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Ilha dos Amores, a preciosa ilha no Douro

A Ilha dos Amores é um dos principais pontos turísticos de Castelo de Paiva. Conheça a história da Ilha dos Amores, a preciosa ilha no Douro.

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Lenda da Ilha dos Amores

Ilha dos Amores, a preciosa ilha no Douro
Ilha dos Amores, a preciosa ilha no Douro

Não poderia deixar de haver conversa popular sobre o que aconteceu por aqui. Diz o povo duriense que a Ilha dos Amores foi o palco de mais uma tragédia do lendário português. A saber.

Um lavrador, de tenra idade, apaixonou-se por uma mulher abastada, menina da fidalguia. Nem sequer passava por coisa rara de acontecer, mas aqui a novidade é que ela também se apaixonou por ele.

Os tempos eram outros, tempos onde nunca seria aceite que uma mulher de sangue azul pudesse desposar um plebeu, ainda por cima camponês. As tentativas de encontros sucediam-se, sempre mal vistos pelo pai da fidalga, até serem proibidos de vez, deixando ambos a chorar a saudade que sentiam um pelo outro.

Passados poucos meses, a mão da bela e rica mulher ficou entregue a um aristocrata. Não seria um casamento de amor, mas sim de conveniência, como era habitual na altura.

O camponês, roído de ciúmes, e tendo presente a ameaça de nunca mais poder ver a sua amada assim que se entregasse a outra pessoa, decidiu tomar medidas extremas: ao avistar o fidalgo a passear junto ao Douro, matou-o, atirando-o depois ao rio como forma de apagar qualquer indício de prova contra si.

Ainda assim, sabendo que seria o suspeito número um, decidiu esconder-se numa pequena ilha no Rio Douro, isolando-se do mundo e sofrendo pela ausência do seu amor. Ali ficou, por muito e bom tempo. Apercebendo-se de que nunca alguém o tinha descoberto, começou a engendrar um plano de trazer a fidalga consigo e ali viverem os dois para sempre.

Assim foi, e, saindo da ilha pela primeira vez em muitos dias, encontrou a sua amada convencendo-a a regressar consigo para tal local inóspito e secreto onde nunca seriam encontrados. Tomaram um barco para seguirem em direção ao pequeno ilhéu. A viagem seria curta, mas o inesperado aconteceu: do nada, levantou-se uma grande tormenta, e o rio, formando um vórtice, engoliu a barca onde os dois amores se encontravam.

Contou-se, depois, que se tratou do espírito do jovem fidalgo assassinado pelo camponês, que veio à superfície vingar a sua morte.
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