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Braga: as 3 histórias mais misteriosas

No tempo dos romanos foi fundada como Bracara Augusta e muitas são as histórias criadas em volta da cidade. Braga: as 3 histórias mais misteriosas

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3 – O Abade de Priscos tem a sua história

Pudim Abade de Priscos – Braga: as 3 histórias mais misteriosas

Segundo reza a lenda, o Abade de Priscos – ou Manuel Joaquim Machado Rebelo de seu nome –  era conhecido na freguesia de Santiago de Priscos pelos seus grandes dotes no que diz respeito a engomar roupa, costurar e bordar.

Porém, o que o tornou verdadeiramente famoso, foi o seu dote culinário, tendo sido considerado um dos maiores cozinheiros do século XIX. Esta distinção deve-se ao particularmente à sua obra culinária mais famosa: o Pudim Abade de Priscos, ainda hoje peça integrante da maior parte dos cardápios dos restaurantes Minhotos.

Pudim Abade de Priscos – Braga: as 3 histórias mais misteriosas

Foram diversos os acontecimentos que contam como o Abade transformava, através de uma perícia e perfeição inigualável, as suas refeições em pura magia. Caracterizadas como uma explosão de sabores, diziam-se ser resultado da panóplia de temperos que acompanhavam o Abade na sua “maleta” secreta.

Exemplo disso, foi o episódio vivido a 3 de outubro de 1887. Nessa data, o Abade de Priscos foi convidado para preparar o banquete real, na Póvoa de Varzim, para receber a visita de El-Rei D. Luís e e a sua família. O desempenho do Abade foi tão excecional que o Rei mandou chamá-lo para o conhecer e saber qual a composição daquele prato delicioso e único.

Pudim Abade de Priscos – Sérgio Freitas – Braga: as 3 histórias mais misteriosas

O Abade, com uma resposta inesperada, sorriu e afirmou “Era palha, real Senhor!”.

Isto desencadeou o espanto de todos os presentes e a pergunta incrédula do Rei: “Palha? Então dá palha ao seu Rei?”.

Mais uma vez, de forma misteriosa, o Abade esclareceu: “Majestade, todos comem palha, a questão é saber dá-la…”.

Conclusão

Braga: as 3 histórias mais misteriosas

Braga é uma cidade muita antiga e muitas mais estórias haverá. Chamamos-lhes estórias porque, em rigor, alguns pormenores poderão estar distorcidos, fruto da transmissão oral e escrita, muitas vezes, pouco rigorosa. Contudo, não é esse o verdadeiro intuito da transmissão destas estórias pois, mais do que exercícios de rigor, são manifestações culturais que refletem o património imaterial de uma população.

E isso, é aquilo que pretendemos celebrar.

Para quem visita pela primeira vez a cidade, não deixe de passar por estes locais e provar o pudim. Temos a certeza que sairá mais rico culturalmente e, quem sabe, com um casamento ao virar da esquina.

Autora: Renata Vidrago
Fonte: webraga
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2 COMENTÁRIOS

  1. Sou brasileiro/italiano e moro em Braga exatamente há um ano com minha família. A cidade é encantadora e merecedora dos diversos títulos recebidos. Sitio calminho, como dizem os portugueses, nossos filhos nem pensam em voltar mais para o Brasil. Não há preço a pagar pela tranquilidade de se andar nas ruas à noite a falar ao telemóvel sem se preocupar com insegurança. Além de ser uma cidade muito festeira (todos os dias temos eventos públicos e privados no centro) com todos os serviços necessários para se viver bem, mantém o charme de ser uma cidade turística sem perder seu ar de cidade antiga típica portuguesa. A Roma de Portugal, cidade dos Arcebispos (57 igrejas), tem também na universidade do Minho sua jovialidade renovada diariamente pela quantidade de jovens que aqui vêm estudar, oriundos das mais diversas partes do mundo. A cidade é cheia de história e estórias super interessantes, entre elas as aqui citadas na matéria, mas com certeza tem muito mais (basta pesquisar a comunidade de BRITEIROS (mais de 2.500 anos), onde provavelmente vimos nascer a lingua portuguesa entre romanos e celtas)

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