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Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar (fotos)

Morreram 700 pessoas, mas Salazar parou de contá-las às 426 vítimas. Houve 20 mil casas destruídas pela chuva. Veja as fotos das Cheias de 1967 em Lisboa.

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Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar
Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar – ©Arquivo Nacional da Torre do Tombo

A chuva foi particularmente forte entre as 19h e a meia-noite de 25 de novembro, quando todas as famílias estavam reunidas.

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Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar
Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar – ©Arquivo Nacional da Torre do Tombo

No domingo seguinte à desgraça, o Diário de Lisboa fazia manchete com os “mais de 200 mortos”.

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Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar
Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar – ©Arquivo Nacional da Torre do Tombo

Em Lisboa, a Avenida de Ceuta ficou debaixo de água, a Avenida da Índia esteve cheia de lama, as linhas de comboio estiveram submersas e a Avenida da Liberdade e Praça de Espanha pareciam uma piscina.

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Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar
Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar – ©Arquivo Nacional da Torre do Tombo

A 29 de novembro, o Diário de Notícias confirmava 427 mortos e, mais tarde, as autoridades atualizavam o número de vítimas mortais para 462.

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Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar
Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar – ©Arquivo Nacional da Torre do Tombo

Depois disso, as redacções começaram a receber ordens da censura para não atualizarem o número de mortos.

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Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar
Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar – ©Arquivo Nacional da Torre do Tombo

Os telegramas diziam: “Gravuras da tragédia: é conveniente ir atenuando a história. Urnas e coisas semelhantes não adianta nada e é chocante. É altura de acabar com isso. É altura de pôr os títulos mais pequenos”.

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Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar
Cheias de 1967: o rasto de morte que Salazar quis ocultar – ©Arquivo Nacional da Torre do Tombo

“Os títulos não podem exceder a largura de meia página e vão à censura. Não falar no mau cheiro dos cadáveres. Atividades beneméritas de estudantes — Cortar”.

(cont.)

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