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Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

É uma das mais bonitas aldeias do país. Um daqueles lugares que é paixão à primeira vista. Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal.

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As casas típicas de Monsanto “habitam” paredes meias com a rocha granítica que as protege. Vaguear pelas ruelas sinuosas, descobrir os recantos solarengos e debruçar o olhar pela majestosa paisagem, são motivos mais do que suficientes para o visitante se perder na descoberta da terra e do seu povo, envelhecido e sereno.

Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal
A chamada ´casa de uma só telha `, a caminho do Castelo de Monsanto – Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

Para além do próprio conjunto urbano e do castelo, Monsanto contém ainda variados elementos patrimoniais merecedores de visita atenta.

Dentro das muralhas, as capelas de S. João e de Santa Maria. A primeira foi presumivelmente construída no século XII e ostenta ainda um portal românico, e voltado a norte, uma arcada ogival.

No entanto, a mais importante capela de Monsanto é a de S. Miguel. Edifício românico (ou o que resta dela), situa-se entre o castelo e a torre medieval de vigia. Erguida sobre um altar de culto a Marte, a capela constituí indício claro da existência de uma primitiva povoação. Apesar do estado latente de ruína ainda se podem apreciar a notável porta axial de arco de volta perfeita e os capitéis decorados.

Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal
Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

Junto à porta da povoação encontra-se a capela de Santo António (séc. XVI), com portal de quatro arquivoltas ladeado por dois bastões ornamentados com a flor de lis.

Quanto a casas senhoriais, o Solar do Marquês da Graciosa é o mais importante, nele encontrando-se instalado o Posto de Turismo. Construído no século XVIII pertenceu à família Geraldes de Andrade, senhores de Medelim e alcaide-mor de Monsanto.

Por fim, o ex-libris de Monsanto. A imponente fortaleza medieval, com vários recintos, portas e escadarias. No interior das muralhas destacam-se a capela de Nossa Senhora do Castelo, a porta falsa e a Torre de Menagem. O castelo foi classificado monumento nacional em 1948.

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Explosão de penedos em Monsanto, a ´Nave de Pedra`, como lhe chamou o escritor Fernando Namora – Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

Monsanto continua a ser uma das mais belas terras da Beira, celebrizada pelo escritor Fernando Namora, que aqui viveu e exerceu medicina durante alguns anos. “Retalhos da vida de um médico” ou “Nave de Pedra”, são algumas das obras profundamente marcadas pela experiência Monsantina do escritor.

Ao visitar Monsanto o turista será decerto assaltado pela mesma dúvida de Cardoso Marta, quando escrevia:

“Nunca se sabe em Monsanto
(que as águias roçam com a asa)
se a casa nasce da rocha
se a rocha nasce da casa”

MONUMENTOS DE MONSANTO

CASTELO

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Vista aérea do Castelo de Monsanto e da Capela de Santa Maria – Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

No cimo do monte se vêem os restos daquilo que foi uma fortaleza medieval imponente, com as suas muralhas e paredes grossíssimas, com os seus vários recintos e portas e escadarias, mandada reconstruir por D. Gualdim Pais, Mestre da Ordem dos Templários, facto que pressupõe a existência da mesma em época muito anterior.

Ao entrarmos nele pela “porta norte” ( na chamada “Casa da Guarda” onde existe curiosa inscrição, ainda não decifrada) depara-se-nos a “cidadela”, na qual permanece uma cisterna da fundação possivelmente templária, com três arcos e cerca de cinco metros de altura.

No Castelo, assinalem-se ainda a “porta falsa” e a torre de menagem (medievais) e a Igreja de Santa Maria do Castelo (templo de criação mais moderna).

IGREJA DE S. MIGUEL

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Igreja Românica de S.Miguel – Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

Em ruínas, é um templo românico em pedra granítica situado no alto da povoação ao lado do Castelo. Possui bela porta axial de arco de volta perfeito, com quatro arquivoltas em cujos capitéis se notam motivos animais e vegetais.

A breve distância, e sobre um penedo, uma original torre sineira com dois arcos geminados de volta perfeita.
Em redor da Capela, encontram-se várias sepulturas escavadas na rocha.

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