Início Tradições São portuguesas e deliciosas: 13 receitas tradicionais do Douro

São portuguesas e deliciosas: 13 receitas tradicionais do Douro

A cozinha tradicional duriense é uma arte. Numa região plena de tradição, conheça 13 deliciosas receitas Tradicionais do Douro.

São portuguesas e deliciosas: 13 receitas tradicionais do Douro
São portuguesas e deliciosas: 13 receitas tradicionais do Douro

São portuguesas e deliciosas: 13 receitas tradicionais do Douro

A cozinha tradicional duriense é uma arte. Numa região plena de tradição, conheça 13 deliciosas receitas Tradicionais do Douro.

Douro Verde

13 deliciosas receitas Tradicionais do Douro
São portuguesas e deliciosas: 13 receitas tradicionais do Douro

Caracterização Histórica e Geográfica

O território do Douro Verde corresponde à zona de intervenção do GAL DOLMEN – Cooperativa de Formação, Educação e Desenvolvimento do Baixo Tâmega e integra os concelhos de Amarante, Baião, Marco de Canaveses, Cinfães, Penafiel e Resende.

A cerca de 50 km da área metropolitana do Porto, enquadrado entre o Douro e o Tâmega, o território é limitado a norte e nordeste pela Serra do Marão, que tem o seu prolongamento para o centro, na Serra da Aboboreira, ponto de confluência dos concelhos de Amarante, Baião e Marco de Canaveses, pertencentes ao distrito do Porto. A sul, o rio Douro separa o maciço do Marão do de Montemuro.

O vinho verde é um dos produtos mais emblemáticos deste território, assumindo particular importância nos concelhos de Baião, Amarante e Marco de Canaveses.

Os vinhos do Douro Verde integram‑se na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, que se estende por todo o Noroeste de Portugal, na zona tradicionalmente conhecida como Entre Douro e Minho.

Existem referências sobre a existência de produção de vinho na Região Demarcada dos Vinhos Verdes desde a época romana, embora haja evidências de que a designação Vinho Verde tenha surgido no século XVII. São reconhecidos como sendo vinhos “macios, com aromas singulares”.

Existem também algumas manchas de árvores de frutos: macieiras (designadamente pés de variedades regionais de maçãs como a verdeal, porta da loja e pipo de Basto), laranjeiras (de que se destaca a laranja da pala produzida em Baião, Marco de Canaveses e Cinfães) e castanheiros.

A prática de pastorícia complementa a atividade agrícola, estando a produção de queijo associada à produção caprina, sobretudo nas serras do Marão e da Aboboreira.

“O vinho verde é um dos produtos mais emblemáticos deste território, assumindo particular importância nos concelhos de Baião, Amarante e Marco de Canaveses. São reconhecidos como sendo vinhos ‘macios, com aromas singulares’.”

Património Gastronómico

Muitos pratos são comuns à região do Minho, designadamente, os que têm por base a Carne Arouquesa – DOP, sendo o Naco de Vitela Arouquesa um ex libris.

Assam‑se pequenos nacos de vitela de Arouca (lombo, rabada ou posta falsa) temperada de sal, e serve‑se com batata “charbonada” (batata de tamanho médio ou pequeno que sofre uma cozedura ligeira e acaba a sua confeção com uma fervura em azeite, alho, sal, louro, malagueta e salpicos de açúcar) e salada fresca.

Outra iguaria deste território é o Arroz de Favas, descrito por Eça de Queiroz na obra “A Cidade e as Serras”. Quando Jacinto, o protagonista do livro, chega, vindo de Paris, à aldeia que hoje se chama Tormes (concelho de Baião), ninguém o esperava. Por esse motivo, preparam-lhe a receita mais simples, a partir de favas que se colhiam na terra (era o mês de maio). Jacinto, que não apreciaria tal prato em Paris, comeu-o em Tormes com muito apreço.

Refira‑se ainda o Anho Assado com Arroz de Forno que era, e é, tradicionalmente, um “prato de festa”, assumindo especial relevo na celebração dos casamentos. No último dia das vindimas servia‑se também esta iguaria aos trabalhadores, normalmente vizinhos, que se entre ajudavam nas tarefas agrícolas.

A produção artesanal de fumeiro estende‑se a todos os concelhos do Douro Verde. Um vasto leque de produtos é laborado de forma tradicional e artesanal, destinando‑se, sobretudo, ao autoconsumo.

Não é fácil encontrar fumeiro local à venda em lojas da região.

