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Língua Portuguesa: 5 palavras inglesas que enganam os portugueses

Palavras que acabam a atraiçoar-nos pelas costas mesmo parecendo fáceis de traduzir: 5 palavras inglesas que enganam os portugueses.

palavras inglesas que enganam
Língua Portuguesa: 5 palavras inglesas que enganam os portugueses

Palavras que acabam a atraiçoar-nos pelas costas mesmo parecendo fáceis de traduzir: 5 palavras inglesas que enganam os portugueses.

Marco Neves
Marco Neves

Depois de vermos cinco palavras espanholas que nos enganam muitas vezes, vejamos alguns falsos amigos vindos directamente da ilha dos nossos mais antigos aliados. (Curiosamente, dizem que é por causa desses mesmos aliados que a terra onde nasci ficou com fama de ser ninho de muitos amigos da onça. Mas essa história fica para outra altura.)

Aqui ficam então cinco falsos amigos do inglês:

língua portuguesa
5 palavras inglesas que enganam os portugueses

Não, não quer dizer “actualmente”. Na realidade, quer dizer “na realidade”. Realmente…

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5 palavras inglesas que enganam os portugueses

Nestes dias em que o fumo já é quase um tabu, talvez não seja de bom-tom referir este falso amigo, mas aqui fica: um “cigar” não é um cigarro, mas também se fuma: é um charuto.

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5 palavras inglesas que enganam os portugueses

Por estes dias, haverá muito americano a declarar-se “excited” com a possibilidade de comprar legalmente os charutos vindos de Cuba.

Ora, um americano “excited” não será o mesmo que um português excitado. Estará, antes, “entusiasmado”. Admito que este não seja um verdadeiro falso amigo — será apenas um amigo um pouco exagerado.

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5 palavras inglesas que enganam os portugueses

Se há coisa que me põe “excited” são as bibliotecas — não necessariamente aquelas em que temos de estar em silêncio, mas qualquer sala com muitos livros, onde fico com água na boca e uma espécie de comichão na ponta dos dedos.

Ora, também gosto muito de livrarias (servem para alimentar a minha humilde quase-biblioteca de casa), mas os espaços não se confundem: num deles, pedimos livros emprestados; no outro, compramos livros. Ora, as “libraries” inglesas não vendem livros…

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5 palavras inglesas que enganam os portugueses

Racionalmente, sei que “push” é “empurrar”. Mas esta palavra provocou tal curto-circuito na minha cabeça portuguesa que, quando estou em Inglaterra, hesito sempre uns segundos antes de empurrar ou puxar alguma porta — e mesmo assim às vezes engano-me.

O mais engraçado é que, por vezes, também me acontece tal coisa em Portugal. Coisas estranhas que se passam no nosso cérebro…

Autor: Marco Neves

Autor dos livros Doze Segredos da Língua PortuguesaA Incrível História Secreta da Língua Portuguesa e A Baleia Que Engoliu Um Espanhol.

Saiba mais nesta página.

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6 COMENTÁRIOS

    • Claro que o inglês “vulgar” tem um sentido depreciativo que nem sempre corresponde ao nosso “vulgar” – ao contrário de “ordinary”.

      Porém, repare que a acepção primeira de “ordinário” é: comum, habitual, regular. Ou seja, precisamente o contrário de “extraordinário”, que é o que sai fora do comum. Exemplos: uma missa ordinária (missa comum, em que não há canto); uma tarefa ordinária (tarefa do dia a dia); um dia ordinário (igual aos outros, sem nada de extraordinário). Actualmente, quase só usamos esta palavra com o sentido pejorativo de “reles”, “malcriado” ou “deprezível”, consoante o contexto. À luz do sentido original, até se percebe porquê. O que é vulgar não merece apreço; a má educação é mais vulgar do que a boa educação; etc. Mas desconfio que a deriva para um sentido único reflecte o quadro social (pobreza geral) do passado. As coisas mudaram para melhor, mas a conotação da palavra (estabelecida pelas classes favorecidas) ficou. Bem sei que a língua evolui, mas, neste caso, lamento que se tenha quase perdido o significado genuíno.

      Um aparte: os espanhóis ainda usam palavra “ordinario” no sentido que antigamente tinha entre nós; só às vezes tem entre eles o sentido de grosseiro.

    • Já me tinha acontecido enganar-me nessa e ainda por cima com pessoa nova no trabalho. No início foi um pouco constrangedor mas passado 5 anos ainda estamos a lembrar e rir se desse grande “faux pás”…

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