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Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

É uma das mais bonitas aldeias do país. Um daqueles lugares que é paixão à primeira vista. Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal.

1849
Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal
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Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

É uma das mais bonitas aldeias do país. Um daqueles lugares que é paixão à primeira vista. Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal.

Em Lisboa, a 4 de fevereiro de 1939, aquando da entrega do “Galo de Prata”, representantes do Povo de Monsanto são recebidos pelo Senhor Presidente da República, Marechal Oscar Fragoso Carmona, Senhor Presidente do Conselho de Ministros, Prof. Dr. António Oliveira Salazar e outras ilustres individualidades.

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Entrega do ´Galo de Prata` ao Povo de Monsanto (1939) – Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

Em 1938, António Ferro e o “seu” Secretariado de Propaganda Nacional, decidiram atribuir a Monsanto o “Galo de Prata” que distinguia a “Aldeia Mais Portuguesa” de Portugal.

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O ‘Galo de Prata’ conquistado por Monsanto no concurso da ‘Aldeia Mais Portuguesa de Portugal’, promovido pelo SNI em 1938 – Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

O ideário que presidiu à instituição daquele concurso era idêntico ao que tinha dado origem ao próprio Secretariado de Propaganda: “combater por todos os meios ao seu alcance a penetração no nosso país de quaisquer ideias perturbadoras e dissolventes da unidade e interesse nacional”.

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Representantes do Povo de Monsanto foram a Lisboa receber o galardão de ‘Aldeia Mais Portuguesa’ (1939) – Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

Apesar da evidente carga ideológica do prémio, o epitáfio passou a figurar como baluarte de Monsanto.

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Em primeiro plano os componentes da extinta Banda de Música de Monsanto, dirigida pelo Maestro Alves Coelho Filho, com as professoras e os 200 alunos das escolas de Monsanto, no regresso da viagem a Lisboa (em 1939).

Localizada no concelho de Idanha-a-Nova, Monsanto é uma imponente povoação esculpida no granito agreste de um promontório de pedra que domina toda a planície circundante.
A ótima localização geográfica do lugar, tornou aquele Monte Santo refúgio privilegiado para os mais primitivos povos.

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No dia da colocação duma réplica do ´Galo de Prata` na Torre de Lucano (1939) – Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

Apesar do levantamento arqueológico da sua proto-história ser manifestamente insuficiente para poder traçar, com precisão, um quadro histórico da sua fundação, será legítimo afirmar que naquele aglomerado de pedra se encontram vestígios de uma ocupação anterior ao Neolítico.

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Rancho de raparigas de Monsanto na Tradicional Festa do Castelo (1939) – Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

A condição de fortaleza natural e os fragmentos de machados neolíticos encontrados no morro fazem supor que Monsanto tenha sido um castro pré-Romano.

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Egitânia – Monsanto, a História da Aldeia mais Portuguesa de Portugal

A proximidade da antiga Egitânia (Idanha-a-Velha) e da estrada que ligava Mérida a Compostela, e os inúmeros vestígios da ocupação Romana (cerâmica, moedas, joalharia e inscrições funerárias), são sinais claros de que o Monte Santo terá acolhido romanos, naquilo que deveria ser um “oppidum”.

Aos Romanos sucederam-se os Godos e os Árabes que ali deixaram marcas indeléveis da sua passagem. Ainda hoje, muito do repositório etnográfico e antropológico desses povos sobrevive com as gentes da terra. Exemplo disso, é a festa de Santa Cruz no dia 3 de Maio. Romaria profundamente marcada por rituais pagãos, posteriormente cristianizados.

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Subjacente à festa está a lenda dos sitiantes. Assim, e segundo a tradição, há muitos séculos atrás, Monsanto estaria cercada por um exército mouro ou castelhano. O cerco durou sete anos, durante os quais a aldeia foi esgotando os mantimentos até sobrar apenas um vitelo e um alqueire de trigo.

(cont.)

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