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«Concerteza» e «há des» são erros de português?

A língua portuguesa é um terreno fértil para erros ortográficos. São esses erros mais comuns os que mais se notam, mas não são 
os únicos.

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Os 10 erros mais comuns de português

Avia um tempo em que, concerteza, seria mais difícil encontrar erros ortográficos nos textos. Mas derepente, quase sem dar-mos por isso, vieram os corretores automáticos. Ha culpa também é do Acordo Ortográfico, que interviu na maneira como escrevemos e falamos.

Calma, caro leitor. Não perdemos a cabeça e deixámos de saber escrever. Temos perfeita noção de que o parágrafo anterior está cheio de erros ortográficos. Porém, é provável que algum leitor, em certo momento da vida, tenha cometido um deslize em qualquer destas palavras, a falar ou a escrever.

É mais comum do que se pensa. Os erros das primeiras frases são alguns dos mais comuns em Portugal (ver gráfico ao lado). Palavras que devíamos ter aprendido a escrever corretamente durante a escola primária transformam-se em quebra-cabeças da língua portuguesa.

“Nas aulas de correção linguística que dou, a maioria dos grande erros que me chegam às mãos tem a ver com o não domínio básico do português. A nível da sintaxe básica, para não falar da componente linguística e gramatical”, explica Lúcia Vaz Pedro, professora e formadora de língua portuguesa. Desde que o Acordo Ortográfico entrou em vigor, este passou a ser uma desculpa apetecível para quem se engana a escrever ou falar.

E há erros um pouco para todos os gostos. Os ortográficos são os que dão mais nas vistas, mas há quem tenha dificuldade em fazer a concordância, a pronominalização, quem separe o sujeito e o predicado com vírgulas…

E há outros erros que surgem até do próprio sistema linguístico, por exemplo, devido à semelhança entre o ‘c’ e ‘s’. “São elementos que têm o mesmo valor fonético. São erros compreensíveis e têm de ser combatidos através da gramática. O aluno tem de conhecer os elementos que fazem sentido. Ao conhecer essas raízes, começa a dar menos erros”, explica Luís Ramos, professor e membro da Associação de Professores de Português.

Nas aulas de Luís Ramos são comuns os erros na terminação da terceira pessoa do plural dos verbos, em que a expressão ‘am’ é substituída por ‘ão’; a troca de consoantes, escrevendo-se ‘promenor’ em vez de ‘pormenor’; a queda de vogais, em que ‘interessado’ se transforma em ‘intressado’… Muitos destes erros são baseados na parofonia (alteração de voz) e na homofonia (semelhança de sons e pronúncias). São os casos de ‘cria’ (queria), ‘dorante’ (durante), ‘logar’ (lugar), ‘perguntoulhes’ (perguntou-lhes), ‘pessoua’ (pessoa), ‘audiçõens’ (audições), ‘fazes’ (fases), ‘éra’ (era), ‘gitarra’ (guitarra), ‘nu’ (no), ‘houra’ (hora), ‘nein’ (nem), ‘subio’ (subiu), ‘cócigas’ (cócegas)…

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