benefícios. Entre eles está o contributo para o controlo do peso.

Estudo Norte

Um consumo moderado de vinho tinto contribui para o controlo do peso e tal conclusão surge na sequência de um estudo norte-americano. Este estudo revela que há um composto (o resveratrol) no vinho tinto que contribui para transformar o excesso de gordura branca (também identificada como gordura “má”) em gordura bege, sendo que esta é “boa” pois queima calorias. Logo, permite um controlo do peso. Para além de estar presente nesta bebida alcoólica este composto também está presente em algumas frutas, nomeadamente em uvas, framboesas e maçãs.

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A investigação

A equipa de investigadores responsável por estas conclusões integra a reputada Washington State University, nos EUA. Min Du, é um dos investigadores que integram esta equipa cujo estudo foi publicado no Journal of Obesity, uma revista científica bem considerada na área da obesidade.

Implicações

Esta descoberta revela-se extremamente importante pois pode vir a contribuir para o tratamento da obesidade e também pode implicar a criação de novas estratégias para a prevenção da obesidade. O resveratrol é um composto presente no vinho que tem uma capacidade protetora que já havia sido defendido em estudos anteriores.

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Resveratrol

Este composto é um tipo de polifenol, ou seja, um tipo de antioxidante. Min Du, um dos autores da nova investigação, explicou em comunicado a ação deste composto: “Usámos o resveratrol como um ‘representante’ de todos os outros polifenóis. Estamos a estudá-lo na sua forma pura para sermos consistentes com um estudo que saiu há 20 anos na revista científica ‘The Lancet’ e que mostrava que o resveratrol no vinho tinto tinha efeitos benéficos”.


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Recomendação

Um copo de vinho tinto por dia é o suficiente para ter este composto especial, que está na origem de diversos benefícios. Contudo, ele também pode ser encontrado em diversas frutas, tais como: as framboesas, as uvas, os mirtilos, os morangos e as maçãs.

De acordo com os investigadores para evitar chegar a um peso excessivo basta consumir duas ou três porções diárias destas peças de fruta.

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Ações do resveratrol

Este composto impede que haja um aumento excessivo de peso. Para se chegar a estas conclusões a equipa de investigadores recorreram a ratinhos adultos e foi-lhe imposta uma dieta rica em gorduras, sendo que em simultâneo foi-lhes dado resveratrol em diferentes quantidades.

Os cientistas revelaram que os animais que receberam o composto numa quantidade equivalente a 2 a 3 porções destas frutas por dia (para humanos) “ganharam cerca de 40% menos peso do que os do grupo de controlo”.

Os testes

Uma das conclusões mais surpreendentes foi terem testemunhado que os animais que tinham resveratrol integrado na sua dieta revelaram que este composto permitia transformar a gordura branca em gordura bege. A primeira é “má” tinham em excesso no organismo enquanto a segunda é “boa” pois é uma gordura “ativa” que contribui para queimar energia.

Min Du explicou o papel do resveratrol na criação desta gordura bege: “O resveratrol é capaz de acelerar e melhorar esta conversão da gordura branca em bege e, em última instância, prevenir parcialmente a obesidade”.

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A transformação

Na revista científica Journal of Obesity, o investigador Min Du explicou que “os polifenóis na fruta, incluindo o resveratrol, aumentam a expressão dos genes que melhoram a oxidação das gorduras absorvidas pela dieta de forma a que o organismo não fique sobrecarregado”.

Assim, ocorre a tal transformação acima mencionada: “a gordura branca (converte-se) em gordura bege, que elimina os lípidos sob a forma de calor, ajudando a manter o corpo em equilíbrio e prevenindo a obesidade e as disfunções metabólicas”.

Vinho tinto

O vinho tinto permite também esses benefícios mas na fruta os efeitos do resveratrol são mais diretos. Tal justifica-se pois as quantidades de resveratrol presentes na fruta são bastante superiores às que existem no vinho tinto. As frutas frescas são por isso uma opção mais recomendável. Vinhos como o ‘Merlot’ ou o ‘Cabernet Sauvignon’ são boas opções mas contêm apenas parte do resveratrol (e de outros compostos) presentes nas uvas.

Por isso, Min Du defende:  “O conteúdo polifenóico é o que é verdadeiramente importante. Acreditamos que é possível aumentar a ingestão total destes compostos através de um aumento direto do consumo de fruta”. Por isso, o investigador sugere que se dê preferência à fruta fresca, um consumo frequente desta permite acrescentar à dieta mais fibras e uma série de compostos bioativos.

O vinho é uma boa opção mas a fruta fresca é uma opção ainda melhor. O investigador isso mesmo explicou por que razão o vinho tem menos poder: “Muitos dos polifenóis mais benéficos são insolúveis e acabam por ser filtrados durante o processo de produção do vinho”.

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