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Bacalhau à Lagareiro: origem e receita

Para muitos é uma receita portuguesa que foi iniciada pelas gentes que trabalhavam a azeitona. Saiba tudo sobre o Bacalhau à Lagareiro: origem e receita.

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O bacalhau deve estar bem banhado no azeite e, se for caso disso, devemos pegar nele e untá-lo dos dois lados até ficar todo amarelado. Depois voltemos a colocá-lo na posição original, com a pele virada para cima para que toste bem.

Bacalhau à Lagareiro

Assim que as batatas estiverem cozidas, juntamo-las à travessa onde está o bacalhau regado a azeite e alho (se não houver espaço, pode ficar numa travessa separada).

Aqui, há quem ponha uma pitada de sal por cima, que pode ser escusado dado o bacalhau, mesmo que demolhado, já ter sal que baste.

Bacalhau à Lagareiro

Deixe-se tudo a assar no forno a 200 graus e por 30 minutos, sensivelmente. Podemos, durante este tempo, usar o azeite que está no fundo da travessa e, com a ajuda de uma colher, ir demolhando novamente o bacalhau.

Bacalhau à Lagareiro

Depois dessa meia hora, coloque-se em cima do peixe cebola crua cortada em tiras e volte-se a regar tudo com mais um pouco de azeite. Prolongue-se o tempo de assadura por mais 15 minutos.

Bacalhau à Lagareiro

Finalizado o processo e retirada a travessa do forno, damos um pequeno murro nas batatas que, atingindo o ponto, devem estar ligeiramente crocantes. No fim, há quem junte salsa muito fina.

Fonte: portugalnummapa
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5 COMENTÁRIOS

  1. pois eu era ainda crianca e, recordo o meu avo no tempo de se fazer o azeite perguntar a minha avo se tinha compradoo bacalhau para levar para o lagar E, normalmente era feito a noite e levava batatas o bacalhau cebola e vinho. E fui com ele uma vez e, entao esse bacalhau tinha que ser regado com o azeite que tinha acabado de ser feito. Belos tempos isto ja la vao mais de 60 anos.

  2. O bacalhau chamado à lagareiro, porque era feito no tempo em que os lagares trabalhavam na feitura do azeite, era um bacalhau que juntamente com as batatas, previamente lavadas e temperadas com sal que se lhes colava, eram assados num tabuleiro no lastro da fornalha que aquecia a água que ia limpar o azeite. Desfiava-se o bacalhau de forma grossa, e com as batas esmagadas com um “murro”, era regado abundantemente com azeite numa travessa e temperado com alho. Acompanhado com broa de milho branco, característico da minha zona, e com o “palhinhas de 5”, era uma maravilha.

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