Início Cultura Língua Portuguesa: Unisexo é erro?

Língua Portuguesa: Unisexo é erro?

Como se escreve: será Unisexo ou Unissexo? Nunca é tarde para melhorar a sua própria língua, ou seja, a Língua Portuguesa.

Unisexo
Língua Portuguesa: Unisexo é erro?

Língua Portuguesa: Unisexo é erro?

Como se escreve: Unisexo ou Unissexo? Nunca é tarde para melhorar a sua própria língua, ou seja, a Língua Portuguesa.

Diz-se de algo que é feito independentemente do sexo, como uma peça de roupa ou um relógio que não se destina quer a homens quer a muheres. Sendo assim, escreve-se “unisexo” ou “unissexo”?

Unisexo
Língua Portuguesa: Unisexo é erro?
Unisexo
Língua Portuguesa: Unisexo é erro?

A forma correta é Unissexo com «ss». Na língua portuguesa um «s» entre vogais lê-se «z». Para mater o som «s» é necessário duplicar a letra.

Unisexo
Língua Portuguesa: Unisexo é erro?

Quimera

Sonho que não é possível realizar. Sonho fantástico, fantasias, desejos difíceis de se alcançar.

Exemplos:

– Neste momento, resolver este problema seria uma verdadeira quimera.

– Lindas quimeras norteiam a vida dos poetas.

Unisexo
Língua Portuguesa: Unisexo é erro?

Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe. Portanto, só existimos nos dias em que fazemos. Nos dias em que não fazemos apenas duramos.

‘Padre António Vieira’

Unisexo
Língua Portuguesa: Unisexo é erro?

Os bebés bocejam e urinam dentro do útero?

Unisexo
Língua Portuguesa: Unisexo é erro?

Mãe

Miguel Torga

Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
_
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
_
Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
_
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
_
Miguel Torga, in ‘Diário IV’
Unisexo
Língua Portuguesa: Unisexo é erro?

A Mítica Quinta da Regaleira

_

_
Vídeo de: Jónatas Luzia

Quinta da Regaleira

A Quinta da Regaleira constitui um dos mais surpreendentes monumentos da Serra de Sintra. Situada no termo do centro histórico da Vila, foi construída entre 1904 e 1910, no derradeiro período da monarquia.

Os domínios românticos outrora pertencentes à Viscondessa da Regaleira, foram adquiridos e ampliados pelo Dr. António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920) para fundar o seu lugar de eleição. Detentor de uma fortuna prodigiosa, que lhe valeu a alcunha de Monteiro dos Milhões, associou ao seu singular projecto de arquitectura e paisagem o génio criativo do arquitecto e cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936) bem como a mestria dos escultores, canteiros e entalhadores que com este haviam trabalhado no Palace Hotel do Buçaco.

Homem de espírito científico, vastíssima cultura e rara sensibilidade, bibliófilo notável, coleccionador criterioso e grande filantropo, deixou impresso neste livro de pedra a visão de uma cosmologia, síntese de memória espiritual da humanidade, cujas raízes mergulham na Tradição Mítica Lusa e Universal. A arquitectura e a arte do palácio, capela e demais construções foram cenicamente concebidas no contexto de um jardim edénico, salientando-se a predominância dos estilos neo-manuelino e renascentista.

O jardim, representação do microcosmo, é revelado pela sucessão de lugares imbuídos de magia e mistério. O paraíso é materializado em coexistência com um inferius – um dantesco mundo subterrâneo – ao qual o neófito seria conduzido pelo fio de Ariadne da iniciação.

Concretiza-se com estes cenários a representação de uma viagem iniciática, qual vera peregrinatio mundi, por um jardim simbólico onde podemos sentir a Harmonia das Esferas e perscrutar o alinhamento de uma ascese de consciência que viaja pelas grandes epopeias. Nele se vislumbram referências à mitologia, ao Olimpo, a Virgílio, a Dante, a Camões, à missão templária da Ordem de Cristo, a grandes místicos e taumaturgos, aos enigmas da Arte Real, à Magna Obra Alquímica. Nesta sinfonia de pedra revela-se a dimensão poética e profética de uma Mansão Filosofal Lusa. Aqui se fundem o Céu e a Terra numa realidade sensível, a mesma que presidiu à teoria do Belo, da Arquitectura e da Música, que a concha acústica do Terraço dos Mundos Celestes permite propagar pelo infinito.
_


OUTROS ARTIGOS QUE LHE PODEM INTERESSAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.