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Estarão os vinhos portugueses entre os vinhos mais caros do mundo?

Alguns vinhos são elevados ao estatuto de raridade e o preço pode assustar as bolsas mais modestas. Conheça os 10 vinhos mais caros do mundo.

vinhos mais caros do mundo
Estarão os vinhos portugueses entre os vinhos mais caros do mundo?

Estarão os vinhos portugueses entre os vinhos mais caros do mundo?

O vinho foi sempre um dos produtos mais apreciados. A antiguidade, a história e a reputação elevam alguns vinhos ao estatuto de raridade e o preço pode assustar as bolsas mais modestas! Conheça os 10 vinhos mais caros do mundo.

A célebre abertura do 1º capítulo do Evangelho de João, referente à criação do mundo, bem podia ter sido: «no Início era a uva e todas as palavras se seguiram com maior facilidade e fluidez.»

O vinho sempre contribuiu para acompanhar as pessoas, seja em momentos de felicidade, seja de infelicidade. A nossa curiosidade pelos vinhos é natural e, fruto do sangue lusitano, somos tendencialmente apaixonados pelas criações portuguesas no mundo dos vinhos, que tanto sucesso fazem internacionalmente.

Existem vinhos portugueses que são constantemente referenciados como estando entre os melhores do mundo, mas será que estão entre os vinhos mais caros do planeta? Infelizmente não, mas ainda assim vale a pena espreitar este top 10 dos néctares mais caros!

Eis a lista dos 10 vinhos mais caros, vendidos em leilão

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Estarão os vinhos portugueses entre os vinhos mais caros do mundo?

Penfolds Grange Hermitage (1951): arrematado em leilão por 32.000€

No ano de 2004, em maio, decorreu um leilão especial em Adelaide, Austrália. Nesse leilão, foi desembolsada, por um apreciador e colecionador de vinhos, a módica quantia de 32.000€ por uma das 20 garrafas idênticas de Penfolds Grange Hermitage, que sobreviveram até aos dias de hoje.

Massandra (1775): arrematado em leilão por 47.000€

O valor de 27.867£ (cerca de 47.000€) foi o custo da Massandra Sherry de la Frontera especial. Este valor é justificado pela sua história, mas também pelo seu forte e memorável sabor. A sua cor dourada e profunda torna este produto admiravelmente ímpar.

Massandra está situada na Ucrânia e é a adega mais antiga do país. Este xerez de 1775 é o mais raro do seu género e, por isso, os apreciadores não hesitaram em chegar aos valores acima mencionados, num leilão que decorreu na cidade de Londres.

Château d’Yquem (1811): arrematado em leilão por 79.700€

Foi no ano de 2011 que Christian Vanneque (1949-2015) investiu nesta garrafa de vinho branco, com mais de dois séculos de existência.

Christian comprou o produto para o exibir orgulhosamente no seu restaurante localizado em Bali. Para proteger o valioso produto, colocou-o num espaço à prova de bala, para que não houvesse tentações…

Christian Vanneque cometeu esta “loucura”, mas o investimento foi realizado tendo por base os seus vastos conhecimentos. É que Christian foi sommelier principal de um dos restaurantes mais reputados de França, o parisiense La Tour d’Argent. Por isso, podemos mesmo dizer que sabia quase tudo sobre vinhos.

Château Mouton Rothschild (1945): arrematado em leilão por 80.819€

Este Château Mouton Rothschild foi comprado num leilão em Hong Kong, decorria o ano de 2012. A verdade é que este vinho de 1945 é fruto daquela que é tida como uma das melhores colheitas de todos os tempos.

Numa única jeroboam (que é uma garrafa de 3 litros) está presente o equivalente a, sensivelmente, quatro garrafas de vinho de tamanho comum.

Château Lafite (1787): arrematado em leilão por 132.000€

No ano de 1985, esta garrafa foi comprada num leilão que decorreu na cidade londrina. Foi Malcolm Forbes, o famoso editor, que realizou essa excêntrica compra.