Igualmente tradicional em toda a sub-região do Baixo Tâmega é a atividade de fabrico de pão, destacando‑se o Pão de Padronelo, o Pão caseiro do Marco e a Broa Caseira (de milho, centeio ou mista).

A DOP Mel das Terras Altas do Minho estende‑se aos seis concelhos que integram o território do Douro Verde.

A doçaria deste território é muito diversa, especialmente a de origem conventual, destacando‑se os Doces

Conventuais de Amarante, designadamente as Lérias, os Amarantinos, os Papos de Anjo, os Foguetes e as Brisas do Tâmega.

Deliciosos são também os famosos doces regionais do Marco de Canaveses – Doces do Freixo –, as Cavacas de Resende e as Falachas do mesmo concelho.

Em todo o território é ainda muito forte a tradição de doçaria vendida em festas e romarias, incluindo o incontornável Biscoito da Teixeira, de Baião e o Pão de Ló, do mesmo concelho, confecionado de modo artesanal, batido à mão e cozido em forno de lenha dentro de forma de barro própria. Era presente para os notáveis da terra ou para aqueles a quem se deviam favores, principalmente por alturas da Páscoa.

Sabia que…

As Cavacas de Resende remontam a tempos ancestrais e são confecionadas com apenas três ingredientes: ovos, farinha e açúcar. O seu fabrico continua a ser artesanal em oito casas da região de Resende e utilizam‑se ovos muito frescos que provêm das quintas das redondezas.

Estas cavacas são amassadas num aparelho artesanal movido à mão e que é conhecido por “banco”. As cavacas comem‑se a qualquer hora do dia, principalmente em feiras e romarias.

Aconselha‑se que a degustação seja acompanhada de um cálice de vinho do Porto.

Sabia que…

Os Doces do Freixo tiveram, provavelmente, origem no século XVII, sendo fabricados então, num convento de freiras.

No entanto aparecem verdadeiramente referenciados a partir do ano de 1819 (reinado de D. João VI), data de construção da casa dos Lenteirões, situada a 2,5 km da cidade do Marco de Canaveses. De assinalar que já o Rei D. Luís exigia que nos seus banquetes os Doces do Freixo estivessem sempre presentes.

A arte da sua fabricação tem passado de geração em geração, mantendo sempre a sua qualidade e variedade.

Peixe

Bacalhau à Zé Calçada

13 deliciosas receitas Tradicionais do Douro
São portuguesas e deliciosas: 13 receitas tradicionais do Douro

Ingredientes

  • Bacalhau (lombos)
  • Farinha
  • Azeite
  • Cebola
  • Alho
  • Louro
  • Pimentos morrones
  • Maionese
  • Puré de batata
  • Sal q.b
  • Pimenta q.b

Preparação

Passam‑se pela fritura do azeite os lombos do bacalhau depois de envolvidos pela farinha.

Frita‑se, de seguida, a cebola com alho, sal, pimenta e louro.

Coloca‑se numa caçarola o bacalhau frito, pondo por cima a cebolada anteriormente preparada.

Depois acrescenta‑se uma camada de maionese.

Para finalizar, cobre‑se tudo com uma camada de puré de batata.

Leva‑se ao forno durante cerca de 10 minutos.

Retira‑se e decora‑se com pimentos morrones.

Serve‑se bem quente.

Carne

Arroz de favas com frango alourado

13 deliciosas receitas Tradicionais do Douro
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Ingredientes

  • Arroz carolino
  • 2 cebolas
  • 6 dentes de alho
  • 2 folhas de louro
  • 1 linguiça
  • 1 salpicão
  • 1 kg de favas
  • 1 copo vinho branco
  • 1 frango do campo
  • Sal q.b.
  • Pimenta q.b.
  • Azeite

Preparação

Prepara‑se o frango de véspera e tempera‑se com sal, alho, pimenta e vinho branco.

Para um tacho, pica‑se cebola e alho, que se levam ao lume com azeite a alourar.

De seguida incorpora‑se um pouco de vinho branco.

Acrescenta‑se o salpicão e a linguiça, juntamente com água suficiente para fazer uma calda para cozer o arroz.

Enquanto ferve a calda, aloura‑se o frango em azeite.

Quando a calda ferver acrescentam‑se as favas descascadas, deixando cozer aproximadamente 15 minutos e estará pronto para juntar o arroz.

Serve-se o frango com o arroz que deve ficar malandro.

(cont.)

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