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Doçaria Conventual Portuguesa e 3 receitas divinais

A doçaria conventual portuguesa é riquíssima e estes doces deliciosos foram concebidos por freiras que viviam em conventos. Conheça 3 receitas divinais.

Doçaria Conventual Portuguesa
Doçaria Conventual Portuguesa e 3 receitas divinais

Doçaria Conventual Portuguesa e 3 receitas divinais

A doçaria conventual portuguesa é riquíssima e estes doces deliciosos foram concebidos por freiras que viviam em conventos. Conheça 3 receitas divinais.

A doçaria conventual portuguesa é riquíssima e deve-se ao facto de serem doces criados por freiras que viviam em Conventos.

Portugal é dos países em que a doçaria conventual tem maior destaque e mais enriqueceu a gastronomia portuguesa, tendo sido a base para muitas receitas de doces tradicionais e regionais.

Barriga da Freira

5 fantásticas receitas de Doçaria Conventual
Barriga de Freira – Doçaria Conventual Portuguesa e 3 receitas divinais

Pensa-se que este doce conventual tenha sido criado pelas freiras da Ordem das Ursulinas, do Convento situado em Vale da Mó, no concelho da Anadia. Esta variante da Barriga de Freira é atualmente um doce regional típico daquela localidade, fazendo lembrar a charcada na sua apresentação e textura.

A sobremesa deve ser confecionada em tacho de cobre com 20 cm de diâmetro, devendo o mesmo ser polido no momento. No entanto, o doce pode ser feito num tacho de aço inoxidável ou de alumínio com as mesmas dimensões.

Ingredientes: (para o doce)

  • 18 gemas
  • 350 ml de água
  • 4 ovos inteiros
  • 500 g de açúcar
  • manteiga q.b.

Para a decoração (opcional)

  • fios de ovos

Confeção:

Leve o açúcar ao lume com a água e deixe ferver até a calda atingir o ponto de pasta (atinge-se o ponto aos 101° C, após aproximadamente 1 minuto de fervura. O ponto atinge-se assim que, ao mergulhar uma colher na calda, começar a aderir uma pequena camada de açúcar).

À parte, misture, com um garfo, as gemas e as claras, de modo a obter um preparado homogéneo, mas não espumoso. Deite suavemente os ovos na calda de açúcar e deixe cozer ligeiramente. Vá rodando o doce usando dois garfos.

Adicione um pouco de manteiga, deixando-a escorregar pelos bordos do tacho, a fim de evitar que pegue. Pelo mesmo motivo, deverá também picar o centro do doce.

Quando o açúcar caramelizar, a barriga de freira está pronta.

Sirva num prato um pouco fundo e, se desejar, enfeite o centro com fios de ovos.

Pudim de Ovos do Mosteiro de Alcobaça

doçaria conventual portuguesa
Pudim de Ovos do Mosteiro de Alcobaça – Doçaria Conventual Portuguesa e 3 receitas divinais

A região de Alcobaça é conhecida pela produção de frutas de grande qualidade, sendo uma referência em Portugal e além fronteiras. As frutas são, pois, uma presença marcante na doçaria tradicional da região. No entanto, a cidade também está muito ligada à Ordem de Cister, que outrora habitava no Convento integrado no Mosteiro de Alcobaça.

O pudim de ovos dos Frades do Mosteiro de Alcobaça é uma das especialidades da doçaria conventual que integra o riquíssimo património gastronómico da região. Mantém os traços típicos dos doces conventuais, sendo feito à base de ovos e açúcar.

Ingredientes:

  • 1 kg de açúcar
  • 14 gemas
  • 2 ovos
  • 250 ml de água
  • 50 g de manteiga

Confeção:

Leve ao lume o açúcar com a água até obter uma calda em ponto de pasta.

Deixe arrefecer um pouco e adicione as gemas, juntamente com os ovos inteiros e a manteiga, mexendo bem até obter um preparado homogéneo.

Deite a mistura numa forma de pudim bem untada e leve a cozer, no forno, durante cerca de 1 hora, em banho-maria. Verifique a cozedura espetando um palito, o qual deverá sair húmido mas limpo.

Quando estiver cozido, deixe o pudim arrefecer e desenforme.

Pudim de Abade de Priscos

doçaria conventual portuguesa
Pudim de Abade de Priscos – Doçaria Conventual Portuguesa e 3 receitas divinais

O Pudim Abade de Priscos, ou Pudim de Toucinho, é um doce de origem conventual, sendo um dos marcos gastronómicos da cidade de Braga e, de certa forma, da região do Minho. O toucinho dá a este pudim a sua consistência e aspeto característicos, sendo também evidente o sabor que lhe confere o vinho do Porto e a canela.

A receita é do final do século XIX, tendo sido das únicas deixadas pelo abade de Priscos, que foi um dos grandes cozinheiros do seu tempo, chegando mesmo a cozinhar para o Rei. Além da receita, o abade deixou um alerta no que respeita à sua confeção, ao dizer que “A receita é só o principio… As mãos, o olfato, o paladar do verdadeiro cozinheiro fazem o principal”.

Experimente este maravilhoso doce, ideal para uma mesa de festa — o sucesso é garantido…

Ingredientes:

  • 15 gemas
  • 1 cálice de vinho do Porto
  • 1 casca de limão
  • 1 pau de canela
  • 500 ml de água
  • 500 g de açúcar
  • 50 g de toucinho gordo
  • caramelo líquido p/ untar a forma

Confeção:

Coloque um tacho ao lume com a água e, quando ferver, adicione o açúcar, a casca de limão, o toucinho e o pau de canela. Deixe ferver durante 2 minutos e passe depois a calda por um passador de rede.

Bata as gemas e junte-lhes o cálice de vinho do Porto, batendo bem.

Deite a calda de açúcar sobre o preparado de gemas, passando-a por um coador fino. Envolva bem. Deite o preparado numa forma de pudim caramelizada e leve a cozer em banho-maria durante 30 minutos. Retire o pudim depois de cozido, deixe arrefecer e desenforme.

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