É tido como praticamente certo que Thomas Jefferson tenha sido uma dos proprietários desta garrafa de 1787.  A gravação das letras “THJ” (TH de Thomas e J de Jefferson) no vidro da garrafa dá ênfase a esta hipótese. Ter pertencido ao antigo presidentes dos EUA é um dos segredos que tornou esta garrafa de Château Lafite de 1787 numa verdadeira lenda.

Atualmente, ela está presente em Nova Iorque, como parte da coleção da Forbes.

Château Margaux (1787): arrematado em leilão por 191.000€

Château Margaux de 1787 é uma garrafa que também fez parte da coleção de vinhos de Thomas Jefferson. Foi autenticada como tendo feito parte da coleção do antigo presidente dos EUA.

O comprador, William Sokolin, faleceu com 85 anos, tendo tido uma vida em grande. Contudo, este comerciante de vinhos, proveniente de Nova Iorque, ficou com a vida marcada por um episódio imperdível e memorável.

No dia 23 de abril de 1989, este senhor levou a famosa garrafa a um jantar no restaurante do Hotel Four Seasons, em Manhattan, deixando-a cair. Felizmente, a garrafa tinha seguro, o que levou a seguradora a pagar um valor assinalável.

Esta é uma estória que permanecerá para sempre na história dos grandes vinhos. Certo é que os Château ficaram ainda mais apetecíveis.

Château Lafite (1869): arrematado em leilão por 195.000€

Mais um leilão em Hong Kong com estórias que merecem ser contadas. Este sucedeu em 2010 e, quando há mais do que um interessado o produto leiloado, o preço do vinho não pára de encarecer e a sessão fica mais longo.

Neste caso, ocorreu uma disputa interessante que levou a que uma garrafa de Château Lafite, de 1869, atingisse a fantástica quantia de 230.000$ (cerca de 195.000€). Esta pode ser uma garrafa vintage muito rara, mas não é nada comum ver garrafas de tamanho padrão, serem arrecadadas por valores tão assombrosos.

Château Cheval Blanc (1947): arrematado em leilão por 219.000€

Num leilão que ocorreu na cidade de Genebra, foi vendido um Cheval Blanc, numa garrafa imperial (6 L), a um colecionador privado. Um vinho incomum que reunia condições para o tornarem num acidente imprevisível de Natureza.

A quinta em Saint Emillion revelou que este raríssimo produto surgiu na sequência de um verão escaldante, no qual as uvas foram secas pelo sol. Para além desse pormenor, surgiu uma fermentação deficiente que foi provocada pelo calor desse verão infernal, o qual afetou as caves.

Ora, as uvas parcialmente secas e a fermentação deficiente resultaram num produto que evidenciava níveis elevados de açúcar residual e, ainda, uma acidez agradável. Estes dois momentos irrepetíveis, aliados ao tempo que permitiu a sua evolução em condições privilegiadas, culminaram num vinho ímpar.

Heidsieck & Co Monopole Champanhe “Daimant Bleu” de um naufrágio (1907): arrematado em leilão por 224.000€

Este leilão ocorreu em Moscovo e tinha uma garrafa que reunia condições especiais. Ela foi leiloada após conhecer-se a sua história, sem precedentes. Um champanhe extremamente valioso que possui uma origem que o torna ainda mais apetecível.

No ano de 1998, foram resgatadas de um navio duas mil garrafas de champanhe. Este navio naufragou após um submarino alemão o ter atingido, decorria a Segunda Guerra Mundial. A garrafa em questão foi leiloada por mais de 224.000 €.

Screaming Eagle Cabernet Sauvignon (1992): arrematado em leilão por 424.000€

Chase Bailey foi quem comprou, em 2000, o Screaming Eagle Cabernet Sauvignon (6 litros), por 424.000€. A questão é que se tratava de um leilão de vinhos com cariz beneficente, sendo o valor doado para caridade.

Assim, embora surja a dúvida se se pode considerar este o vinho mais caro vendido em leilão, uma vez que o seu comprador tinha uma intenção generosa, achámos por bem mencioná-lo nesta lista.

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Márcio Magalhães
Um Mestrado em Ensino não fazia prever o percurso consolidado e bem sucedido no marketing digital e na produção de conteúdos, com publicação regular de artigos em diversas plataformas. (exclusivamente responsável pelo conteúdo textual)

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