Início Histórias Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Quem teve a sua infância nas décadas de 60 e 70 sabe que nada era comparável aos dias de hoje, por isso . . . como pode ter sobrevivido? Como éramos felizes!

Éramos felizes e sobrevivemos
Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Como éramos felizes! Quem teve a sua infância nas décadas de 60 e 70 sabe que nada era comparável aos dias de hoje, por isso . . . como pode ter sobrevivido?

Afinal de contas…

Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)
Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem airbag!

Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)
Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Íamos soltos no banco de trás aos saltos e na galhofa. E isso não era perigoso!

Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)
Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

As camas tinham grades e os brinquedos eram multicolores, com pecinhas que se soltavam ou, no mínimo, pintados com umas tintas “duvidosas” contendo chumbo ou outro veneno qualquer.

Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)
Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Não havia trancas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de  medicamentos, detergentes ou químicos domésticos.

Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)
Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Andávamos de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete, joelheiras, caneleiras e cotoveleiras…

Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)
Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Bebíamos água em potes de barro, da torneira, duma mangueira, ou duma fonte e não águas minerais em garrafas ditas “esterilizadas”.

Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)
Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolamentos e aqueles que tinham a sorte de morar perto duma ladeira asfaltada, podiam tentar bater recordes de velocidade e até verificar, no meio do caminho, que tinham economizado a sola dos sapatos, que eram usadas como travões …

Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)
Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Íamos brincar na rua com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer. Não havia telemóveis… Os nossos pais não sabiam onde estávamos! Era incrível!

Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)
Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Tínhamos aulas só de manhã e íamos almoçar a casa. Quando tínhamos piolhos, a nossa mãe lavava-nos a cabeça com Quitoso e com um pente fininho removia a piolhada toda.

Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)
Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Braço engessados, dentes partidos, joelhos esfolados, cabeça rachada. Alguém se queixava disso?

Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)
Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Comíamos doces à vontade, pão com Tulicreme, bebidas com (o perigoso) açúcar. Não se falava de obesidade, brincávamos sempre na rua e éramos super ativos…

Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)
Éramos felizes e sobrevivemos (anos 60 e 70)

Quando comprávamos aqueles tubinhos de Fá naquela mercearia da esquina, vinha logo o pessoal todo a pedir um “coche” e dividíamos com os nossos amigos. Bebiam todos pelo mesmo tubinho e nunca ninguém morreu por isso…

(cont.)

4 COMENTÁRIOS

  1. “Sobrevivemos” é mesmo o termo certo. “Íamos soltos no banco de trás aos saltos e na galhofa. E isso não era perigoso!”?!?! Não era? Já repararam como nestes 40 anos melhorámos tanto nos números de mortalidade infantil, acidentes em parques infantis, acidentes de viação, etc., etc!? A nostalgia pela liberdade, pelo tempo livre, pelo que se fazia, não tem de ser irresponsável.

  2. Sim, fomos muito felizes. Recordo com muita saudade os anos 70 em que frequentei o ensino secundário em Almada, vivemos o antes e o depois da revolução dos cravos,o impacto que teve na escola com as RGA, RGP, o termos acesso a tudo o que era proibibido como filmes, a coca-cola,etc. Para nós foi todo um mundo novo, que aos dia de hoje, os jovens devem pensar que éramos uns to-tós, mas estão profundamente enganados.

  3. Havia muitas coisas , claro que eram boas, e outras que não o eram. tal como presentemente sucede.Mas felizmente o nosso cérebro tende a esquecer ou a menorizar as coisas ou situações más.. Além disso, éramos novos , crianças ou adolescentes e muitos têm saudades é disso e não propriamente das situações de negligência ou perigo …

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