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Saiba quais os deputados que faltam mais vezes no Parlamento

Por motivos de "força maior", "trabalho político", "missão parlamentar"... há 13 deputados que têm mais de 40 faltas justificadas na presente legislatura.

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Atividades paralelas

Também segundo o Jornal Económico, Vitalino Canas responde da seguinte forma: “Sou coordenador dos deputados do Grupo Parlamentar do PS na Comissão dos Assuntos Europeus.

Nessa condição, participo com frequência em reuniões e trabalhos no exterior, em representação da AR. Nos últimos três anos fui presidente de uma das cinco comissões da Assembleia Parlamentar da NATO.

Em outubro fui eleito vice-presidente dessa mesma Assembleia. Isso implica frequentes deslocações ao exterior, em representação da AR e no exercício desses cargos internacionais.”

Canas tem 41 faltas justificadas, das quais três por “força maior”, três por “trabalho político” e 35 por “missão parlamentar.”

Além das funções que referiu, Canas mantém diversas atividades paralelas: sócio e advogado da Vitalino Canas & Associados, administrador da Sonyoung Consulting, presidente da Assembleia Geral do Banco Português de Gestão, conselheiro da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento, entre outras.

Albuquerque no limiar da perda de mandato

Não há limite para o número de faltas justificadas, mas um deputado incorre em perda de mandato se chegar às quatro faltas injustificadas na mesma sessão legislativa (i.e., o período anual de funcionamento da AR).

Na prática, um deputado só pode dar três faltas injustificadas a reuniões plenárias por cada ano. É o que tem feito, precisamente, Maria Luís Albuquerque, deputada do PSD que já totaliza oito faltas injustificadas: três na primeira sessão legislativa, outras três na segunda e mais duas na terceira que iniciou há cerca de dois meses.

Ao que não será alheia a sua atividade paralela de administradora não executiva da Arrow Global, iniciada em junho de 2016. Além das oito faltas injustificadas, a ex-ministra das Finanças também acumula 16 justificadas, das quais duas por “doença”, uma por “força maior”, três por “luto”, oito por “trabalho político” e duas por “missão parlamentar”.

No campeonato das faltas injustificadas, Albuquerque lidera isolada. Seguem-se Teresa Caeiro (CDS-PP, cinco faltas), Teresa Leal Coelho (PSD, cinco faltas), Luísa Salgueiro (PS, quatro faltas), Assunção Cristas (CDS-PP, três faltas), Emília Santos (PSD, três faltas), Filipe Anacoreta Correia (CDS-PP, três faltas), João Pinho de Almeida (CDS-PP, três faltas), entre outros.

No caso de Salgueiro, ressalve-se que entretanto cessou o mandato de deputada, para assumir o cargo de presidente da Câmara Municipal de Matosinhos. Em relação a Cristas, importa salientar que as suas três faltas concentraram-se no período de campanha para as eleições autárquicas de 2017, quando a líder do CDS-PP concorreu à presidência da Câmara Municipal de Lisboa.

Quer controlar as faltas dos deputados?

Para controlar as faltas dos deputados basta consultar “O Ponto do Parlamento”.

Autor: Gustavo Sampaio
Fonte: Jornal Económico
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