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Os erros de português dos escritores

Vários especialistas leram 9 livros de autores portugueses. Falámos com os escritores. Lobo Antunes erra e assume. Os erros de português dos escritores.

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Cinco dos especialistas consultados pela SÁBADO para este artigo.

Manuel Monteiro

Os erros de português dos escritores
Manuel Monteiro – ©Marisa Cardoso

José Mário Costa

Os erros de português dos escritores
José Mário Costa – ©Marisa Cardoso

Helder Guégués

Os erros de português dos escritores
Helder Guégués – ©Helder Guégués

Rita Pais

Os erros de português dos escritores
Rita Pais – ©Marisa Cardoso

Ana Salgado

Os erros de português dos escritores
Ana Salgado – ©Ana Salgado

O Nobel português mudou a forma de usar a pontuação com Levantado do Chão (1980). Rita Pais, 63 anos, revisora de “46 títulos, entre poesia, romance, teatro e algumas conferências” de Saramago, diz à SÁBADO que foi consequência dos meses que passou no Alentejo em pesquisa para o livro.
Os erros de português dos escritores
“Quando voltou, leu algumas das páginas que já tinha escrito e viu que não era assim que as pessoas falavam, não fora assim que ouvira contar as histórias, não era assim que se conversava. A partir daí deixou a dita pontuação tradicional e começou a usar o ponto e a vírgula como uma proximidade maior com a oralidade”, recorda.
Os erros de português dos escritores
Os livros de Saramago não são conhecidos pelos seus erros. Mesmo os originais do escritor tinham poucas falhas. Rita Pais diz que, uma ou outra vez, detectou nos originais “algumas redundâncias e um ou outro erro de concordância”, além “uma ou outra conjugação verbal que podia não estar no tempo certo”. E foi só.
Os erros de português dos escritores
“Erros de português e Saramago são duas coisas incompatíveis. Ela tinha grande domínio da gramática e da ortografia, quer a nível vocabular, quer sintagmático. Sempre o vi com dicionário ao lado.” Os erros, quando os havia, eram facilmente resolvidos. “Era fantástico. Nunca me limitou nas perguntas.”
Os erros de português dos escritores
Veja a análise a Memorial do Convento, de José Saramago, e a três livros de autores da nova geração (José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares e Valter Hugo Mãe).

Os erros de português dos escritores
Os erros de português dos escritores
Os erros de português dos escritores
Os erros de português dos escritores
Os erros de português dos escritores
Os erros de português dos escritores
Os erros de português dos escritores
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Os erros de português dos escritores
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Os erros de português dos escritores
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Os erros de português dos escritores
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Os erros de português dos escritores
Os erros de português dos escritores
Os erros de português dos escritores
Os erros de português dos escritores
Os erros de português dos escritores

Quase ninguém parece escapar aos erros. Em Memorial do Convento existe um reptizar na página 52 que não existe em português. Rita Pais diz que a palavra “foi traduzida no sentido de violar em inglês, ou forçar no espanhol”.
Os erros de português dos escritores
No portal Ciberdúvidas da Língua Portuguesa encontra-se uma citação do Nobel português no livro Conversas com Saramago (José Carlos de Vasconcelos, 2010): “Um dos que acabou por não se concretizar foi” (em vez de um dos que acabaram).
Os erros de português dos escritores
Ivo Castro, reconhecido filólogo e linguista, recorda que Camilo Castelo Branco, “no manuscrito do Amor de Perdição escreveu ‘não tenho a certeza de que houvessem estradas’ – a forma manteve-se na 1.ª edição, revista pelo autor, e só foi substituída por houvesse na 2.ª  edição.” E Eça de Queirós, “no manuscrito da Tragédia da Rua das Flores, escreveu ‘houveram risadas’, além de vários haviam“.
Os erros de português dos escritores
Fonte: Sábado
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1 COMENTÁRIO

  1. BOM DIA !!!! Pª QUÊ A LINGUA DE FORA !!!! QT AOS ERROS, UNS EU CONCORDO , OUTROS NÃO !!!!
    CORAÇÃO CHEIO DE PALPITAÇÕES !!!!!

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